Eles venceram a ultramaratona

Caroline Schmidt e Felipe Hermes disputaram a Indomit Costa Esmeralda, em Santa Catarina. Passo-fundenses competiram na categoria 50km

Foto Arquivo Pessoal

Compartilhe

Para alguns, correr uma rústica de 5km é um grande desafio. Para outro, competir os 42km de uma maratona é o máximo. E como classificar quem encara uma ultramaratona? Pois é exatamente o que fizeram recentemente os passo-fundenses Caroline Schmidt e Felipe Hermes, ao completar a Indomit Costa Esmeralda, realizada no litoral de Santa Catarina. Lá, o percurso somou 50km.

O evento foi organizado em diferentes níveis, conforme o percurso a ser feito: 12km, 21km, 50km, 80km, 100km e 100 milhas (equivalente a 160km), passando por locais como Bombinhas, Mariscal, Sepultura, Quatro Ilhas, Porto Belo. “Nossa largada foi às 6h. Tinha chovido nos três dias anteriores e na hora da prova o sol era torrencial. Foi complicado, pois as trilhas já estavam pisoteadas pelos outros concorrentes, então as subidas e descidas foram possíveis só se agarrando em árvores” diz Schmidt.

O percurso, além de longo na modalidade escolhida pelos passo-fundenses (50km), tinha outro fator de dificuldade: o terreno variava da areia ao asfalto, passando por pedra, cascalho, terra, trilha, paralelepípedo e calçada. “A expectativa era grande, pois a gente não tem aqui o terreno da prova. Não tínhamos o preparo dos outros atletas, que já treinam diariamente nesse tipo de terreno. Por isso, o pódio foi muito comemorado” afirma Felipe Hermes.

No tempo total, Caroline Schmidt completou os 50km em 8h15min, sagrando-se vice-campeão feminina na distância e sétimo lugar geral. Enquanto isso, Felipe Hermes cobriu o trajeto em 10h08min, chegando em 3o na categoria 30-39 anos e 13o no geral dos 50km. Conforme a atleta, “foi nossa primeira prova ultra e sempre precisamos trabalhar a cabeça. Em alguns pontos a coordenação fornecia águia e frutas. Mas a gente leva salgadinhos, gel, alimentos com glicose. E vai comendo durante a prova”. Para o corredor, “como é prova longa, você tem que saber o seu limite: onde apertar o passo, onde relaxar. Manter a cabeça sempre focada, para não desanimar ou ter desgaste necessário. A busca foi obter o título de ultramaratonista”.

Treinos e adversários

Além do clima, terreno e distância, competir para bater os tempos dos adversários era outro desafio a ser superado. “O pessoal que competiu foi de Florianópolis, Curitiba, Londrina, Cascavel, São Paulo. Quem não tem o terreno, vai a locais semelhantes. Isso só deixa o nosso resultado ainda mais expressivo” comemora Caroline. Em busca de uma aclimatação, a dupla chegou a ir duas vezes até Bento Gonçalves treinar. “O resto do preparativo foi na cabeça. No meu caso, eu aproveito a prova para mentalizar, agradecer e aproveitar o lugar mágico” completa.

Objetivo

A ultramaratona encerra o calendário de 2018 da dupla. “Estamos tentando a pontuação necessária para obter uma vaga na prova de Mont Blanc, que ocorre na metade do ano que vem na França. Por isso, vamos fazer mais provas no período” finaliza Caroline Schmidt.

Leia grátis o jornal digital

Comentários
Diário da Manhã

Diário da Manhã - Todos os direitos reservados. All rights reserved ®