Diário da Manhã

Impopularidade do presidente

As notícias de Brasília não surpreendem a ninguém. A mídia da semana passada publicou manchete, na qual o presidente Temer declara não se importar com a popularidade. O mais grave: Temer troca popularidade por apoio no Congresso. Diante de tamanho desaforo popular, podemos concluir que Congresso e Temer não governam para a sociedade. A segunda pergunta: o que ou quanto custa o apoio no Congresso. Sabemos que esses apoios não são gratuitos. É possível concluir que tudo fica como antes? Isso significa que ele vai vencer e adotar medidas antipopulares. E uma delas, já sabemos, é a malfadada REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Todos nós sabemos que essa reforma é encomenda dos bancos. Por um lado, as instituições financeiras já estão lucrando com a famosa previdência privada. E é claro que, assim que consolidada a reforma, os lucros vão explodir. O curioso disso é que a mídia não divulga nada sobre previdência privada e como ela funciona. Os servidores públicos que ingressam no serviço público devem pagar aos bancos para aposentadoria, se os vencimentos superarem o teto do INSS. Quem garante que esses bancos estarão funcionando daqui a 49 anos, que é o tempo de contribuição para a aposentadoria. No Brasil é comum banco quebrar. Vem outro e substitui. Já tivemos dezenas de grandes financeiras e bancos falindo ao longo dos anos. E deixaram muita gente no prejuízo. Então o Presidente da República e o Congresso alinhavam uma grande FRENTE IMPOPULAR. Desde o governo FHC, inclusive, sofremos com essas reformas encomendadas. Há mais de vinte anos se fala em REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Esta será a QUARTA nesse período. O discurso sempre foi o mesmo. Além disso, estamos diante do MAIOR DESEMPREGO DA HISTÓRIA BRASILEIRA. A reforma proposta é uma sentença condenatória. Poucos brasileiros completarão o tempo para aposentadoria. Imaginem alguém com quase setenta anos trabalhando na construção civil. Eles não se colocam na situação do trabalhador pobre, sem educação, sem segurança e sem saúde. O brasileiro deve cobrar na eleição. Depois de eleito acaba o compromisso. O momento de cobrança deve ser antes da aprovação de qualquer lei. Depois de aprovada, o CONGRESSO JAMAIS MUDARÁ. A tendência e sempre legislar contra o trabalhador. Os últimos governos envergaram cores de diferentes partidos, mas todos foram draconianos com o trabalhador. A maioria dos brasileiros idosos depende do INSS. E não tem condições de pagar um desses planos de capitalização, que eles chamam de previdência privada. Acabar com a aposentadoria do INSS, que é o objetivo da reforma, é condenar o trabalhador pobre à miséria eterna. Mais uma vez o brasileiro vai ter comportamento passivo. É o famoso comportamento do cordeiro que vai ser imolado. Esperamos que os sindicatos se desatrelem da política e possam realmente representar os trabalhadores. É a única forma imediata de frear esse ímpeto cruel do governo e do congressinho brasileiros. Reformas impopulares não agradam à sociedade. Às vezes elas podem ser necessárias. Não é o caso. O governo não divulgou nem mesmo um cálculo matemático sério. Quando apenas um setor da economia vai ser beneficiado, então qualquer mudança tem cheiro de algo podre. Este assunto tem sido recorrente nos meus textos, mas são necessários. A mídia divulga as notícias, como se tais reformas já estivessem valendo. Nem mesmo foram aprovadas no Congressinho. E vem junto a reforma trabalhista, nomeada pelo governo como mini. Esperem ver o tamanho do prejuízo, ou melhor, seria bom que isso fosse discutido. No entanto, não vejo esse assunto tomar conta dos noticiários. No Brasil as reformas sempre prejudicam os menores, favorecendo os grandes empresários e banqueiros. Será que algum dia vamos reagir?  

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