Diário da Manhã

Rombo nas contas públicas tem culpados

Os problemas de gestão do erário são históricos. Há décadas o orçamento público vem aumentando, assim como toda a carga de impostos. Toda a sociedade paga. Hoje resolvi discorrer sobre o preparo dos administradores públicos. A maioria esmagadora dos chefes de poder não tem capacidade de gestão dos bens públicos. São despreparados, porque a nossa política permite que eles cheguem lá por outros méritos. Por isso o Estado tem servidores de carreira, que formam uma base que ultrapassa governos. São aqueles que trabalham para prestar o serviço público. Muitas vezes os gestores chegam ao poder sem qualquer conhecimento, totalmente ignorantes do que vão fazer. O resultado é totalmente previsível, na medida em que eles gastam sem saber da necessidade pública. O déficit de todos os setores públicos se deve à má gestão, que resulta em imprevisibilidade. Esta acaba pressionando o gestor, que acha remédios mágicos, como reformas que atingem somente os trabalhadores da área privada e pública. Além da má gestão, existe a corrupção, que detona os alicerces de qualquer orçamento público. Sabemos que boa gestão e sem corrupção, essas reformas não seriam necessárias. Aliás, é bom que se diga que elas não vão resolver o déficit público. Todos sabem! O déficit é causado pela rapinagem, praticada por esses que se assenhorearam do erário. Um bando de ignorantes na gestão, mas eficientes em matéria de corrupção. O exemplo recente, no Rio de Janeiro, demonstra que o dinheiro que sobra na corrupção, falta nas outras áreas. Duzentos e cinquenta milhões, repatriados da corrupção do ex-governador Sérgio Cabral, foram usados para pagar salários atrasados de servidores públicos estaduais. A LAVA JATO foi um grande avanço para o país, mas é ainda é pouco. É preciso que a sociedade se engaje nessa luta. Pensar que o Judiciário e Ministério Público vão acabar com a corrupção é um engano. A corrupção está entranhada na cultura brasileira. A propina não é exclusividade de Brasília. Começam nos pequenos municípios as trocas de favores, as pequenas propinas. As prefeituras começam viciadas, porque a cultura é de troca. A liberação de verbas do Estado ou da União vem com troca de favores. Como exemplo, podemos citar uma campanha para deputado, para liberação da verba federal. O povo também tem um comportamento reprovável. Os cabos eleitorais são profissionais. Cobram para fazer qualquer campanha política. Os salários dos políticos não são suficientes para qualquer campanha. Então vem a pergunta: de onde eles tiram os recursos? Uma parte vem de doação oficial de campanha, mas não é suficiente. A outra vem de propinodutos. E não vai ser apenas a LAVA JATO que vai acabar com tudo isso. É preciso mudar a cultura do povo brasileiro, que acaba sendo vítima do sistema. A crise brasileira está atrelada à desonestidade. Tivemos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. Na reforma do Maracanã foram gastos UM BILHÃO E DUZENTOS MIL REAIS. Os dois eventos gastaram bilhões. Grande parte desses recursos foi desviado pela corrupção. É justo que o trabalhador pague essa conta? Não mesmo! Vamos repatriar todo o dinheiro roubado e a crise acaba. Acorda povo brasileiro. Não vamos aceitar uma só reforma. Será que somos suficientemente trouxas para pagar a conta de assaltos praticados contra nós mesmos? Somos roubados, repetindo, e depois pagamos a conta do roubo, porque falta dinheiro? A gestão das estatais brasileira é o maior exemplo da falta de profissionalismo. Estão quebrando, porque os gestores indicados por partidos políticas literalmente, METERAM A MÃO! Vou insistir: VAMOS FICAR SENTADOS, ESPERANDO AS COISAS ACONTECEREM?

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