Diário da Manhã

Expodireto Cotrijal 2016 - Personalidades do Agronegócio

Inovação e tecnologia nas propriedades da região

Inovação e tecnologia nas propriedades da região
Foto: Arquivo Pessoal

Da Cabanha Santa Mônica, a poucos minutos do centro de Passo Fundo, já saíram ovinos premiados da Expointer e outras feiras do setor. O espaço também é referência no setor ervateiro pela inovação dos processos de produção

O agronegócio é feito de pequenos, médios, grandes produtores e de quem mesmo tendo outro trabalho como atividade principal aposta no setor. A Cabanha Santa Mônica em Passo Fundo, é um exemplo de propriedade que investe em tecnologia e inovação, mesmo não sendo a principal atividade dos produtores. “Na verdade a minha origem é no campo e quando eu tive oportunidade eu criei um hobby, voltado a essa atividade. Trabalho diuturnamente, faço uma jornada diária de 12 horas no escritório e tenho uma estrutura na Cabanha que consegue funcionar sem mim”, explica o advogado passo-fundense Osmar Teixeira, proprietário da Cabanha Santa Mônica.

A Cabanha, localizada próxima ao centro de Passo Fundo, aposta em um modelo inovador que combina um erval com a criação de ovinos. No espaço dedicado ao erval, são cerca de 35 hectares, com aproximadamente 50 mil pés, e uma produção média que chega a 8kg de erva, em pé adulto. Por obedecer os mais rigorosos critérios técnicos do setor, o erval é referência para trabalhos acadêmicos, e é visitado por técnicos e outros produtores. “Por anos recebemos visitas de estudantes da UFRGS, recebemos muitos acadêmicos  de agronomia do Estado inteiro”, diz o proprietário.

Uma das características que chama atenção na propriedade é o compromisso com a preservação do meio ambiente, com reposição arbórea e estabilidade do solo. Além da ausência de produtos químicos de qualquer natureza. “A área é totalmente preservada, eu não uso rigorosamente nada de produtos químicos. O erval e as ovelhas têm um processo absolutamente natural, nós não trabalhamos com produtos químicos de nenhuma natureza”, observa.

O rebanho é fruto de uma rigorosa seleção genética e de investimentos contínuos em animais de sangue novo. Da Santa Mônica já saíram o campeão da Expointer de 2001 e 2015, além de dezenas de prêmios na feira gaúcha e em outros eventos do setor.

Particularidades
Combinar duas atividades distintas em um mesmo espaço exige do produtor estar bem informado e transitar por cenários opostos. Sobre os desafios do setor ervateiro, Osmar Teixeira observa um mercado onde a indústria dita o ritmo da lucratividade do produtor. “A erva mate hoje está cartelizada pela indústria. A indústria hoje, mantêm os produtores sob um jugo de preço mínimo. As indústrias estão muito bem e os produtores não. Na verdade quem planta erva mate hoje está abrindo mão para o soja, porque a produção da erva mate, embora estima-se que se tenha uma grande abrangência de mão de obra em regiões importantes do Rio Grande do Sul, o produtor é subjugado por uma imposição de preço da indústria, e vem fazendo com que o plantio de erva mate seja reduzido”, avalia, ressaltando que apesar das dificuldades, o Estado mantêm grandes ervais.

Uma organização da cadeia de produção de ovinos através do governo e de um modelo de extensão é defendida por Teixeira para otimizar o setor e dar autonomia ao pequeno produtor. “Uma das soluções da cadeia da ovinocultura é o governo começar a organizar a cadeia de tal forma que pudéssemos ampliar a produção de ovinos nas pequenas propriedades de uma forma geral, e que o produtor tivesse como colocar a sua produção em modelos de abatedouros municipais e regionais com uma cadeia produtiva organizada”, diz, citando exemplos de abatedouros em outros países, fiscalizados pelo governo e gerido pelos produtores que dão bons resultados nas regiões onde o modelo é aplicado beneficiando toda a cadeia.

“Inovação é peça chave”
Considerado o setor mais competitivo da economia brasileira, o agronegócio representa 23% do total do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e quase 46% das exportações feitas pelo país, para preservar o setor da crise que afeta diversos setores da economia do país, Teixeira, defende a fórmula da busca por atualização constante. “Primeiro você tem que ter tecnologia mais avançada possível, redução de custos e tem que se buscar novas perspectivas de mercado sempre. A inovação é peça chave”.

O advogado, também define políticas definidas e efetivas para o setor. “O grande problema que nós vivemos no agronegócio é a falta de políticas definidas para alguns setores. Você sempre tem problemas, a liberação de recursos oficiais é feita por pressão politica”, diz ele, apontando solução como a democratização da energia no campo, tarifas diferenciadas para as propriedades e uma mudança urgente no plano de irrigação do Estado, como alguns dos vetores que podem levar transformação nas propriedades.

No momento de refletir sobre as condições do agronegócio e expor as potencialidades, Teixeira enxerga espaços como a Expodireto como “um oásis dentro do Brasil atual”. “O agronegócio é um setor que dá certo em que pese o momento extremamente difícil em que vive o país, e quando esse setor vai bem, todos os demais setores acabam indo bem”. 

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