Petrobras aumenta preço do Gás de cozinha

Aumento de 8,5% é o segundo consecutivo desde que a estatal decretou plano de reajustes trimestrais

Compartilhe

colaborou VICTOR FERREIRA

A Petrobras informou no início da semana o reajuste nos preços do Gás Liquefeito de Petróleo, de uso residencial. O GLP-P13, ou gás de cozinha, tem valor desde terça-feira (6). O preço médio nacional de venda, nas refinarias, será equivalente a R$ 25,07 o botijão de 13 quilos. Com isso, segundo a estatal, acumula alta de R$ 0,69, ou 2,8% desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais.

A Petrobras reduziu o valor duas vezes este ano, em janeiro e abril, e elevou apenas em julho. O novo preço representa um ajuste de +8,5%, ou R$ 1,97 em relação aos R$ 23,10 vigentes desde julho. “Na prática, será entre R$ 2,00 e R$ 3,00 o aumento que vai chegar para o consumidor”, informa Alexsander de Farias, responsável administrativo de uma distribuidora de gás de Passo Fundo. Ele conta também que o reajuste provavelmente será repassado a partir de quinta-feira (8).

Para Farias, cada vendedor tem de adotar a sua maneira de repassar os reajustes: “A gente não vende para o consumidor, e mesmo assim afeta um pouco, o nosso revendedor reclama do valor. Mas não chega a cair muito a venda porque é necessidade ter o gás de cozinha, e o pessoal acaba sendo obrigado a comprar. Em Passo Fundo as vezes fica meio complicado, por exemplo, nós que temos uma a revenda que tem uma estocagem maior, que deve estar comprando o máximo que ele puder armazenar e acaba levando uns 3 dias com o preço antigo, aqueles que têm menos estoque normalmente seguram um pouco e acabam repassando o preço, outros acabam repassando só metade do preço. Tem representante que trabalha no cartão de crédito e coloca R$3,00 por que aumenta a porcentagem do cartão, depende muito de cada vendedor”, afirma.

Reajuste trimestral

Segundo a Agência Petrobras, o objetivo da metodologia é suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos. O mecanismo concilia, de um lado, a necessidade de praticar preços para o GLP referenciados no mercado internacional e, de outro, a Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética que “reconhece como de interesse para a política energética nacional a comercialização, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades”.

A realidade dos vendedores, como Ivone Isabel Pierezan, gerente de uma revendedora de Passo Fundo, é o impacto nas vendas. “Diminui bastante as vendas, ainda mais nessa época de crise financeira, ai o pessoal só compra quando necessário”, lamenta. Segundo Pierezan, ainda existe dificuldade para conseguir vender e lucrar. “ Ainda precisamos analisar como vai ficar o mercado, do último aumento a gente não conseguiu repassar nada. Mas ele é pra aumentar em torno de uns R$5,00. Provavelmente a partir de amanhã esse reajuste já comece a afetar, mas vai depender muito do mercado”, alega.

Farias lembra que Passo Fundo conta com uma grande concorrência, que mantém o preço abaixo do encontrado em outras localidades. “Depende muito da região, Erechim já foi considerado a região com o valor mais caro, chegou a R$90,00. Passo Fundo o pessoal gasta bastante, hoje em dia está na casa dos R$ 65,00”, indica.

Leia grátis o jornal digital

Comentários
Diário da Manhã

Diário da Manhã - Todos os direitos reservados. All rights reserved ®