De coisas que não dá pra entender!

As cenas apresentadas nos vídeos do Médicos Sem Fronteiras são brutais. A cada vez que as vejo custo a acreditar, que convivemos pacificamente com tanta crueldade. O áudio fala em indiferença e é isso que me causa mais espanto. Aquelas pessoas ensanguentadas, desnutridas, doentes e desamparadas são reais. Enquanto elas desfilam dentro da nossa casa, nós jantamos, almoçamos e falamos sobre elas com comiseração. Não poderia ser diferente.

Com o tempo, de tão repetidas, as cenas tornam-se parte do nosso cotidiano. As violações dos Direitos Humanos são realidade em zonas conflagradas por guerras genocidas, mas não só em guerras, mas em situações de pobreza extrema e de violência em todas as suas formas. Nós, aqui no Brasil, sabemos de atos violentos contra indígenas, negros, mulheres, crianças todos os dias. Alcançamos números de eliminação de pessoas, compatíveis com guerras. Nosso trânsito traz números que corroboram os números característicos de genocídios.

É difícil ignorar o que se faz no mundo e na nossa cara no quesito matança de pessoas, no quesito sofrimento provocado de pessoas contra pessoas. Em nome de quê, mesmo? Ignoro o que leva um ser humano a agir contra outro ser humano, sabendo-se que só um ser humano é capaz de salvar outro ser humano. Como é que pode haver tanta agressividade e ação deletéria contra pessoas?

Revisitei a obra do Dr. Aventino Agostini esta semana. O médico patologista tem uma escola de educação infantil no bairro Santa Marta chamada Saber Fazer, onde são aplicadas as suas ideias revolucionárias. Sua teoria fala sobre a probabilidade de extermínio da humanidade, a não ser que a afeição seja pressuposto para a paz. Segundo ele é inconcebível que não se respeite o direito que a criança tem a uma vida plena, já que oferecemos a ela escolas desumanas onde não há contato com a natureza, o que é primordial para desenvolver a afeição por todas as formas de vida. Oferecemos à infância, casas sobrepostas, onde o cachorrinho é levado a passear, mas a criança fica confinada em quatro paredes em companhia da tecnologia, portanto, o confinamento acontece tanto em casa, quanto na escola.

Creio que não se consegue desenvolver afeição pela terra, pela água, pelas plantas, pelos bichinhos, a não ser que esses elementos façam parte da vida cotidiana. Na escola Saber Fazer as crianças são livres para conviver com a natureza de forma a desenvolver amor por ela. O amor e a colaboração também fazem parte da convivência humana, o que não poderia ser diferente, já que a competição por espaço não existe.

E seguimos indiferentes à barbárie, desde que nossos filhos estejam matriculados e que tenhamos onde morar, o que comer, um trabalho que consome nosso tempo, a fim de que possamos comprar o que precisamos e o que é absolutamente desnecessário entupindo o mundo com resíduos da nossa loucura diária. E a excelência na criação das crianças vai para o ralo.

A indiferença castra a vida. Deslocando-nos do âmbito do nosso umbigo, percebemos a indiferença permitir que comunidades sejam dizimadas, em nome de conquistas territoriais e políticas. Penso ser hora de olharmos para o mundo com olhos de ver e respeitarmos as crianças que temos aqui e agora, o que o Dr. Aventino chama de Direito à Primeira Infância.

A obra do Dr. Aventino Agostini e a escola Saber Fazer estão sendo estudadas por um grupo de pessoas das mais variadas profissões, com o intuito de compreender no que consiste essa revolução, que vê a evolução com um olhar mais amplo, além de Darwin. Se você que me lê quiser engajar-se ao grupo, basta fazer contato comigo. Terei prazer em encaminhar sua demanda. 

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