Diário da Manhã

A insegurança já chegou às pequenas comunidades

Claudio Edgar Trindade Belcamino -  claudio-belcamino@pc.rs.gov.br

Delegado Titular da 2ª Delegacia de Polícia 


 Indiscutivelmente, a crescente onda de criminalidade é a principal preocupação da sociedade brasileira. Atualmente, nem os pequenos municípios estão fora desse triste contexto e, o pior, até mesmo os moradores das áreas rurais estão sendo atingidos.

Os crimes contra o patrimônio, especialmente, os roubos, que são os mais graves, já que a subtração é praticada com violência ou grave ameaça à pessoa, muitos com morte da vítima (latrocínio), estão ocorrendo, até mesmo, naquelas pequenas comunidades, que eram consideradas pacatas e tranquilas.

Nesse sentido, podemos destacar o roubo a estabelecimento bancário, quando grupos extremamente organizados e fortemente armados invadem esses municípios, onde o policiamento inexiste ou é precário e tomam de “assalto”, fazendo as pessoas de reféns e praticando o roubo.

Além disso, chama a atenção que, nos últimos anos, estão sendo registrados muitos casos de furto e roubo nas propriedades rurais dos municípios da nossa região, onde as pessoas estão ainda mais desassistidas pelo Estado.

Os delinquentes invadem essas propriedades, abordam as vítimas, que são pegas de surpresa, amarram-nas e subtraem tudo o que lhes interessa, principalmente, veículos, dinheiro, armas de fogo, defensivos agrícolas e aparelhos eletro-eletrônicos e, até que as vítimas consigam se desvencilhar das amarras, para pedirem socorro e avisarem a Brigada Militar, eles já estão longe e conseguem fugir da ação policial.

Importante referir, ainda, que alguns desses casos também estão ocorrendo em festas realizadas nas comunidades do interior, onde há grandes concentrações de pessoas e veículos, motivo pelo qual orienta-se aos organizadores e participantes, para que tomem algumas medidas de segurança, para não serem assaltados durante ou, especialmente, ao final desses eventos.

Infelizmente, pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelo nosso Estado, sabemos que a recomposição dos efetivos das instituições policiais não ocorrerá num curto ou médio prazo, fator que nos faz acreditar que as perspectivas para o futuro da sociedade gaúcha são ainda piores, em termos de Segurança Pública.

Outro fator que reflete, diretamente, nos atuais índices de criminalidade é a sensação de impunidade, já que, mesmo quando são identificados e presos, os autores dos crimes permanecem reclusos por pouco tempo e, logo, são liberados, a maioria deles, reincidindo na atividade criminosa.

Assim sendo, se os moradores das cidades já estão expostos aos efeitos da criminalidade, muito mais estão os proprietários/trabalhadores rurais, onde pouco existe em termos de policialmente preventivo.

 

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