Diário da Manhã

Lula, office boy da elite branca

Diz o seu Google que office boy é expressão em inglês que significa literalmente menino de escritório e consiste no cargo do cara responsável por realizar diversas tarefas rotineiras nas empresas, como fazer cópias de xerox, transporte e distribuição de correspondências, documentos, objetos e demais mensagens, executar algumas tarefas externas na base do leva e traz.

Foi o que veio à mente para definir Luiz Inácio Lula da Silva quando o seu companheiro de 30 anos de luta, em convivência tipo “carne e unha”, Antônio Palocci Filho, revelou que o homem que não roubou uma maçã fizera “pacto de sangue” com Emilio Odebrecht, nosso maior empreiteiro. Sim, na prática, Lula se converteu num ágil office boy da tal elite branca que sua empáfia atacava para agradar intelectuais démodé e incautos em geral.

Conforme a imprensa do centro do País registrou: “O ex-homem forte dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e principal elo do PT com o empresariado e o setor financeiro, Antônio Palocci confessou ao juiz federal Sérgio Moro a existência de um mega esquema de corrupção na Petrobrás, denunciado pela Operação Lava Jato, imputou mortalmente responsabilidade maior ao ex-presidente Lula e reconheceu sua culpa: Desculpa doutor, eu não estava de santo na história não”.

Não poucos, ainda, lembraram-se do poeta Carlos Drummond de Andrade nessa hora dramática em que a esquerda puxa a descarga da latrina mandando a utopia para os esgotos: E agora, José? Pois é, quem responde?: “E agora, José?/A festa acabou,/a luz apagou,/o povo sumiu,/a noite esfriou,/e agora, José?/e agora, você?/Você que é sem nome,/ que zomba dos outros...”

Impressionante como Lula seguiu, na integra, a cartilha de todos os malandros que se tornaram poderosos falando em nome do povo, em nome do socialismo, em nome da justiça social. Esses malandros, por primeiro, distribuíam migalhas aos mais necessitados e, depois – que afinal de contas ninguém é de ferro – foram viver no mais alto luxo botando a mão na grana do povo para enriquecerem.

É recorrente: Nestor e Cristina Kirchner fizeram as mesmas barbaridades na Argentina; Hugo Chaves e Nicolás Maduro fazem o mesmo na Venezuela; Evo Morales foi aluno fiel na Bolívia; Fidel Castro e Raul repetem a receita em Cuba. Em todos os lugares do Planeta aonde esse discurso dos ungidos pelos céus foi repetido à exaustão aconteceu a mesma coisa. Por que Lula seria diferente?

Confesso que não tenho prazer em escrever desse modo. Faço por obrigação. Ainda lembro que fui ver de perto o Estádio de Futebol de Vila Euclides, São Bernardo do Campo onde estaria nascendo o novo Brasil sob a liderança de Lula. Lembro de papo com o jornalista Tarso de Castro quando ele disse que devia abrir o olho com Lula, um malandro oportunista de marca maior. Na época eu não acreditei. Afinal, estávamos nos encaminhando para superar o autoritarismo, era necessário apoiar lideres que ajudassem na consolidação de uma sociedade justa e democrática.

Nada mais trágico, assim, do que assistir a confirmação de um Lula sendo vassalo dos ricos e poderosos, dos quais recebeu boas quantias por relevantes serviços prestados à elite branca. Nada mais trágico do que ver Lula esquecer que homens e mulheres que foram presos, torturados, exilados mortos em troca de um tríplex na praia e um sitio para curtir a natureza. Pior do que tudo: nada mais trágico do que assistir brilhantes biografias se transformarem em cinza na defesa do indefensável.

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