Diário da Manhã

O marxismo como religião

Um enfático professor disse, certa vez, que na filosofia encontramos o ponto de partida para entender o mundo ao nosso redor. Quando ditou a relação de pensadores que deveríamos ler houve gente que desistiu do curso. A coisa não é simples e, como disse René Descartes, na caminhada que empreenderemos a partir do ponto de partida “é necessário que ao menos uma vez na vida você duvide, tanto quanto possível, de todas as coisas”. Ele seguiu Platão (?): “questionar é o atributo de um filósofo, porque não há outro início para a filosofia além desse”.

Já na teologia está o ponto de chegada, ou sejam no final da caminhada um Deus nos recebe sorridente com uma expressão tipo “Eu não disse”. Com suavidade acolhe no santuário da eternidade onde dúvidas não mais existem e Ele manda Descarte cachimbar formigas. Manda Platão também. Aliás, manda os filósofos – com exceções tipo Santo Agostinho – recolherem-se à insignificância. Não fosse sua extrema bondade enviaria alguns até para o quinto dos infernos.

Claro, confirmando a regra, há aqueles, como o juiz islâmico Ibn Ruscd, nascido na Espanha e conhecido como Averróis, que afirmam que “filosofia e religião não são incompatíveis. Ele disse: aceitamos que o Alcorão é verdadeiro, mas algumas partes dele são demonstravelmente equivocadas. Ele parece ter mais razão do que imaginamos.

Até cerca de 540 a.C. as civilizações se valiam da religião para explicar os fenômenos do mundo. Um dos primeiros a fugir disso foi Tales de Mileto com sacada de encabular Donald Trump e fazer ambientalista entrar em transe: “Qual é a matéria-prima básica do cosmos? Ela deve ser algo a partir do qual tudo possa ser formado, essencial à vida, capaz de se mover, capaz de mudar. Tudo é composto de água.”

Embora a filosofia tenha jorrado pensadores de todos os naipes aos borbotões a religião segue influenciando fortemente e atualmente – quem diria? – uma das maiores ameaças à estabilidade mundial está no fanatismo religioso.

Para quem desejava livrar o Planeta de todas as mazelas a religião era calosidade intolerável a machucar os pés e dificultar a caminhada. Tanto é que um dos famosos teóricos da história, o alemão Karl Marx, tem sentença célebre a respeito: “A abolição da religião como felicidade ilusória do povo é necessária para a felicidade real.” Jamais imaginou ele que os marxistas acabariam fundando sua própria religião.

Contam as más línguas que Marx ria da assertiva de Adam Smith dizendo que “o homem é um animal que faz barganhas”. E para arrebanhar seguidores em todas as latitudes apresentou uma de suas máximas que a dialética construiria: “de cada um, de acordo com suas capacidades; para cada de acordo com suas necessidades”. Passa mais de cem anos com a dialética só patinando e após dezenas de fracassos e milhões de assassinatos os marxistas continuam firmes em suas convicções, mantém férrea a crença na utopia do comunismo e não enxergam nada de errado ou equivocado no que ocorreu desde as primeiras tentativas para substituir a burguesia pela ditadura do proletariado.

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