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Dificuldade em engravidar?

Dificuldade em engravidar?

Você já pensou que esse problema pode estar relacionado com a qualidade da alimentação atual? Deficiências de nutrientes, algumas vitaminas específicas, têm relação com dificuldade em engravidar ou em manter a gravidez. Vitaminas como a B12 e a B6, por exemplo, estando em desequilíbrio, podem estar relacionadas com a alteração do metabolismo da homocisteína, causando um desequilíbrio no organismo - fator de risco para não engravidar ou para abortos de repetição.

O ácido fólico (vitamina B9) é essencial para o preparo de uma gravidez adequada pela grande importância que tem na metilação do DNA, atuando na prevenção de más formações do tubo neural e doenças cerebrais. Porém, excessos de nutrientes também podem estar relacionados com dificuldade em engravidar. O excesso de ácido fólico suplementado cronicamente por muito tempo em mulheres na tentativa de engravidar pode ocasionar uma sobrecarga, dificultando esse processo. Existe um ditado que diz “tudo o que é demais faz mal” e é isso que a ciência vem mostrando. Novos estudos demostram que o excesso de ácido fólico associado a deficiência de outras vitaminas pode estar diretamente relacionado com a infertilidade, abortos de repetição e ainda com o risco aumentado do desenvolvimento de autismo no bebê.

Ainda relacionado ao ácido fólico, outra questão importante é a avaliação do polimorfismo (defeito) na enzima metil tetrahidro folato redutase (MTHFr), que converte o ácido fólico na sua forma ativa (funcionante). Cerca de 25% das mulheres podem apresentar essa condição e, dessa forma, o ácido fólico não será funcionante, necessitando da suplementação adequada na forma ativa dessa vitamina, que resolverá essa questão.

Alguns nutrientes (normalmente esquecidos) como colina, B12 e Vitamina B6, Q10, entre outros, também vão atuar na divisão celular adequada em conjunto com o ácido fólico, proporcionando um equilíbrio no organismo na preparação para a gravidez e, assim, são de extrema importância no preparo de uma gestação saudável (programação metabólica). Essas substâncias devem ser avaliadas por meio de exames e suplementadas em doses adequadas de acordo com a necessidade de cada organismo.

Uma questão importante a ser avaliada é a Doença Celíaca. Um estudo publicado no último ano (2017) vem confirmar o que a ciência já vem mostrando há algum tempo. Doença celíaca não diagnosticada ou sensibilidade ao glúten não celíaca, ou ainda simplesmente fator genético positivo para desenvolvimento de doença celíaca, pode ser um importante fator de risco para infertilidade e/ou abortos de repetição. Sabendo disso, essa investigação é de extrema importância e deve ser feita sempre que houver qualquer suspeita.

A infertilidade, tanto feminina quanto masculina, também pode ter relação com o aumento do estresse oxidativo, ou seja, quando ocorre um desequilíbrio nas funções de reparo do organismo, alterando as funções celulares e dificultando a formação de bons espermatozoides e óvulos de boa qualidade – o que prejudica a fecundação e a manutenção da gravidez. Sabendo disso, o equilíbrio desse sistema antioxidante passa a ser uma estratégia importante quando um casal pretende engravidar, tenta e não consegue. A mudança alimentar com perfil antioxidante e, muitas vezes, a utilização de suplementos, com fórmulas específicas e individualizadas, passa a ser muito importante nesses casos.

O alto consumo de aditivos químicos alimentares encontrados em produtos industrializados, como lasanhas prontas, pizzas, salsichas, presuntos, enlatados, doces, bolachas e outros vários “alimentos” muito consumidos atualmente, são potencialmente inflamatórios. Esses produtos são pobres em nutrientes protetores e, com isso, prejudicam o sistema antioxidante, trazendo inúmeros malefícios ao organismo de forma geral e alterando o funcionamento de todos os sistemas do corpo, inclusive o sistema reprodutivo.

Excesso de açúcar e carboidratos refinados estão diretamente relacionados à condição de ovários policísticos, cuja grande causa é a resistência periférica a insulina. O padrão alimentar atual é caracterizado pelo alto consumo de alimentos feitos a partir de farinhas (nesse caso, de qualquer tipo com ou sem glúten) e açúcar. O maior exemplo é o alto consumo de produtos de padarias e lanches.

Os tipos de gorduras da dieta são outro fator que deve ser levado em consideração quando o assunto é fertilidade. O consumo de gorduras ruins pode estar diretamente ligado à formação de células inadequadas, como óvulos de má qualidade, dificultando a fecundação. A ingestão de gorduras trans, presentes na maioria dos produtos industrializados e de panificação, e gorduras do tipo ômega 6 em excesso são potencialmente inflamatórias - condição que pode levar ao mau funcionamento de todo o organismo, prejudicando também o setor reprodutivo. Já as gorduras de ótima qualidade, como azeite de oliva, óleo de coco e ômega 3, por exemplo, são gorduras anti-inflamatórias, que irão melhorar as condições do organismo de forma geral. Vários estudos vêm mostrando benefícios associados ao consumo de ômega 3, e não é diferente quando se trata da formação de óvulos de ótima qualidade. A suplementação de ômega 3 adequada é essencial para uma gravidez saudável, principalmente para a formação neurológica do bebê.

O padrão alimentar da população hoje em dia é baseado em produtos alimentícios industrializados que são pobres em nutrientes e cheios de aditivos químicos inflamatórios utilizados para aumentar o sabor, melhorar o aspecto e aumentar a durabilidade dos produtos. Esses produtos acabam sendo muito atrativos pela praticidade e sabor intenso que oferecem. É muito fácil pegar uma lasanha industrializada congelada, colocar no micro-ondas e pronto! Fácil, prático e saboroso! Só que esses “alimentos” acabam sendo altamente inflamatórios e pobres em substâncias antioxidantes encontradas em alimentos mais naturais, ricos em nutrientes protetores, que desempenham funções específicas no organismo. Sabendo de tudo isso, a avaliação e a orientação nutricional adequadas tornam se essenciais para o melhor funcionamento de todo o organismo.

Escrito pela nutricionista Cynthia Ianiski. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional; Membro da Academia Brasileira de Nutrição Funcional. CRN: 11328. Endereço: Rua Uruguai, 1992/203 Ed. Pró Vida  - Passo Fundo/RS. Contato: (54) 98116-8501.

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