Diário da Manhã

Justiça Divina

Talvez todos os textos que publiquei tenham a ver com a justiça dos homens. E também, por evidente, na injustiça mais comum ainda. Nesses tempos bicudos, como diriam nossos pais e avós, esta é uma reflexão que podemos fazer. Deixando toda essa sacanagem do poder central, vamos nos concentrar no que podemos fazer aqui. Durante seis anos tenho publicado matérias variadas. Dentre todas, me parece a mais importante o preparo espiritual. Partimos dos acontecimentos mais recentes. O Brasil está em guerra com o tráfico e o crime organizado. E está perdendo. A cada dia o número de mortes violentas, relacionadas com organizações criminosas, está aumentando. A sociedade brasileira é refém do crime. Temos inúmeras ONGs defendendo o criminoso, em detrimento da vítima. O Estado brasileiro está falido, quando se fala em segurança pública. Não consegue afrontar as organizações criminosas. Somos reféns! Este é um momento histórico crucial. Não podemos esperar pelas ações de governo, até agora fracassadas. O povo brasileiro tem de aprender que não pode contar com governos. Precisamos organizar esta sociedade, massacrada por uma legião de gestores corruptos. Podemos organizar da seguinte forma, de forma austera e com participação de todos os interessados. Teremos uma organização de defesa dos clientes dos bancos e outras instituições financeiras, com alcance nacional. Podemos organizar associação das vítimas de crimes, em todo o território nacional, para exigir proteção e ação das autoridades, por exemplo. Em qualquer país desenvolvido funciona. Mas precisamos resgatar, antes de tudo, a crença em nós mesmos. Passamos o dia absorvendo as más notícias da mídia. Parece que perdemos o otimismo. A violência cresce de forma assustadora. E nós apenas somos vítimas ou espectadores. O mundo todo está em guerra. E uma guerra está diante de nós. Encaramos como natural o descalabro do controle estatal. Voltemos a nossa incapacidade de reagir. Nas últimas décadas o capital, que elege os nossos governantes, extinguiu vários direitos dos trabalhadores. E vai continuar assim. Será que não existe a possibilidade de reunir os lesados? Sabemos que os sindicatos têm ingerências políticas, muitas vezes do lado do governo. Vamos falar sério. Estamos habituados à passividade. Não cuidamos do nosso planeta, da água, nem do lixo doméstico. Entretanto, a nosso sobrevivência está em risco. Os bancos abocanham boa parte da nossa renda, porque permitimos que isso aconteça. É verdade que o governo apoia o sistema financeiro, mas não fazemos nada para mudar. A poupança de uma vida vai ser confiscada. Depois de décadas pagando, o trabalhador não vai ter direito à aposentadoria. O governo manda pagar previdência privada para os bancos. A reforma da previdência ainda não foi aprovada, mas a imprensa fala dela como se já estivesse tudo certo e formalizado. E não está. Voltando ao tema e indagando: temos a capacidade de nos reunir, para seriamente tratar dos nossos direitos violados. A teoria da aceitação foi introduzida no Brasil, através de vários instrumentos. Um deles é o apelo midiático, através de publicidades inteligentes, mas mentirosas. Os chamados programas sociais são úteis, mas não têm resultado a longo prazo. Não há exigência de contrapartida. Por isso não atinge objetivos, a não ser os eleitoreiros. É uma forma de arrefecer qualquer tentativa de reação. Esta é mais uma tentativa de convencer. Talvez um dia os brasileiros rejeitem a teoria da passividade. É a esperança!

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