A construção de um sonho

Após cinco anos de trabalho comunitário, Capela de Pedra Nossa Senhora Aparecida será inaugurada nesta sexta-feira

Fotos: Matheus Moraes/Diário

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A sexta-feira (12) será especial para a comunidade de Dom Rodolfo e do Bosque Lucas Araújo. Depois de anos de persistência e luta, a tão desejada capela de pedra de Nossa Senhora Aparecida será inaugurada. Foram cinco anos de construção de uma igreja sonhada há décadas pela comunidade católica da região. Um investimento de R$ 183 mil, revestido por sete mil pedras, totalmente realizado com doações de pessoas de Passo Fundo e também de fora do município. A localização é na Rua Guilherme Kurtz, 1959, no Bosque Lucas Araújo / Dom Rodolfo.
A inauguração, marcada para amanhã, às 10h30min, com missa promovida pelo arcebispo Dom Rodolfo Weber, será o ápice de uma história que recomeçou em 2013. Com uma construção inacabada, Jaimir Maximino Zamarchi assumiu a diretoria da comunidade de Dom Rodolfo e retomou a ideia de criar uma capela no bairro. “O pessoal estava desmotivado já, ninguém queria assumir a diretoria e eu me meti. Ficamos todos juntos e assumimos uma equipe. Fomos em busca de parceiros para construir a capela. Era um sonho da nossa comunidade”, declara.

Tamanho desejo é perceptível nas palavras de Marli Santos da Rosa, que mora no bairro há 26 anos. “Sempre tivemos a fé muito escancarada no nosso bairro. Tínhamos o sonho de construir, e não vemos a hora dela estar pronta, terminada com uma missa de abertura, com a imagem da santa. É uma conquista do nosso bairro, da nossa cidade”, declara. No mesmo embalo, Elisabete de Oliveira relata que está encantada com o que a comunidade conseguiu construir. “Aguardamos essa capela há anos. É um sonho realizado. Estamos muito empolgados. Quem é católico, tem sua fé, tem que vir, comparecer nessa nova capela”, convida.
As duas moradoras do bairro passaram as últimas tardes na Capela de Nossa Senhora Aparecida do bairro Dom Rodolfo e Bosque e ajudaram na finalização dos últimos detalhes para o grande dia. Mas para esse sonho se tornar real, não foram só residentes da região ou de Passo Fundo que contribuíram. Ao longo de cinco anos, doações foram realizadas por um número incontável de pessoas. Desde poucas moedas até quantias que passaram de R$ 40 mil. “A gente quer agradecer a todos. Isso foi muito significante para nós. É um investimento de mais de 180 mil reais, que cada um ajudou da sua forma. Foi muito sofrido para conseguir tudo e deu tudo certo graça a ajuda das pessoas. Somos eternamente gratos”, declara Zamarchi.

DIFICULDADES E MOTIVAÇÃO

Não foi fácil terminar a construção da igreja. O presidente da comissão que atuou em prol do sonho lembra que foram muitos os sábados e domingos trancados dentro da capela para finalizar a obra. Com sol ou com chuva. “Nós trabalhamos muito, direto. Era sábado de noite, domingo, feriado. As famílias apoiaram muito. Tinha vezes que parecia que não iríamos conseguir. E sem a ajuda de pessoas de fora de Passo Fundo, do nosso bairro, não iríamos mesmo. Tinha vezes que dava vontade de chorar. Mas logo surgia uma motivação, uma ajuda de alguém e voltávamos a acreditar”, descreve Zamarchi.

Para Marli da Rosa, a igreja é o que conhece de mais diferente. “É uma capela que chama atenção das pessoas. Uma igreja de pedra é das coisas mais diferentes que existem. Muito lindo. A nossa motivação foi ver esse sonho ser concretizado”, conclui a moradora.

DETALHES

São muitas as peculiaridades da capela, a começar por ser toda de pedras. Além disso, os bancos internos são azuis em alusão às cores da Nossa Senhora Aparecida. A imagem da santa, trazida de São Paulo, será colocada no altar na inauguração. Após a abertura oficial, algumas homenagens serão realizadas, como o fato de que registros deste momento, inclusive com edição desta reportagem, além de documentos, fotos e registros, serão depositados embaixo do altar, para ser aberto em 2218, quando Nossa Senhora Aparecida completar 500 anos e Nossa Senhora de Fátima atingir os 300 anos.

UMA IGREJA EM 2018

Não é comum inaugurar uma igreja em pleno 2018. A atitude, inclusive, faz Zamarchi relembrar o cultivo da tradição das famílias mais antigas e que cultuam a fé. “É algo bem diferente, porque é uma cultura. A gente tem educação dos pais. Eles faziam isso, foi se adquirindo esse trabalho de evangelizar. É uma tradição seguida por nós também”, conclui.

PROGRAMAÇÃO

  • 10h – Procissão na Dom Rodolfo
  • 10h30min – Santa Missa
  • À tarde – música ao vivo até às 18h30min

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