Diário da Manhã

Luciano Huck, presidente?

Nobres e destacados representantes da classe politica esbravejam, com pulmões inflados, contra o que acreditam ser o absurdo dos absurdos nestes lúgubres, complexos, assustadores tempos: a possível candidatura de Luciano Huck a presidente da República em 2018. Ele nega!

Pode? Poder, pode, a questão é outra: deve?

Esse apresentador de TV que domina as tardes de sábado na Rede Globo esteve num evento nos Estados Unidos com um montão de figuras públicas da vida nacional para falar do Brasil de hoje a estudantes universitários. Na terra do Tio Sam – as aves de mau agouro que perdoem, mas esse é pode ser um péssimo sinal – brotou a novidade.

Nesse evento uma frase do moço (já disse que o acidente de avião com a família mudou toda sua vida) arrancou demorados aplausos  e é interpretada como sinal verde, espécie de pré-lançamento de seu nome à presidência: “é hora de minha geração ocupar os espaços de poder”.

Sacaram essa?

O moço – ingênua, sincera, atilada ou espertamente? – foi de uma obviedade tumular, ou seja, é claro que chegou a hora da geração dele ocupar os espaços de poder no País. Já não é sem tempo! Qual a novidade nessa sentença? Talvez o autor!

Quem comanda o Brasil neste momento é a geração dos anos de 1960 cuja cabeça foi formada na cultura da superestrutura dos anos de 1930. O que tem de Getúlio Vargas na mente desses jovens não está no gibi. Pois essa geração que fez bonito na luta contra a ditadura militar, com erros e acertos trouxe a democracia de volta foi a mesma que, ao chegar ao Poder Central, colocou tudo a perder ao enveredar pelo caminho da corrupção. Da incompetência também.

Fruto da guerra fria que pervertia os conceitos de bem comum, contaminada por utopias que só embalavam a esperança em meio ao um caos que exigia apenas alguma coragem, culturalmente presa a uma sociedade agrária que temia a industrialização, a geração que assumiu os destinos da Pátria decepcionou redondamente. Excesso de Sierra Maestra, demasiado de Revolução Cultural, de kholkozes, muito centralismo democrático, excessiva fé em salvadores da pátria, muita asneira travestida de neoliberalismo e vícios burgueses deram contribuição para o fracasso de uma geração que teve tudo a seu favor para iniciar a construção de um novo Brasil.

Num quadro desolador em que aparecem como candidatos os de sempre, gente que, reiteradamente está envolvida em corrupção ou que apenas apresentam um discurso palatável a eleitorado massacrado pela democracia de mentirinha como Lula, Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Aécio, Serra por que cargas d’água Luciano Huck não pode ser candidato a presidente?

Entre as respostas há uma de conotação emblemática: o moço seria pau mandado da Globo. Não poderia ser presidente do Brasil porque a família Marinho iria, através dele, nos governar (como se precisasse disso). Então tá? Abaixo Luciano Hulk, abaixo a Rede Globo. 

É pena, pois Angélica, seria uma Primeira Dama fora de série que faria história.

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