Mânica descarta assumir Ministério

Presidente da Cotrijal, Nei Cesar Mânica, afirma que não aceitaria o posto de ministro da Agricultura mesmo que houvesse um convite oficial

Foto: Alessandro Tavares | Diário

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Na tradicional reunião-almoço realizada pela Associação Comercial e Industrial de  Carazinho (Acic) nas segundas-feiras, os convidados do Ideais na Mesa desta semana foram o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, e o vice, Enio Schroeder. O gerente da unidade da cooperativa em Carazinho, Luis Di Domênico, também acompanhou o  encontro, no qual a direção falou da estrutura da Cotrijal e de suas percepções  sobre o  cenário futuro do agronegócio. Ao final do encontro, Mânica concedeu entrevista ao Diário.

Diário: Como um dos gestores do setor do agronegócio, quais são as ações que o senhor espera que o governo Bolsonaro sinalize para o segmento?

Mânica: Nós acreditamos, até por sermos otimistas, de que o novo governo será importante para o agronegócio, pois dá sinais de que dará segurança jurídica ao setor, entende que o agro é o propulsor da economia e deve manter os programas já existentes, além de outros incentivos para aumentar a produção. É certo que o Brasil será o celeiro mundial de alimentos. Outro fator positivo é a sinalização de enxugamento da máquina publica. Já nota-se um cenário mais otimista, tanto que grandes empresas têm anunciado  investimentos expressivos e isto é um sinal de que acreditam no desenvolvimento. O investimento em tecnologia e inovação é importante pois aumenta a produção e isso é aumento de renda. É preciso investir cada vez mais para que possamos ter o Rio Grande do Sul e o Brasil superando todas as dificuldades. Queremos com a comunidade investir cada vez mais.

Diário: Tem se falado de uma possível união dos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Qual sua opinião sobre o tema?

Mânica: Eu diria que toda vez que se faz qualquer mexida, até dentro de uma empresa, se encontrará alguma resistência, é natural. Se o objetivo é ter maior eficiência, não tem porque não. Agora, não adiante acabar com um ministério incorporando a função a outra a pasta e deixar toda a estrutura existente. Tem que haver uma reformulação. Não vejo muita dificuldade na fusão, desde que se preserve direitos e ideologias, bem como as questões ambientais. Acredito que é possível ter um ministério com uma equipe bem estruturada.

Diário: Para o setor, pensando a curto prazo, o que o senhor entende que deveriam ser as primeiras medidas do próximo governo?

Mânica: Acredito que as primeiras medidas deveriam ser em relação às questões de segurança jurídica ao campo, continuar com programas de incentivo à agricultura familiar e desburocratizar o acesso a recursos para que seja mais fácil  investir  em tecnologias, além de também investir  em ciência e  inovação.  O Brasil  tem um  alto potencial para  aumentar  sua produção, mas precisamos ter investimentos em    tecnologias. Mais produção é mais renda.

Diário: Para a Expodireto de 2019, o que se projeta?

Mânica: A Expodireto é um grande desafio, pois chegamos aos 20 anos de feira e pelo que temos sentido vai ser a melhor das feiras,  até pelo cenário que se criou no Brasil e a adesão das empresas. Todos os espaços já foram confirmados e agora acredito que até janeiro, quando temos as definições dos governos federal e estadual, teremos condições de confirmar os temas a serem discutidos e as agendas dos eventos a serem realizados.

Diário: Em volume de negócios, já dá para afirmar que a comercialização em 2019 tende a superar 2018?

Mânica: Com certeza. Quando há confiança e rumo claro os investimentos acontecem. Muitos deixam de investir quando não tem segurança no cenário a médio e longo prazo. Acredito que teremos um contexto para uma boa comercialização.

Diário: Nei Mânica é nome cotado para ser ministro da Agricultura?

Mânica: Sempre tem amigos que citam a gente, assim como já ocorreu em outros momentos, mas o que quero é trabalhar por aqui junto com os nossos produtores, nossas comunidades. Acho que nossa missão é por aqui. Podemos contribuir bastante e tenho  certeza que com toda a energia continuaremos trabalhando em prol do nosso agricultor, de nossa comunidade.

Diário: Houve algum contato de sondagem?

Mânica:  Sempre tem alguns amigos que indicam, sugerem, sabemos de umas listas aí, mas são contatos que já descartamos. Sem chance. Mesmo que  houvesse algum convite  oficial, não aceitaria de forma nenhuma.

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