Diário da Manhã

Inversão de valores III

A palavra respeito parece ter desaparecido dos dicionários brasileiros. O que se vê é a derrocada da educação familiar. Os jovens incorporaram outros valores, esquecendo essa palavra mágica. As famílias, por outro lado, estão transferindo a educação para as escolas. A maior preocupação é com a educação dos jovens. Hoje eles estão cada vez menos preparados na escola. E para a escola. A balada é a palavra de ordem. Acho que os princípios morais e de bons costumes devem voltar à família. Comecemos pelo respeito aos pais. Está cada vez mais difícil a disciplina em casa. O controle das atividades dos filhos é fundamental, até para a segurança deles. No entanto, parece que os pais não tem mais preocupação com isso. Os riscos que jovens e adolescentes correm são muito grandes. Eles vão para noite e consomem muita bebida alcoólica e outras drogas. A noite é violenta e selvagem. Parece que tudo é inocente, mas não é. A bandidagem anda solta à noite. Os traficantes andam em todos os lugares, captando novos viciados. E os jovens são vítimas fáceis. E no vício é fácil entrar e quase impossível sair. Aí começa a criminalidade, envolvendo os jovens. O caminho para o crime começa a ser trilhado. A cada dia a criminalidade aumenta. Será que não há uma ligação entre essa liberdade excessiva e o aumento da criminalidade? É evidente que sim. A explosão da criminalidade atual começou na década de 1990, quando as drogas encontraram maior facilidade para entrar no País. Nesse mesmo período, o crack começou a se multiplicar. E hoje sabemos os danos causados pelo crack, uma droga de cura quase impossível. A violência foi evoluindo em progressões geométricas, sem que o poder público tivesse uma política pública de controle e combate às drogas. Hoje estamos às portas de uma guerra civil, que já acontece entre traficantes. Ainda falando dos jovens, eles e elas são presas fáceis do tráfico. Depois acabam caindo na criminalidade, para sustentar o vício. Acabam cometendo os crimes mais cruéis, apenas para comprar a maldita pedra. A sociedade tem de deixar de ser tolerante com o crime. E exigir políticas públicas sérias de combate ao crack. A erradicação desse vício pode diminuir a criminalidade em mais de oitenta por cento, de imediato. Como fazer isso? É preciso começar por algum ponto. Em princípio, a internação deve ser obrigatória, apenas com o laudo médico. E devemos criar mais casas psiquiátricas. A Reforma Psiquiátrica brasileira veio na contramão da história. Enquanto o consumo de drogas pesadas crescia, as vagas de internações foram se extinguindo. E não houve compensação na perda dessas vagas. Por outro lado, a legislação atual exige intervenção do Judiciário, para que alguém possa ser internado contra sua vontade. Esse equívoco histórico também contribui para a violência. Também é bom frisar que o orçamento da saúde mental é uma piada. Não cobre nem os custos de internação. O comportamento da sociedade é que vai traçar novos rumos. O assalto não é apenas um assalto. É um ato criminoso que põe em risco a vida de pessoas honestas. Mais do que isso, muitas vezes o vagabundo quer a penas o celular, mas pode matar de forma impiedosa. Além disso, o assalto causa traumas para toda a vida das vítimas. A imprensa publica: Bandido assalta carro forte, mas ninguém se feriu. Isso não é verdade. O trauma psicológico é mais grave. Muitos comerciantes fecharam seus estabelecimentos, em razão dos assaltos frequentes. Então o assalto deve ser encarado com um ato gravíssimo. E a maioria desses delinquentes assalta por profissão. E são tolerados! Isso é inconcebível. A reação a tudo isso deve ser da sociedade. Sabemos que não podemos esperar pelos governos, sem fazer pressão para determinadas mudanças. Reflitamos sobre isso!

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