Diário da Manhã

Expodireto Cotrijal 2016 - Personalidades do Agronegócio

Ampliando espaço internacionalmente

Responsável por US$8 bilhões em exportação o setor de suinocultura e avicultura passa forte pela crise econômica e projeta crescimento em 2016

Francisco Turra é uma das personalidades com relação próxima com o agronegócio que acompanha os movimentos da Expodireto desde o início. Para ele, é em Não-Me-Toque, nos primeiros dias de março que o setor se reúne, reflete sobre estratégias e repensa os próximos passos. “A Expodireto é uma feira que reúne todos os elos e mostra a cara do agronegócio nacional. Ela fomenta negócios e estimula o desenvolvimento técnico e tecnológico da cadeia produtiva”.

Na entrevista abaixo Turra faz um balanço do desempenho da avicultura e suinocultura nos mercados interno e externo, e prospecta o futuro do setor em 2016 , que prevê um crescimento de 3% a 5%. Da ampliação no mercado internacional, as estratégias para crescer ainda mais internamente e como o Brasil defende as condições sanitárias, fundamentais para conquistar negócios no mercado internacional.

- O setor da proteína animal tem um faturamento importante no agronegócio. Para continuar ganhando espaço no mercado internacional quais são os desafios enfrentados?
O setor de proteína animal tem, de fato, grande força na balança comercial do agronegócio e do país.  São US$ 8 bilhões exportados anualmente pela avicultura e a suinocultura. Exportamos aves para mais de 150 países, e para mais de 70 suínos.  Somos líderes mundiais nas exportações de carne de frango e estamos em quarto lugar no setor de suínos. 

O Brasil é um país com grandes iniciativas em prol da expansão das exportações.  Temos focado nossas energias na abertura de novos mercados e na habilitação de novas plantas para mercados já abertos.  Recentemente, conseguimos excelentes resultados com a China, com novas unidades habilitadas para aves e suínos.  O México também expandiu o número de plantas habilitadas.

Buscando consolidar e expandir os negócios, a ABPA, por meio das marcas setoriais internacionais Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Pork, tem investido na promoção da marca brasileira, utilizando como alicerces valores reconhecidos internacionalmente de nossa produção: a qualidade, a sanidade e a sustentabilidade.

Para 2016, o setor de aves prevê um crescimento entre 3% e 5% nos volumes embarcados. Temos boas expectativas quanto a abertura dos mercados de Taiwan e República Dominicana, além da habilitação de novas plantas para o embarcar carne de frango do Brasil para a China. No radar do setor, também estarão a Austrália, Nova Zelândia, Camboja e o acompanhamento do painel contra a Indonésia.

Já para o setor de suínos, é previsto um crescimento entre 2 e 3% nos embarques realizados pela suinocultura do Brasil.  Além da melhoria da performance das vendas para o Leste Europeu e grandes compradores da Ásia (como Hong Kong e Singapura), espera-se que as duas novas plantas habilitadas influenciem positivamente os embarques para a China.  Há, também, boas expectativas quanto à abertura do mercado da Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e União Europeia. Também está no radar a abertura para venda ao varejo na África do Sul, além da possível elaboração do protocolo de miúdos para embarques à China.

Este é o caminho para continuar ganhando espaço: abrir novas portas, fortalecer as já conquistadas e investir na promoção comercial e nas ações junto aos mercados compradores.  É um trabalho que temos executado com a conquista de excelentes resultados.

- E quais são as estratégias para ampliar o mercado interno?
A carne de frango é hoje a mais consumida pelo brasileiro. E a carne suína figura em terceiro lugar neste ranking.  De ovo, hoje consumimos mais de 190 unidades por ano. Temos centrado nossos esforços em mostrar para o público a qualidade e os diferenciais para a saúde do consumidor.  Este ano, com a crise econômica e os impactos no poder de compra, o fato de serem mais acessíveis frente a outras proteínas, como a carne bovina, deverá favorecer o aumento do consumo destas três proteínas.

- A credibilidade sanitária é fundamental para o setor. Como o Brasil se protege de doenças ou epidemias?
O Brasil é o único país dentre os grandes produtores mundiais a nunca registrou casos  de Influenza Aviária em seu território.  Também é um país livre de enfermidades como Peste Suína Clássica e Diarreia Suína Epidêmica.  Isto, graças ao trabalho conjunto empenhado pela iniciativa privada e o poder público, por meio do Ministério da Agricultura.  Realizamos constantemente campanhas e eventos de esclarecimento sobre cuidados e a necessidade de manter nossa produção livre destas enfermidades.  Ao mesmo tempo, há grande competência técnica envolvida no controle e fiscalização do sistema produtivo.  Toda a cadeia está empenhada nisto, o que nos favorece como um dos principais players do comércio internacional de proteína animal.

- Em tempos de economia nacional em crise, quais são as expectativas do setor para 2016?
Apesar da crise econômica vivida pelo país, a avicultura e a suinocultura do Brasil têm enfrentado com certa força este momento complexo.  Por um lado, vem sendo favorecido pelo aumento das exportações, graças ao câmbio elevado (tornando mais competitivo exportar). Por outro, os elevados preços da carne bovina estão abrindo espaços para que as vendas de carne de frango e de suínos aumentem no mercado brasileiro. Este momento não tem sido melhor, infelizmente, devido às elevações dos custos de produção, com as fortes altas no milho e na soja, custos de energia, combustíveis, mão de obra e outros.

- Qual a importância de uma feira como a Expodireto para o setor?
A Expodireto é um importante evento, do qual participo deste o início.  É uma iniciativa fundamental, importante para o agronegócio produtor e exportador do Brasil.  É um momento de reflexão sobre as estratégias atuais, para repensarmos os próximos passos.  A Expodireto é uma feira que reúne todos os elos e mostra a cara do agronegócio nacional.  Ela fomenta negócios e estimula o desenvolvimento técnico e tecnológico da cadeia produtiva.  É um evento obrigatório no calendário dos empresários,  profissionais e lideranças do agronegócio brasileiro.

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