Diário da Manhã

Felicidade é saúde mental

Esse tema foi abordado por mim em vários artigos e em dois livros publicados. Embora seja de grande relevância social, pouca tem sido a atenção da mídia. A sociedade brasileira não acordou para a importância da sanidade mental. O assunto passa ao largo do interesse da maioria do povo brasileiro. A verdade é que tenho malhado em ferro frio, quando alertei as autoridades de saúde sobre essa questão. E até hoje não se fala mais no assunto. Talvez a abordagem deva ser outra. Estamos vivendo um período conturbado da humanidade. As guerras e a fome ainda persistem, ainda que o mundo produza cada vez mais alimentos. Esse é momento histórico para medir a evolução da humanidade. Vamos constatar que falta muito para elevar o espírito humano. A saúde mental está ligada diretamente ao nível de violência humana. Quando nós encararmos a importância de se cuidar da higidez mental, poderemos alavancar a nossa evolução. O que falta para isso? Em primeiro lugar falta exatamente a consciência do que é mais importante para a nossa evolução. O desequilíbrio mental significa a instabilidade emocional. E redunda no desequilíbrio social, com forte significado no aumento da violência. O Brasil realizou uma reforma psiquiátrica demagógica, extinguindo a maioria dos leitos psiquiátricos. Hoje temos doentes mentais perambulando pelas cidades, sem nenhum tratamento. A lei previa revisão em cinco anos. Nada aconteceu. Omissão total. E as raízes atuais da violência não são investigadas. O progresso da violência começou na década de 1990 em diante, coincidindo com o que chamaram de luta antimanicomial. Agora o enfrentamento deve ser por outras vias estratégicas. A violência somente poderá ser contida com métodos enérgicos. Torna-se importante considerar que a sociedade está mais delinquente. A cada dia surgem novas formas de delinquência. O Estado precisa assumir o tratamento em saúde mental, para que essa progressão do crime estacione e regrida. Enquanto não houver repressão mais rigorosa, o crime tende a crescer. Por outro lado, é preciso pensar nas famílias. Onde o crime joga suas sementes? Dentro das famílias. Precisamos resgatar os valores mais preciosos que as famílias perderam. Hoje parece que muitos esqueceram o que é respeito. Moral é uma palavra esquecida. A ética está na moda, principalmente no meio político. A palavra é citada, mas a sua prática é negada a todo momento. As próximas gerações somente serão salvas, quando houver formação adequada dentro das famílias. Os criminosos contumazes não se regeneram. O cárcere não tem sido uma boa experiência. Os egressos do sistema carcerário não se enquadram na vida social. Ao contrário, continuam delinquindo até morrer. É necessário mudar o sistema. Os reincidentes devem ter medida de segurança, fixadas em tempo bastante longo. Não é mais possível admitir os centros de consumo de drogas, chamados de cracolândias. É inconcebível que tenhamos milhares de moradores de rua, sem nenhum tipo de assistência efetiva. O trabalho deve ser obrigação e não opção. Como apenas um terço dos brasileiros trabalhando vão sustentar os outros mais de cem milhões? O Brasil perdeu a vergonha, quando estabeleceu a anarquia. Desde a abertura política, com a devolução do poder aos civis, a formação dos jovens degringolou. O roubo aos cofres públicos explodiu. E a saúde mental foi relegada a pouca importância. As famílias precisam resgatar valores perdidos. A esquerda estimulou, por exemplo, o desrespeito às autoridades. Os jovens receberam ensinamentos pouco recomendáveis. A referência a uma autoridade policial deveria e deve ser por tu e não senhor. Junto com tudo isso veio a extinção dos leitos psiquiátricos. Virou a maior bagunça social da história. Em resumo, a saúde mental começa por uma boa formação familiar. A maioria dos brasileiros sabe que precisamos mudar radicalmente em quase tudo. A repressão a criminalidade deve ser radical, combatendo os corruptos e toda sorte de marginalidade. E jamais podemos esquecer que alguém somente pode ser feliz, se estiver com sua mente limpa, ativa e produtiva. 

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