Futuro presidente da CDL defende capacitações para os lojistas

Empresário Zani da Costa Santos assumirá a entidade em janeiro do ano que vem

Wanderlei Conte e Zani da Costa Santos (Foto: Arquivo pessoal)

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Na semana que passou, o empresário Zani da Costa Santos foi eleito para presidir a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Carazinho no próximo biênio. Em entrevista exclusiva ao Diário, o presidente eleito falou sobre suas propostas à frente da entidade. Ele assume o cargo a partir de janeiro do ano que vem.

Diário: Há quanto tempo o senhor faz parte da CDL?

Santos: Faz quatro anos que faço parte do movimento lojista, entendendo e me preparando para trabalhar e dar respostas positivas à categoria, que, por ora, está em uma situação difícil porque o movimento do comércio foi afetado por situações de política e de economia que o país vem passando. Estamos com uma boa expectativa, acreditamos que as coisas tomarão um rumo de crescimento e de evolução.

Diário: A possibilidade de assumir a presidência da CDL lhe surgiu como surpresa ou houve uma preparação?

Santos: Existe uma preparação dentro da entidade, no sentido de que os futuros líderes sejam preparados, é uma política interna da entidade. O próximo líder tem que dar continuidade às ideias da entidade. Há todo um ritual a ser feito, mas a principal ideia é de fortalecer o movimento lojista. Esta é a essência da CDL, de fomentar o comércio, tendo representatividade nos diferentes setores da sociedade, seja na política, no judiciário. A entidade é cinquentenária e isso nos traz responsabilidade, já que passaram por ela vários presidentes e diretorias influentes na cidade. Isso eleva a responsabilidade e compromisso como lojista e com a sociedade de fomentar o nosso movimento e fortalecer o comércio.

Diário: A equipe que estará com o senhor na direção da entidade será a mesma ou há mudanças?

Santos: Houve mudanças pequenas, basicamente de troca de funções. O Evandro Zanolla que é o atual presidente passa a ser vice e eu que era vice passo a presidente. O restante do quadro permanece basicamente o mesmo, com pequenas mudanças dados os compromissos do pessoal, pois o trabalho é voluntário e requer tempo e encaixe de agendas. A CDL tem muita gente boa e que se doa, e isto requer tempo. As alterações foram feitas de devido à agenda dos nossos associados.

Diário: Por se tratar de um trabalho voluntário, como está a oxigenação de nomes que passam a fazer parte da entidade?

Santos: Na verdade, fazer parte de uma entidade, como diz o presidente da Federação, é para quem não tem tempo, porque a gente tem que achar tempo, procurar soluções, serviços, métodos de atração de clientes, ideias novas para que o nosso varejo se sinta cada vez mais fortalecido. Tivemos anos difíceis e continuamos com dificuldades, temos vários espaços comerciais para alugar na Avenida, lojas fechando e isso nos preocupa bastante. Precisamos preparar os lojistas para que na essência dos estabelecimento haja um planejamento estratégico, um projeto para que ele consiga ter organização, evitando percalços que, por exemplo, a crise econômica traz e pega alguns de surpresa. Temos esta consciência de preparar nosso varejo, nosso lojista com treinamentos e capacitações. Este será um dos tópicos de minha gestão e que vamos fomentar. Uma iniciativa social que teremos a partir do ano que vem é o “Homens na cozinha”, que é um projeto pioneiro da CDL de Caxias do Sul que está na 17a edição e que vamos replicar em Carazinho. Vamos formar uma comissão primeiro para que em seguida possamos trazer mais detalhes de como será desenvolvido, mas é um dos projetos sociais para 2019. E a CDL tem serviços e produtos para oferecer que vão além do SPC. São várias as ferramentas que podem ajudar o empreendedor a ter mais controle e administração. Nota-se que o lojista passa muito tempo se preocupando com questões burocráticas e administrativas e os serviços que a CDL oferece podem deixar o empreendedor mais tranquilo e com mais tempo para pensar no seu negócio e vender mais.

Diário: O que o senhor destaca como fator positivo do comércio de Carazinho e no que a cidade precisa avançar?

Santos: Nosso comércio é bem variado, mas tenho dito que precisamos também ter uma atração turística na cidade. Somos o maior entroncamento rodoviário e muitas pessoas apenas passam por aqui para ir a outras cidades. Temos cidades próximas, como Lagoa dos Três Cantos, Não-Me-Toque e Sarandi. Temos que trazer estas pessoas para gastar aqui, mas é preciso também pensar no lazer. Temos por exemplo o Parque da Cidade. Temos de falar com o poder público para que este também esteja receptivo a estas ideias. Precisamos ornamentar nossas lojas, deixar a cidade bonita para atrair as pessoas. A cidade precisa estar bonita, precisa encher os olhos das pessoas para que elas sintam vontade de vir para cá.

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