Diário da Manhã

Especial | Passo Fundo 159 anos

“É importante ajudar quem nos deu a mão”

“É importante ajudar quem nos deu a mão”
Foto: Arquivo / DM

Quase 30 anos depois de ter passado pela Sami, bancário faz questão de contribuir com as ações da entidade sempre que possível

A Sociedade de Auxílio à Maternidade e à Infância (Sami) tem uma história de 74 anos, em Passo Fundo. Foi fundada em 1942 para atender a crianças e recém-nascidos, cujos problemas eram agravados por carências alimentares e, desde o começo, contou com o apoio de senhoras da comunidade que arrecadavam leite para as crianças e suas mães e confeccionavam enxovais para os recém-nascidos. Em 1968, foi fundada a escola em parceria com a Prefeitura Municipal. Desde o começo, muitas pessoas tiveram as suas vidas marcadas positivamente pela entidade.

Uma delas é o bancário passo-fundense Cícero Antônio Miotto, hoje com 35 anos, conta que quando criança a família passou por sérias dificuldades financeiras. “Como meus pais não tinham com quem nos deixar, meu irmão e eu ficávamos o dia todo na Sami para eles poderem trabalhar”, conta. Ele lembra que passou a frequentar com quatro anos, já o irmão, desde o berçário. “As lembranças que tenho da Sami são muito boas. Cuidavam muito bem de nós, além disso, tinha a parte do ensino. Frequentei por três anos e depois de sair, ingressei na primeira série do ensino fundamental com uma ótima base, praticamente alfabetizado”, comenta. Hoje, casado e pai de dois filhos, Cícero diz que sempre que pode faz questão de participar das ações beneficentes promovidas pela Sami. “Um dia precisamos, mas agora que, felizmente temos uma condição melhor, acho importante ajudar quem nos deu a mão”, comenta.

Cepia
O trabalho desenvolvido pela Sami, historicamente teve por objetivo o atendimento integral da criança de zero a seis anos. Porém, nos últimos anos, foi expandido até a idade de dezoito anos incompletos, pela implantação de um serviço especializado de prevenção e atenção a crianças, adolescentes e famílias vítimas de violência sexual. Foi em maio de 2005 que a Sami ampliou o seu corpo técnico, nas áreas de serviço social e psicologia, passando a capacitar seus funcionários e professores na identificação de casos de suspeita de violência doméstica, com ênfase na violência sexual. Assim foi criado um departamento especializado para estudo, divulgação, prevenção, proteção e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual e suas famílias, denominado Centro de Estudos e Proteção à Infância E Adolescência (Cepia).

Hoje, a Sami oferece atendimento nas áreas da assistência social, apoiando a área da educação, da saúde, e prestando orientação e apoio sócio-familiar, atingindo um universo que ultrapassam as 980 pessoas, consideradas as crianças e suas famílias. Conforme a coordenadora do Cepia, Laura Bordignon, a maioria das vítimas de violência sexual é formada por meninas, mas também, muitos meninos são vítimas. Ela lembra ainda que a maioria destes crimes ocorre dentro das próprias famílias ou parte de pessoas próximas. “Tem crianças que chegam aqui e não querem nem dar a mão para a psicóloga. Estão tão traumatizadas que evitam até o contato com as pessoas. Depois de um tempo, ver elas participando de oficinas de teatro, dança, interagindo umas com as outras, voltando a ser crianças, é muito gratificante”, conta.

Ajuda da comunidade
Laura explica que a Sami tem um convênio com o município que auxilia no pagamento dos técnicos do Cepia. Além disso, conta com pessoas na comunidade que reconhecem o trabalho e colaboram. “Recebemos doações de roupas, sapatos, roupas de cama, de mesa, banho... Estas doações repassamos para as pessoas que estão em atendimento e necessitam. O restante, vendemos em um brechó que acontece todas as quartas-feiras, a preços bem populares. Os recursos obtidos são usados para o pagamento das pessoas que trabalham e fazem os atendimentos”, destaca Laura, que completa. “Basicamente, a Sami vive da participação comunitária e precisa que a comunidade reconheça a relevância do nosso trabalho e colabore. Há dias em que a dificuldade financeira é muito grande”.

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