Diário da Manhã

O caso do Carnaval

O carnaval brasileiro enfrenta a decadência. Seria a crise nas finanças públicas e privadas? A maioria das cidades brasileiras não consegue mais realizar a festa. Uma das razões é financeira, mas a esta se juntam outras. O desinteresse da sociedade é crescente. A constatação é fácil: a maioria da população quer fugir do carnaval. Foram-se os tempos de festa realmente popular. Nas cidades mais tradicionais – em carnaval – e nas maiores cidades brasileiras tudo é pago. Os trios elétricos cobram para aproximação. No entorno da estrutura dos trios elétricos existe forte segurança(os cordeiros). O propósito é simples: quem não paga o abadá fica do lado de fora. A segurança segura cordas, de onde vem o substantivo. O abadá é uma camiseta customizada do trio. No perímetro interno das cordas as pessoas sem abadá são expulsas. Esse sistema é a elitização do carnaval, realizado na via pública, onde o direito devia ser de todos. Assistir o carnaval nos sambódromos também custa caro. Nos clubes sociais o carnaval praticamente desapareceu. Quem assiste a Globo News e outros canais tem uma impressão equivocada. A grande mídia precisa dos seus patrocínios, transmitindo uma versão trocada. Essa festa há muito deixou de ser popular. Estamos no final de um ciclo? Quem sabe o carnaval toma outra dimensão. O que se viu de diferente neste ano foram os blocos de rua. Os bairros de grandes cidades estão organizando festas regionalizadas. Este feriado deve ser um período de reflexão. As nossas estradas não suportam tantos veículos. As famílias aproveitam para fugir do carnaval, mas enfrentam o inferno das estradas brasileiras. A fuga do carnaval coloca muitos viajantes em perigo. Enfrentamos estradas estreitas e esburacadas, enquanto nossos governantes viajam de avião e de helicóptero. As prefeituras retiraram recursos do carnaval, como se fosse um ato de gestão séria. Os brasileiros e brasileiras passam o ano pagando impostos, sem direito às contrapartidas dos seus gestores. Parece que o corte de verbas do carnaval vai melhorar a educação e saúde, por exemplo. Ledo engano. Aqui vai uma indagação: o povo não merece uma festa popular, paga pelos cofres públicos? Não me refiro a destinar a verba pública para escolas de samba. O povo merece festa, principalmente por pagar tantos impostos, que são mal gerenciados pelos governos. Acabando o carnaval, começaremos a acertar contas com o Imposto de Renda. Além de pagarmos impostos o ano inteiro, teremos as confissões de mais uma devassa tributária. A guerra do governo agora deixa de mirar somente o servidor público. Os governos estão há décadas fazendo reformas. E até hoje nenhuma delas deu o resultado prometido. Alguém acredita na seriedade dessas reformas? O resultado imediato vai para o capital.  A riqueza embolsada pela corja foi gerada pelo trabalho. Então é verdade que os trabalhadores precisam de festa. Pelo menos compensaria parte do que está sendo surrupiado. A semana começa meio carcomida pelo carnaval. Vem mais um fim de semana. Era necessário, porque o carnaval dá um cansaço enorme. E já se foram dois meses deste ano. Será que no ano próximo estaremos fugindo novamente do carnaval? Por outro lado, sobreviveremos a esses governos que aí estão?

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