Troca-troca: como saber o que pensa um candidato?

Ivaldino Tasca, jornalista- [email protected]

Acho que foi numa aula de direito constitucional que um professor disse algo assim: “Somente quando houver partidos fortes, com objetivos programáticos claros e definidos e em que os seus representantes estejam coerentes com as propostas haverá uma democracia efetiva funcionando”.

Por que será que isso transparece como algo distante de nós brasileiros? Quem arrisca responder? Não se trata de algo fácil, pois chovem texto tipo “a crise da representação política tem sido caracterizada como um fenômeno mundial neste Século 21, colocando em dúvida a legitimidade dos partidos políticos”.

Mas as dificuldades especificas no que tange a uma democracia que funcione tem incontáveis razões e começamos por citar duas: uma estrutura partidária que, sem querer ofender as prostitutas, beira à prostituição.

Segundo levantamento publicado em 2016 pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o Brasil tem o maior número de partidos com força política na Câmara Federal em um conjunto de 110 países monitorados.

Ao todo, no País, são 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

E, de quebra, para piorar esse panorama, a turma que os eleitores e as eleitoras bota Câmara Federal para presentar os brasileiros (o mesmo ocorre em assembleias e câmaras municipais) troca de sigla partidária como quem troca de cuecas ou calcinhas.

Desde o início do atual mandato, em 2015, um quarto dos deputados federais já trocou de partido. É o que aponta um levantamento do G1, elaborado a partir de dados da Câmara. No total, 135 dos 513 parlamentares mudaram de sigla 189 vezes.

Conforme o cientista político Horácio Frota, da Universidade Estadual do Ceará “a situação de mudanças constantes de legendas decorre do sistema político brasileiro, cuja característica é a fragilidade dos partidos que, historicamente, foram criados para unir correntes ideológicas. Isso faz com que a escolha por determinado candidato seja muito mais pessoal, do que partidária. É mais compromisso do eleitor com o candidato do que com o partido. Infelizmente, a nossa política vem se constituindo dessa forma.”

Na real, ali no taco, na prática essa falta de coerência significa “comprar gato por lebre”. Não vejo como danoso alguém trocar eventualmente de sigla partidária. A vida é dinâmica, a luta politica é complexa, as mudanças hoje em dia ocorrem de modo muito rápido, com o que é compreensível quando alguém que tem história troca de partido. A questão é a dança pula-pula das siglas, com o cidadão trocando, trocando, trocando, como se fosse ser superior cuja vontade não pode ser contrariada.

Nesse sentido pego o emblemático Ciro Gomes, candidato do PDT a presidente. Ele inicia na política pelo Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Aliança Renovadora Nacional (Arena), fiadora do regime militar. Em 1982, foi eleito deputado estadual e logo vai para Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em 1988 já no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), se elege prefeito de Fortaleza e governador do Ceará. Por discordar da aproximação da legenda ao Partido da Frente Liberal (PFL) deixa o PSDB e se filia ao recém-criado Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do Partido Comunista do Brasil. Sete anos depois, por discordar da legenda ingressa no Partido Socialista Brasileiro (PSB) de onde sai em 2013 em razão da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República e ajuda fundar o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Em setembro de 2015, Ciro Gome decide deixa o Pros e se filia ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Ganha um caramelo quem definir ideologicamente o cara que pode ser o novo presidente do País...

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