Diário da Manhã

Não a legalização do consumo de drogas

Diogo T. Ferreira

Delegado Titular da 1ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo 

Há muitos anos muitos segmentos da sociedade civil vêm discutindo a legalização do consumo de drogas no Brasil. Pretendo analisar alguns pontos que são tratados e usados como justificativa para a legalização.

Uma das desculpas mais utilizadas pelos defensores das drogas, é que as políticas públicas de combate às drogas está fracassando, ou seja, a Polícia não consegue reprimir o tráfico de drogas na sua totalidade. Vejo esse argumento como muito pífio, pois não é em razão de que o Estado não consegue acabar com o tráfico, que este deve ser descriminalizado. Seria o mesmo que dizer que se não é possível acabar com os crimes de roubo, a “solução” seria dizer que roubar alguém não é mais crime. Na verdade, o que falta é uma política criminal sólida, que visa a repressão e punições severas aos envolvidos com o tráfico de drogas.

Outra justificativa utilizada pelos defensores da descriminalização do consumo de drogas é que a venda de drogas para consumo legalizado, geraria impostos e acabaria com o tráfico internacional de drogas. Outra falácia, pois o crime organizado iria continuar com o tráfico de drogas no mercado paralelo. Pois vejamos.

A venda e consumo de cigarros é permitida no país. No entanto, quantas cargas de cigarro são apreendidas anualmente pelas Polícias, essas cargas sempre oriundas de contrabando vindo do Paraguai. Ou seja, a permissão da venda de cigarros não inibiu o contrabando de cigarros do Paraguai.

Nesse viés, temos outro apontamento, que a droga legalizada, onde incidiria impostos, tornaria o valor desta, relativamente alto, e assim, faria que o comércio ilegal continuasse, pois os traficantes continuariam a trazer toneladas de drogas do exterior, a qual seria vendida a preços bem inferiores do eventual mercado “legalizado”.

Sem mencionar que, mesmo que legalizada a venda de drogas, os reflexos do seu consumo continuariam, ou seja, usuários em níveis críticos de vício, sem trabalho e dinheiro, continuariam a cometer furtos e roubos para conseguir bens e valores para trocar por drogas. E assim, a sociedade de bem continuaria a sentir diariamente os efeitos nocivos do tráfico.

Ainda, os efeitos nocivos dos entorpecentes à saúde dos usuários é extremamente prejudicial, sem falar nos efeitos devastadores que o consumo de drogas gera nas famílias, com a degradação, e a violência consequente do uso indiscriminado.

Assim, o caminho mais correto a ser seguido é investir em políticas públicas sérias que visem a prevenção ao consumo de drogas, bem como investir em inteligência policial para investigação e desmantelamento de organizações criminosas dedicadas ao tráfico de drogas, além de seus outros braços, que incluem a lavagem de dinheiro, tráfico de armas, roubos a banco, sequestros, etc.

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