Diário da Manhã

Gestão de dívidas

A questão das dívidas de pessoas físicas e jurídicas e coisa séria. É tão séria que os governos não se preocupam com elas. Algumas medidas são anunciadas na grande mídia. Apenas parece que são sérias. São paliativas e demagógicas. O Brasil passa por grave crise econômica e moral. Esta falta de sentido ético da gestão pública causou tudo o que estamos sentindo. O estrago foi orquestrado por uma quadrilha, que envolveu quase todos os partidos políticos. Então temos um grave problema a enfrentar. Como poderemos tirar a gestão pública das mãos lamacentas deles? A verdade é que precisamos mudar a cultura dos partidos, que representam a si mesmos. Eles não são mandatários dos anseios da sociedade brasileira. O endividamento que corrói a sociedade brasileira foi estimulado pelos governos. Agora seria o momento de construir uma política pública, para resolver essa grave chaga social. Esse é problema de base social, que tem reduzido drasticamente o consumo. E não precisa ser economista para saber que a diminuição da atividade econômica, causada por essa redução, causa toda sorte de problemas. E começa pelo desemprego. A perda da capacidade de consumo traz problemas para todos. As indústrias desempregam, porque o comércio não vende. E o desempregado não consegue pagar suas contas. O desemprego sempre é causado por crises. Essas crises geralmente acontecem quando há roubalheira e incompetência na gestão pública. O grande problema é convencer o governo a intervir na atividade econômica dos bancos. No passado os bancos tinham critérios mais prudentes, quando concediam crédito. Depois veio a intervenção do governo, para facilitar o crédito para todos. Na verdade a intenção era entregar os vulneráveis para os bancos. No caso específico começou com os aposentados. As regras iniciais foram burladas e muitos aposentados estão na miséria. E ainda querem fazer uma reforma previdenciária. Além disso, como já frisei, os desempregados passaram dos 13 milhões. Todas as medidas econômicas adotadas até agora visam atingir o trabalhador. Os direitos dos trabalhadores estão sendo dizimados pela quadrilha, que já governa há quatro mandatos. Enquanto isso não há política pública capaz de dobrar um pouco os bancos e financeiras que estão enriquecendo e enterrando as esperanças de dezenas de milhões de brasileiros. É bom salientar que é preciso fortalecer a economia das famílias, para que a economia em geral fique mais sólida. A política econômica brasileira é feita às avessas. Enquanto as isenções fiscais aumentam para os grandes, cresce a carga tributária para os pequenos. O assunto da economia doméstica não encontra espaço na grande mídia, especialmente da TV aberta. O governo deve intervir diretamente, para que os bancos facilitem o pagamento das dívidas. Os juros devem ser menores, porquanto não há como pagar. Os próprios bancos admitiram que não desejam clientes inviabilizados, mas não dobram a espinha. Aí cabe à política econômica uma intervenção, para que os inadimplentes possam voltar ao mercado. A gestão de dívidas deve ter a participação de todos. Mas é importante que os inviabilizados economicamente – a expressão pode não ser exata – procurem os recursos disponíveis. Volto a repetir que tenho batido nessa tecla. Acho necessário tentar convencer as pessoas. A grande maioria não faz gestão responsável de suas finanças. Além das políticas públicas que mencionei, será necessária uma mudança de cultura. Talvez a insistência com esse tema convença alguns poucos. Mesmo que o número de reações seja pequeno, o começo será como um rastilho de pólvora em todo o Brasil. Por tudo isso, convoco todos ao interesse por suas próprias finanças.

Comentários

Galerias de Fotos

Anuncie Aqui

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
AD-5167 Azul / Trip 06:55:00 Campinas Sextas
AD-5165 Azul / Trip 07:00:00 Campinas segunda a quinta e sábado
AD-5139 Azul / Trip 12:40:00 Campinas domingos às sextas

Baixe o Aplicativo do Jornal

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027