Diário da Manhã

Contraponto - Dilma, a reforma da previdência, os tolos & os oportunistas

O que fazer se o governante coloca em risco o futuro de seus filhos, de seus netos? Ora, ora, temos até o dever de pegar em armas. Creio que fui claro. Assim, projetos que vão mudar a previdência precisam ter nossa máxima atenção e devem ser bem explicados, em especial para nós os leigos. Isso é comezinho. É natural, então, que as pessoas fiquem tensas, se mobilizem, proteste, afinal é o futuro de seus filhos e netos que está em jogo.

O que se tornou insuportável, nesse debate, é a cara de pau dos oportunistas. E especial do oportunista de esquerda que alega se tratar de reforma da direita neoliberal, do empresário malvado que gosta explorar trabalhador. Sei quase nada de quase tudo, mas é insuportável ser tratado como tolo e o lulu-petismo insiste nessa prática.

A desonestidade intelectual, entre nós, chegou ao intolerável agora que se discute a reforma da previdência. Isto porque foi a esquerda – que quebrou a economia e nos colocou na pior recessão da história – que concluiu sobre a necessidade da mudança. A presidente Dilma Rousseff afirmou em 7 de janeiro de 2016, em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que o país teria que "encarar" uma reforma da Previdência Social.

Sem detalhar as medidas que pretendia Dilma (direitista, neoliberal, capitalista?) sinalizou que podia sugerir uma idade mínima para aposentadoria. A imprensa registrou: “a presidente destacou aos jornalistas que há várias maneiras de se promover uma reforma previdenciária, entre as quais a fixação da idade mínima para aposentadoria e também a definição de novas regras que consideram idade e tempo de contribuição. A presidente disse que, atualmente, os brasileiros estão envelhecendo mais e, por isso, não é possível que a idade média de aposentadoria no país seja de 55 anos”.

A notícia que registra a fala da então presidente segue: “Observou que, nos últimos anos, a expectativa de vida da população brasileira aumentou e que, nesse ritmo, no futuro não haverá trabalhadores em número suficiente para sustentar a Previdência. O Brasil é um dos poucos países do mundo que não exige idade mínima para a aposentadoria. De acordo com ela, todos os países desenvolvidos buscaram nas últimas décadas aumentar a idade mínima”. Nessa lista estão Itália, Japão, Alemanha, Inglaterra, Grécia e França.

A direitista (?), malvada (?), burguesa (?), capitalista (?) Dilma disse: "Nós estamos envelhecendo mais e morrendo menos. Nossa expectativa de vida nos últimos anos aumentou de forma significativa, em torno de 4,6 anos. Isso implica que é muito difícil você equacionar um problema. Não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja de 55 anos. Para as mulheres, um pouco menos".

Aos jornalistas Dilma (a neoliberal?) enfatiza: “O Brasil vai ter que encarar a questão da Previdência. Você tem várias formas para encarar a questão. Os países desenvolvidos, e não falo os emergentes, que os grandes emergentes não têm nem assim nenhuma política clara de aposentadoria comparável com a nossa, mas todos eles buscaram aumentar a idade de acesso, a idade mínima para acessar a aposentadoria".

Então fica combinado: cada um se posiciona como quiser nessa questão da reforma da previdência, mas sem esse nheconheco, esse nhenhenhém, essa lengalenga de coisa de neoliberal, de direitista malvado.  

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