Coluna edição 07/06/2018

Derrota política

A oposição comemorou como uma grande vitória, inclusive com afirmações de que “se foi o governo Sartori”...É claro que para o governo foi uma das maiores derrotas políticas sofridas na Assembleia desde o início da gestão...Mas e para os gaúchos, o que pode ter significado a rejeição do projeto que permitiria o plebiscito sobre a privatização de três estatais juntamente com as eleições de outubro? ...A reação de lideranças do governo diante da derrota é só um sintoma do que isso pode significar para os cofres do Estado, já que pode impedir a adesão do Estado ao plano de ajuste fiscal com o governo federal. O principal argumento da oposição é que o plebiscito junto com as eleições seria uma forma de manipular a opinião pública durante a campanha eleitoral, tirando o foco dos problemas da gestão Sartori...

Erro estratégico

...O argumento é válido, porém, é só uma comprovação de que o debate sobre a venda das estatais nunca foi técnico e nem mesmo ideológico...Ou seja, se limitou a uma queda de braço político-partidária...Mas a verdade é que o governo Sartori é o grande responsável pela sua própria derrota política, quando cometeu o erro estratégico de ter resistido ao plebiscito nos primeiros anos de gestão...Além disso, falhou na articulação ao não garantir nem mesmo o voto de todos os deputados dos partidos aliados, como o PSDB e o PTB...

Placar regional

Na bancada da região na Assembleia, o placar foi de 3 a 2 a favor do plebiscito. Vilmar Zanchin (PMDB), Gilberto Capoani (PMDB) e Sérgio Turra (PP) votaram sim. Já Gilmar Sossella (PDT) e Juliano Roso (PCdoB) votaram não. Roso, aliás, foi um dos críticos mais ferrenhos ao plebiscito e como vice-presidente da Assembleia, um dos principais responsáveis pela articulação que garantiu o quórum da votação, impedindo que fosse adiada,  e a consequente derrota do governo por 29 a 23...

“Fake-políticos”

Da série “é isso mesmo produção???”: representantes de 10 partidos juntamente com o TSE assinaram esta semana um compromisso contra a divulgação de notícias falsas, as chamadas Fake News...É isso mesmo? Os partidos assinaram um documento prometendo que não irão mentir nestas eleições? Ora, o que o TSE tinha que propor aos partidos é que se comprometessem a não propagar “fake políticos” e “fake promessas”...Não resta dúvida do estrago que as fake news podem causar em uma eleição e o quanto podem ser nocivas à democracia, mas existe algo mais nocivo ao país do que um político cuja única chance de ficar fora da cadeia é se reelegendo? Que tal para começar, se os partidos se comprometessem a barrar a candidatura de todos os parlamentares acusados de corrupção? Vamos combinar, que os partidos assinarem um documento prometendo que não irão mentir nas eleições chega a ser uma piada...

Buzina de avião

Falando em eleições, o deputado Ronaldo Nogueira confirmou que foi “sondado” para ser candidato a vice-presidente por pelo menos três presidenciáveis: Henrique Meirelles, Álvaro Dias e Geraldo Alckmin, porém, descartou qualquer possibilidade de aceitar os convites, até porque, segundo ele, “ser vice é como ser buzina de avião”...

O peso da fé

... O interesse de outros partidos pelo nome do ex-ministro se explica em parte pelo alto potencial que a Igreja Assembleia de Deus representa hoje no país, nada mais, nada menos do que 22 milhões de fieis, o que explica também o peso político de Ronaldo Nogueira junto ao governo federal. Prova disso, são os dois nomes indicados recentemente por ele para ocupar cargos estratégicos no governo Temer: Ronaldo Fonseca, que assumiu como novo ministro da Secretaria-Geral de Governo e Pablo Tatim, novo secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, o que vem a ser o vice-ministro. Tatim é gaúcho de Soledade e foi chefe de gabinete do deputado Ronaldo.

Rotina mantida

Sobre tópico publicado na última coluna, o prefeito Luciano Azevedo garantiu que mantém ótima relação com o prefeito de Carazinho, Milton Schmitz. Segundo ele, o fato do município ter sido representado pelo vice-prefeito João Pedro Nunes em palestra feita na Acisa, não pode ser considerado desprestígio. Ele lembrou que na primeira palestra que fez em Carazinho o prefeito Schmitz também não pôde comparecer. Sobre a participação em eventos, o prefeito disse que “rejeita o termo "blindagem", ressaltando que tem cumprido agenda em Passo Fundo dia e noite, na maioria das vezes sozinho. Garante que o fato de não ser candidato a deputado federal não alterou a sua rotina do prefeito, que segue com agenda diária de visita aos bairros, reuniões na Prefeitura e participação em eventos, inclusive aos finais de semana.

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