Diário da Manhã

Ali Babá e nossos ladrões

Não passa dia, nas redes sociais, que a parte de nossa esquerda e a turma do Lula (engrossada com Renan, Cunha, Cabral, Lobão) fique sem registrar que, no Brasil, a corrupção sempre existiu. Quer dizer: não fizeram nada novo, seguirão refrão.

Reiteram sempre: corrupção, o costume de roubar, botar a mão no dinheiro público, esse toma lá dá cá veio com a turma que chegou de Portugal para começar vida nova a terra do Pau Brasil.

Diz a historia (ou seria lenda?) que nos quatorze navios, além da família real, vieram funcionários, criados, assessores, pessoas de finíssimo trato ligadas à corte portuguesa. Ainda veio muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor além dessa cultura de não distinguir o publico do privado e, em decorrência, confirmando o adágio “onde toda a gente peca, ninguém faz penitência”.

Seguia neste escrito quando a mente ligou essa turma de hoje à historinha do “Ali Babá e os 40 ladrões”. Incrível a quantia de versões do causo, peguei a que segue:

- Era uma vez um jovem chamado Ali Babá. Ele viajava pelo reino da Pérsia levando e trazendo notícias para o rei. Numa das viagens, enquanto descansava, ouviu vozes. Subiu numa árvore e viu quarenta ladrões diante de uma enorme pedra. Um deles adiantou-se e gritou: ''Abre-te Sésamo!''

A enorme pedra se moveu, mostrando a entrada de uma caverna, os ladrões entraram e a pedra fechou-se. Quando os ladrões saíram, Ali Babá resolveu experimentar e gritou para a pedra: ''Abre-te Sésamo!''

A enorme pedra se abriu e Ali Babá entrou na caverna. Viu um imenso tesouro e carregou o que pôde no seu cavalo e partiu direto em direção ao palácio para pedir a filha do sultão, por quem estava apaixonado há muito tempo, em casamento. Quando o sultão viu o dote, aceitou imediatamente.

Ali Babá ficou muito feliz e resolveu contar para todos que ia se casar. Mas para isso precisava comprar um palácio para a sua princesa. Voltou à pedra e falou: ''Abre-te Sésamo!'' Um dos ladrões estava escondido e viu Ali Babá sair da caverna carregando o tesouro. O ladrão foi contar aos outros o que viu e decidiram pegá-lo. Com as joias, Ali Babá comprou um palácio para sua amada e avisou a todos que daria uma festa no dia do seu casamento.

Os ladrões, sabendo da festa, enfiaram-se em tonéis de vinho vazios para atacar Ali Babá à meia-noite, quando estivesse dormindo. A festa foi tão alegre que o vinho acabou. Ali Babá então, foi à adega verificar se havia mais e, sem querer, escutou um sussurro: ''Já deu meia-noite?'' perguntou um dos ladrões.

''Já, mas esperem a festa acabar! Aí vamos pegar aquele que está usando o nosso tesouro.'' Voltando à festa, Ali Babá disse: ''O vinho estragou e preciso de ajuda para levá-lo daqui.''

Alguns guardas ajudaram a levar os tonéis até um despenhadeiro. ''Vamos jogá-los lá em baixo'', disse Ali Babá. Ao perceber que seriam jogados, os quarenta ladrões estregaram-se aos guardas. Com os ladrões presos, Ali Babá ficou com o tesouro. E a princesa e ele viveram felizes para sempre com a fortuna encontrada.

PS.: O argumento da história original seria que Ali não roubou. Tomou dos ladrões e depois se defendeu.  Contudo, na verdade, Ali roubou um pouco, se acostumou a um nível de vida mais alto e passou a saquear sistematicamente a poupança daqueles abnegados cultores do assalto para manter o nível de vida que passara a considerar seu de direito.

PS.2: Quem foi que disse a frase: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

PS.3: Quem disse que ladrão de rouba de ladrão tem cem anos de perdão?

Quer dizer, viva o carnaval…

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