Diário da Manhã

Voto em Lula e Dilma/Temer elege Joesley, Marcelo e Eike

Até na hora do voto nos entregam, gato por lebre. E aqui, óbvio, gato com a conotação de quem bota a mão na algibeira alheia. Indagar não ofende: as lebres fogem do conceito popular: “aquele amigo do alheio é muito ligeiro”? Vamos parar por aqui, pois os protetores dos animais ainda nos acusarão de maus tratos.

Mas diga lá, você que acha que viu tudo: como explicar esse fenômeno da gente ir votar de dia em Lula e depois em Dilma/Temer e à noite brotar das urnas eletrônicas governantes poderosos como Joesley Batista, Marcelo Odebrecht, Eike Batista?

Tem razão os que desconfiavam da lisura dessas urnas, definitivamente elas não são confiáveis. Essas modernidades nos enganam com facilidade e nada podemos fazer.

Vivemos um momento em que os ditos populares se confirmam à saciedade. Nós eleitores, por exemplo, ficamos iguaizinhos àquele cara que atirou no que viu e acabou abatendo quem não viu. Tem de tudo e não tem graça alguma.

Entretanto, para os céticos, que duvidavam do mistério da transubstanciação da água em vinho temos agora exemplo cabal dessa possibilidade de uma substância se transformar em outra: neste nosso caso, por exemplo, você brasileiro, votou na esquerda, votou no operário e acabou elegendo a direita, elegendo o patrão. Sacaram a dimensão desse milagre? Tem milagre maior do que esse? Já ficou imaginando o que os dialéticos do amanhã vão escrever sobre estes dias.

Já pensou que desespero, o cidadão de esquerda levanta no domingo da eleição, pega sua bandeira de esquerda e vai para a urna para se vingar de todos os males de que é cometido, entra na cabine indevassável (hoje em dia nem tanto assim) e vota no oprimido e, no dia da vitória, assiste o opressor tomando posse.

Este, talvez, seja um exemplo magnifico de terceirização, é ou não é? Joesley, Marcelo e Eike, sem tempo para deixar de ganhar grana pesada, colocam no poder central em Brasília gente capaz de executar seus projetos sem que tenham que se afastar de suas empresas nem reduzir seu ritmo de produção. Simples: eles lançam um montão de candidatos, claro, gente de todos os partidos que é para não serem acusados de ditadores. Obviamente, com o cuidado de colocar como grande líder operário para não passarem por patrões desalmados. E não é que dá certo!

No futuro, a televisão brasileira vai fazer uma série especial com esses fatos de hoje. Numa reunião para decidir sobre essa série alguém, lá sem muita criatividade, vai sugerir, como nome desse lançamento “Os dias eram assim”.

Imediatamente um gaiato, talvez um talento novo na emissora, vai berrar, com toda a razão, contra a falta de originalidade no titulo da série. E o vivente autor do título, com sorriso debochado nos cantos dos lábios, diz que estão tratando de um tema antigo, antiguíssimo, mais antigo do que vela de sebo e cita o mestre chinês Chuang Tzu, que viveu no século quarto antes de Cristo: "Um pequeno ladrão é colocado na cadeia. Um grande bandido torna-se o governante de uma nação".

Tem mais, as justiça não pode fazer nada contra essa gente! Por quê? Ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão.

A mini série “Os dias eram assim” faz sucesso, afinal, a história se repete, se repete, se repete...

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