Orlando Roos promove Manhã Tecnológica Trigo 2018

Evento realizado em Não-Me-Toque destacou as potencialidades da principal cultura de inverno na região e também técnicas de manejo

Evento aconteceu em área demonstrativa em frente à matriz da empresa (Foto: DM/Rodolfo Sgorla da Silva)

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Anderson Favero

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Rodolfo Sgorla da Silva

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O céu nublado da manhã desta quinta-feira (27) e a possibilidade de chuva não foram obstáculo para que a empresa E. Orlando Roos, de Não-Me-Toque, promovesse mais uma edição do “Manhã Tecnológica Trigo 2018”, evento que tem o objetivo de repassar informações sobre a cultura do trigo aos produtores de toda a região, bem como apresentar as últimas pesquisas que vem sendo conduzidas para o segmento. A atividade aconteceu em frente à matriz da empresa em uma área demonstrativa, próximo à ERS 142.

Especializada no comércio do cereal, a E. Orlando Roos vem investindo forte nos últimos anos na segregação do trigo, método que consiste na separação dos diferentes tipos do produto a fim de oferecer vantagens ao produtor no momento da comercializção. O objetivo, conforme explica Eduardo Souilljee, gerente de insumos da empresa, é fazer com que a cultura ganhe cada vez mais espaço nas lavouras do norte gaúcho, representando uma boa alternativa de lucro ao produtor.

– Temos focado nosso trabalho fortemente na questão da segregação do trigo, com a escolha de boas cultivares e o incentivo de um manejo diferenciado, pois acreditamos que só assim podemos agregar valor e buscar um bom mercado para o produto, sempre com os olhos voltados para o cliente final, que é, por exemplo, aquela dona de casa que, de fato, faz o uso do trigo em seu dia a dia – afirma.

De acordo com Souilljee, a segregação tem sido a melhor maneira de valorizar o trigo cultivado na região, já que o produto vem perdendo a competitividade nos últimos anos. Além disso, as questões climáticas também interferem na produtividade, o que faz com que outros estados do país obtenham maiores lucros com o cereal:

– A solução para esses entraves é o investimento em inovação, pois é através da pesquisa que encontramos soluções para todas essas questões. E isso ocorre através do melhoramento genético. Além disso, sempre reforço aos produtores a importância de plantar o trigo na época correta para evitar ao máximo o risco de uma geada ou granizo, outro problema que ocorre em nossa região. A partir desses investimentos, hoje podemos falar de trigo com produtividade acima de 60 sacas com uma certa facilidade, e eu acredito que com o tempo voltaremos a vê-lo crescer porque há um interesse grande por parte das empresas cerealistas na região. É aumentando o volume de produção que o mercado olhará de maneira diferente para o Rio Grande do Sul – avalia o gerente de insumos.

Nesse contexto, na visão de Souilljee, de maneira geral, as lavouras que produzem o cereal na região estão indo muito bem nesta safra. “Estamos com um bom trigo para colher, exceto raros casos em que houve granizo e geada. Fora isso, contamos com excelente potencial e o produtor terá um bom resultado na venda”, acredita.

Lançamentos e novidades

Fundada em 1963, a E. Orlando Roos tem se tornado uma das maiores referências para o agricultor da região nessas mais de cinco décadas de atuação. Com onze unidades e mais um centro administrativo, a Roos produz e comercializa sementes de trigo e soja, atendendo o produtor em todas as fases do cultivo, desde o planejamento do plantio até a colheita.

Nesse sentido, frequentemente, a empresa busca novidades que possam ser incorporadas às lavouras da região e representar maior lucro ao produtor. No evento de ontem, o gestor de sementes da Roos, Arlei Krüger, falou dessas novidades:

– Atualmente, estamos com cinco opções em nosso projeto segregado de trigo e neste ano agregamos mais três lançamentos, o Trigo Sonic, o Trigo Audaz e o Trigo Energia da empresa Biotrigo Genética, sendo este último desenvolvimento especialmente para a silagem. São variedades que se adaptam bem à nossa região e atendem de maneira integral às necessidades das propriedade de todos os agricultores, com excelente adaptação ao solo e ao clima. O Sonic, por exemplo, é mais precoce se comparado aos demais com crescimento mais rápido. O produto tem sido bem aceito – explica.

Rentabilidade

Durante o evento, Krüger comentou orientações sobre os ciclos de desenvolvimento do trigo e as melhores práticas de cultivo. Segundo ele, a cultura do trigo é a melhor opção para o planalto médio no inverno e é por isso que a empresa se preocupa em orientar os produtores sobre como obter resultados rentáveis.

– Comparando com o que há no mercado, o produtor que opta pelo trigo segregado está conseguindo bons preços e liquidez. Prova disso é o grupo de produtores que estamos acompanhando. Todos estão com excelentes produções e terão um bom faturamento na hora da venda – reforça o gestor de sementes da  E. Orlando Roos.

Retomada da produção

Mesmo com os problemas climáticos e de preço que envolvem o plantio do trigo, o estado mantém neste ano a mesma área plantada que em 2017. O dado demonstra que o cereal vem se mantendo como opção viável aos produtores.

– Houve épocas em que as áreas destinadas ao cultivo do trigo estavam diminuindo no Rio Grande do Sul. Isso fez com que a cultura caísse em descrédito, entretanto, este cenário está mudando e o produtor precisa entender que o trigo de boa qualidade sempre será bem aceito nos moinhos. Nesse contexto, o trigo segregado pode proporcionar remuneração até acima da média. E quando ofertamos essa opção, estamos acreditando no aumento do volume das lavouras e, sobretudo, no potencial dos produtores da nossa região – finaliza Olmar Lanius, gestor de grãos da E. Orlando Roos e Cia.

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