O Diário na vida das pessoas

Foto: Captura dos vídeos/Montagem Alexandro Wiroski

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Durante nossos 82 anos de história, fizemos parte do cotidiano e da vida de muitas pessoas. Não só contamos acontecimentos em nossas páginas e pelas ondas do rádio, mas também fazemos parte da história de muita gente

Mudar neste momento era extremamente necessário, não como trocar de roupa, mas sim um estilo completo de conceito. O que viemos fazendo nestes 82 anos sempre funcionou, só que com a passagem do tempo e a evolução digital, nós também desejamos estar mais atualizados.

Uma nova identidade visual, um novo projeto gráfico e um novo portal. Sempre com a mesma responsabilidade e credibilidade, mas com o conteúdo entregue da melhor forma possível para nosso leitor. Por isso, mesmo mudando, procuramos pessoas que foram transformadas pelo nosso jeito de comunicar. Com um simples questionamento que deixasse claro que mesmo novos, ainda valorizamos o que foi concebido ao longo dos anos por Túlio, Dyogenes, Vinicius, Janesca e Ilânia.

E assim, perguntamos para algumas pessoas “Como o Diário mudou sua vida?” e fomos surpreendidos com relatos que, muitas vezes, nem imaginávamos o poder do nosso contato em sua história. O emprego que possibilitou que Flavia se encontrasse no jornalismo, os irmãos que se conheceram com mais de vinte anos, as amigas que produziram cartazes e preencheram a cidade com cor e amor e a professora que se apaixonou e nos apaixonou com um projeto na sala de aula com jornais.

Mesmo sem se conhecerem, todos têm algo em comum: tiveram suas vidas transformadas de alguma forma pelo Diário.

Confira nosso vídeo produzido com os relatos:

A primeira oportunidade de Flavia

Após mais de 23 anos, se deparar com postagens nas redes sociais do lugar que lhe concedeu a primeira oportunidade e a fez se encantar pelo jornalismo, não foi acaso. Flavia Dias, apesar de ter morado em São Leopoldo, Porto Alegre e atualmente residir em Brasília, nunca se esqueceu do papel do Diário em sua vida.

O ano era 1994, na época com 20 anos e já tendo abandonado uma faculdade, ela procurava algo que a fizesse feliz, que preenchesse seu espírito. “Foi o Diário que me deu a primeira oportunidade como jornalista e meu primeiro emprego com carteira assinada. Eu já tinha deixado uma faculdade e queria ter certeza o que queria na minha vida. Foi muito significativo pra mim, a partir daí eu tive certeza do que queria”, relembra a jornalista.

Flavia se apaixonou pelo jornalismo no clima da redação e em cada pauta que teve oportunidade de escrever, por isso, ela conta que guarda até hoje suas reportagens impressas em nossas páginas. “Entre as matérias que mais me marcaram no Diário, gosto de destacar três: uma delas foi uma entrevista com uma agricultora que perdeu o braço em um acidente com trator e teve ele reimplantado, depois lembro que, em 1994, Passo Fundo foi a segunda cidade do Estado com maior número de pessoas registradas com HIV, aquilo foi muito falado e nós pautamos esse dado que chamava atenção”.

Mas foi a oportunidade de conhecer e entrevistar Jorge Ben Jor que mais a impactou, tamanha foi a alegria daquele momento que ela guarda até hoje uma foto registrada na redação do Jornal. “Sou do tempo que a máquina fotográfica era com rolo de filme. Sou do tempo do jornalismo raiz, usávamos máquina de escrever quando entrei no Diário, haviam laudas – aquela folha pautada com 20 linhas pra escrever matéria. Eu só saí do jornal para cursar Jornalismo na Unisinos em São Leopoldo, naquele ano ainda não tinha jornalismo em Passo Fundo”.

O último encontro conosco, foi em 2007, quando Flavia retornou ao Diário da Manhã em Passo Fundo para acompanhar um assessorado em entrevista na rádio. “Mesmo distante, até hoje acompanho o que acontece em Passo Fundo através das redes sociais do Diário, é como se me sentisse ainda próxima daquele local que me deu uma oportunidade única”, finaliza ela.

O Diário que une

Todos os dias na casa da professora de português Michele Pereira, em Carazinho, o rádio é ligado na rádio Diário AM. Como tradição, a família passa os dias ouvindo a programação de segunda a segunda, e foi assim a primeira vez que ela ouviu falar sobre Leonardo Goulart.

A voz grossa dava a impressão de que o locutor era muito mais velho e nem sequer passava por sua cabeça que poderia ser seu irmão. Há muitos anos, ela havia ouvido do pai que teria um irmão mais novo, mas na época ela não tinha maturidade para procurar e nem sabia se seria aceita pelo pequeno. Foi então que um dia foi surpreendida por Leo, que enviou um convite de amizade para ela no facebook. “Eu só aceitei porque sabia que ele era da rádio. Mas foi a partir das perguntas que ele me fez que a ficha foi caindo e fui percebendo que era meu irmão mais novo”, descreve.

Já Leo, desde os 16 anos quando soube que tinha uma irmã mais velha, começou a sonhar com o dia em que poderia conhecer Michele. A falta de proximidade com o pai impediu que o encontro acontecesse mais rápido, mas quando voltou do quartel, completando 20 anos, ele reencontrou o pai que lhe informou o nome completo da irmã. “Chamei ela no chat no sábado e se tinha um parente com esse nome. Michele só me respondeu no domingo quando eu estava apresentando o ‘Som Campeiro’. A conversa foi fluindo e então decidi abrir o microfone e contei no ar. Eu disse: Tenho algo pra contar, como ouvintes, vocês acabam conhecendo um pouco da nossa história e do nosso dia a dia e como a gente faz parte da vida de vocês, hoje eu descobri que eu tenho uma irmã de 23 anos e que ela está mais próxima do que eu imaginava. E assim fui contando”, relata Leo.

Do outro lado do rádio, Michele ouvia o irmão relatar a história dos dois, surpresa e feliz ela ficou encantada com as palavras do irmão. “O Grupo Diário da Manhã foi um marco em nossa história, de repente eu reencontrava meu irmão. O poder que o rádio tem em fazer a informação tão rápido permitiu que isso fosse possível”, relembra Michele, com os olhos marejados.

Leo considera aquele como um momento marcante e único em sua vida. “A gente faz o rádio todos os dias, conversa com milhares de pessoas, mas imaginar que a tua própria irmã, aquela que você tem o sonho de conhecer, que ela tá ouvindo teu programa é incrível. Sempre vai ficar na minha memória, que ela já conhecia minha voz e meu trabalho através do Grupo Diário da Manhã”.

A partir deste momento, Leo e Michele foram se aproximando até o primeiro encontro, que aconteceu no estúdio da rádio. Hoje os irmãos vivem grudados, ela segue ouvindo ele e visitando a rádio como se fosse uma velha conhecida e ele sempre contando com a irmã para tudo.

Amor pelas ruas de Passo Fundo

Tudo começou através de um registro fotográfico feito pelo colaborador do Grupo Diário da Manhã, Rafael Lopes. Na imagem, aparecia um cartaz com escritos em canetinhas coloridas: “Seja a mudança que você tanto procura”. Bastou publicar essa imagem nas redes sociais do Diário que surgiram outras fotos dos cartazes e relatos dando conta de que eles estariam distribuídos por diversos lugares da cidade. Apesar do cuidado e carinho com que foram produzidos, não havia assinatura nem referência de quem os havia feito.

Após compartilhamentos, curtidas e comentários no facebook, uma pessoa indicou os nomes das criadoras. Colegas de aula e melhores amigas, Lauren de Britto, de 17 anos, e Dorothy Souza, de 16 anos, decidiram produzir estes cartazes em um dia que uma delas não estava tão bem emocionalmente. “Para melhorar nosso dia, pensamos em fazer alguma coisa diferente e a Dorothy sugeriu que escrevêssemos mensagens motivacionais. Inicialmente, a ideia era somente colar próximo ao quartel, mas acabamos pendurando os cartazes até o Centro”, contou Lauren.

Na época, início de 2018, foram distribuídos mais de 30 cartazes pela cidade, e a partir dali a vida de ambos foi transformada. Na escola, as meninas se tornaram referência, palestraram, familiares ficaram orgulhosos de ver e ouvir as duas meninas no jornal e na rádio. “Muitas coisas mudaram desde então. O Diário abriu portas para gente, eu especificamente me senti muito feliz, foi incrível. Fui indicada para uma entrevista de emprego e a mulher que me entrevistou conhecia a história. Acredito que isso tenha ajudado ela a decidir me contratar”, falou Dorothy.

O Diário dentro das escolas

Em meados dos anos 2000, Marilza conheceu um projeto que utilizava jornais impressos na sala de aula em outra cidade e foi amor à primeira vista. Ela idealizou aquilo para Passo Fundo e foi no Grupo Diário da Manhã que ela encontrou respaldo para a ideia. “Quando voltei pra cidade, procurei o Editor do jornal, na época o Erni, para propor o trabalho. De imediato ele e a Janesca abriram as portas para a minha iniciativa”, descreve.

Envolvendo escolas, instituições, ONGs, e diversos projetos da cidade, nasceu o DM na Sala de Aula, projeto didático que, após 18 anos de sua criação, segue levando à criança, jovem e professores o jornal como instrumento de ensino e conhecimento. “Foi uma experiência única que o jornal me permitiu vivenciar nos anos que passei a frente do projeto, levamos para as filiais, viajávamos para buscar mais conhecimento. Eu só posso agradecer por tudo que o Diário me presentou enquanto estive ajudando”, relembra com carinho.

Outras vidas impactadas

Além de fontes, ex-funcionários, ouvintes, leitores e amigos, inúmeras vidas impactamos ao longo de todos esses anos. Infelizmente não conseguimos trazer todos neste espaço, mas deixamos o convite a você.

Foi impactado pelo Diário? Ou conhece alguém que se sente assim? Entre contato com a gente pelo facebook ou pelo e-mail [email protected] e nos conte sua história, nos vamos amar recontá-la em nossas páginas.

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