Diário da Manhã

Mulher não vota em mulher?

Neste 2017, na propaganda gratuita em rádio e TV, todos os partidos dão ênfase à participação da mulher na política. Nas redes sociais há enxurrada de textos de estudiosos de todas as tendências reclamando, apontando, condenando, protestando sobre algo que todos sabemos: embora o eleitorado feminino seja maioria é irrisória a presença da mulher nos parlamentos de todos os níveis.

Mulher não vota em mulher?

Em Passo Fundo, então, é de doer: nenhuma mulher foi eleita em 2016. Nunca antes tantas mulheres competentes, inteligentes, lucidas, com ação vigorosa na vida comunitária concorreram ao mesmo tempo. Quase uma centena delas, do espectro que vai da esquerda à direita, foram à luta me busca do voto e nenhuma obteve sucesso.

Disse alguém: “muitas podem ser as razões que, eventualmente, provocariam o acanhamento feminino” no território da politica. E quais sãos tais razões?

Mulher não vota em mulher?

Segundo a Agência Brasil “ocupamos a 115ª posição no ranking mundial de presença feminina no Parlamento dentre os 138 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras com base em dados do Banco Mundial e do Tribunal Superior Eleitoral”. As nações com maior percentual de mulheres no Parlamento são Ruanda (63,8%), Bolívia (53,1%), Cuba (48,9%), Islândia (47,6), Suécia (43,6%), Senegal (42,7%), México (42,4%), África do Sul (41,8%), Equador (41,6%) e Finlândia (41,5%). No Parlamento brasileiro, há apenas 10% de mulheres. Os Estados Unidos detêm a 74ª colocação, com 19,4% de mulheres no Parlamento.

Lembram os historiadores “que os obstáculos segregacionistas à capacidade política feminina perduraram por séculos”. Pioneiro na remodelação deste quadro discriminatório foi o Estado de Wyoming, nos  Estados Unidos, que concedeu o direito de voto às mulheres em 1890, exemplo seguido pela Bélgica em 1919, Inglaterra em 1928, França em 1944. E em Portugal, apesar da tenaz atuação feminina por mais de século emancipação e o voto da mulher foram alcançados só em 1974.

No Brasil, o percurso, não deixou de ser espinhoso. Em 1923, Diva Nolf Nazario, aluna da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco inicia a luta buscando sensibilizar a sociedade sobre a “causa feminina”, oferecendo subsídios para o reconhecimento da atuação da mulher na política. Mas só foi com a Constituição de 1946 que se consolidou o sufrágio universal feminino.

Desde a redemocratização a legislação foi encurralando os partidos políticos para que abrissem maior espaço para as mulheres. E isso tem ocorrido, os partidos tem feito tudo a seu alcance para ampliar o numero de candidatas. O Tribunal Superior Eleitoral tem insistido em maciças campanhas pelo voto feminino. A mulher, no geral, nunca antes esteve tão presente e tão ativa na sociedade. Inclusive no Brasil.

Entretanto a mulher – e vamos repetir, por oportuno – embora sendo a maioria do eleitorado não consegue emplacar na politica com a mesma força e representação que possui em todos os demais segmentos da sociedade.

Afinal, qual a causa disso?

Estou convencido que a resposta cabe às mulheres.

E a pergunta é direta: Mulher não vota em mulher?

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