Diário da Manhã

Partidos políticos inúteis

O poder é exercido por partidos políticos e pelo capital. Esse capital está baseado no sistema financeiro e nas grandes empresas. O cidadão brasileiro tem baixa cidadania, podemos afirmar. Se é que existe baixa cidadania: ou existe ou não existe. Temos a obrigação de votar, mas não podemos ser votados. A cultura dos partidos é o poder do partido. A sociedade não tem oportunidade de interferir nos partidos. E os partidos existentes no Brasil não representam a sociedade. A verdade é que esses grupos acabaram loteando o País. Quem tem poder, pode ter acesso ao dinheiro. A instabilidade econômica e política nos abalam há décadas. Hoje vivemos um momento histórico especial. Se todas as medidas contra a corrupção funcionarem, o país dará um salto histórico. Todavia, será preciso expurgar todas as elites partidárias de hoje. Os patronos de todos os partidos devem ser inelegíveis. Esses jamais vão se endireitar, porque estão viciados na desonestidade. Limpando um pouco da sujeira, o país vai crescer. E não será preciso sacrificar o pobre cada vez mais, como estão fazendo. Metade dos trabalhadores, com a idade projetada na reforma previdenciária, não atingirá vinte e cinco anos de contribuição. Como já afirmei antes: essa reforma é a última pá de cal nos direito dos trabalhadores pobres. Uma reforma política verdadeira deveria acabar com o voto obrigatório. Que democracia é esta? Se não votarmos podemos perder diversos direitos. Atualmente nenhum congressista brasileiro merece um voto. Então deveríamos ter o direito de não votar. Por outro lado, uma verdadeira democracia deve permitir que candidatos sem partido sejam elegíveis. Por que devo entrar numa agremiação, onde os interesses da sociedade são os que menos importam. Esse tema tem sido recorrente nesta coluna. Seria melhor calar ou insistir? Acredito que temos uma oportunidade ímpar. O Brasil seria um país desenvolvido, não fosse a corrupção. Por isso acho que não é momento de silêncio. Devemos berrar aos quatro ventos por isso, pela chance que terão nossos filhos e netos de verem um país orgulhoso e com vergonha na cara. Eu sempre imagino como se sentem os brasileiros, quando viajam para o exterior. Os povos com governantes sérios devem ter sérias reservas, quando veem os brasileiros por lá. Isso nós podemos mudar. A transformação do país passa aqui hoje. Não podemos perder esta chance. Se não agirmos em apoio a essa mudança – e agora – talvez jamais tenhamos outra oportunidade. E também temos a obrigação de alijar da história brasileira toda essa canalha que está no poder. E também é o momento de exigirmos outro formato de partido político. Durante décadas, talvez mais, a cultura brasileira aceitou a corrupção. Vamos virar essa página, para podermos ter um país com educação e cultura. Todos os países desenvolvidos investem pesado na educação. Aqui os investimentos têm sido direcionados para obras. São obras faraônicas onde jorra mais dinheiro do que petróleo. Todos os dias estouram casos de roubalheira. O povo brasileiro foi quem enriqueceu a Petrobrás, sempre pagando combustível muito caro. Em consequência, canalizou dinheiro para as grandes empreiteiras. Estas financiaram campanhas políticas, em troca de vultosos recursos para obras. Ainda, é preciso dizer que a carga tributária vem aumentando, ao longo das últimas décadas. Não é difícil afirmar que o país empobrece, em benefício das organizações criminosas instaladas no poder. Chegou o momento de expurgar os atuais partidos do poder: aqueles que passaram recentemente e os que ainda estão lá. Esses partidos jamais não deixarão o vício que os colocou no poder.

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