Principal preocupação de Heinze é eleger Bolsonaro

Progressita contrariou as pesquisas e elegeu-se senador com o maior número de votos

Foto: Divulgação 

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Eleito com mais de 2,3 milhões de votos, a partir de janeiro de 2019 o deputado federal Luis Carlos Heinze representará os gaúchos no Senado. A eleição de Heinze contrariou o que indicavam os institutos de pesquisa e ele acabou sendo o senador que capitaneou o maior número de votos, correspondente a 21,94% do total para as vagas.

Em entrevista ao Diário, Heinze falou a respeito de temas sobre os  quais pretende atuar em  sua  nova Casa política e destacou que, por ora, sua maior preocupação é com a campanha de Jair Bolsonaro.

Diário: Como deputado o senhor é reconhecido pelo trabalho pelo agronegócio. Agora no Senado, qual será seu foco?

Heinze: Primeiro quero agradecer os votos que fiz em Carazinho, Passo Fundo e toda a região, ao pessoal que nos apoiou sou muito grato. Prometo muito empenho nesta nova função para a qual fiz uma expressiva votação. O Senado é outra casa, é outro tipo de empenho e trata de vários assuntos. Já tocamos a questão da agricultura, mas agora há outros temas também de interesse maior, são inúmeros  desafios e precisamos  ajudar o Rio Grande do Sul e o próximo  governador na questão da dívida. O Estado está em uma difícil situação e precisa se desenvolver. A questão da dívida e os entraves serão um empenho importante.

Diário:  Sua votação contrariou o que as  pesquisas indicavam.  O resultado foi uma surpresa ou a sua equipe tinha números diferentes?

Heinze:  Nós fizemos um trabalho que contrariou as  pesquisas.  Um instituto foi contratado para fazer pesquisas para o Governo do Estado e Senado e assim como errou comigo erraram em outros estados também. Não dá para ouvir 1.200 pessoas e achar que se tem uma radiografia do Rio Grande do Sul. Tínhamos avaliações internas que diziam o contrário. Felizmente, o trabalho que continuamos fazendo com as bases, o setor primário, o pessoal do partido e dos outros partidos que nos  ajudaram, as igrejas, a classe produtora e também a proposta diferente fizeram com que o povo  acreditasse  nesta novo projeto para o Brasil que o Bolsonaro representa.

Diário: Ainda no início da campanha o senhor declarou apoio a Bolsonaro. Com sua eleição o nome Heinze se fortalece dentro do Partido Progressista. E agora no segundo turno, se consolida o apoio do PP/RS a Bolsonaro? 

Heinze:  Eu já tinha esta posição e a grande maioria dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e presidentes do nosso partido já estavam apoiando. Os deputados se manifestaram e o partido já se manifestou formalmente na segunda- feira 08), então o PP no Rio Grande do Sul já está fechado com Bolsonaro. Eu ainda na segunda-feira fui ao Rio de Janeiro, conversei com Bolsonaro para dizer o que eu vou fazer para organizar a campanha dele no Estado. Vou fazer a nossa parte para que ele seja efetivamente o nosso presidente, vou  arregaçar as mangas. É  importante agora apartidariamente mobilizarmos todos aquelas pessoas que pensam no Brasil novo,  diferente, com crescimento. Quando estivemos em Carazinho, Passo Fundo, Não-Me-Toque, Ijuí e em várias outras cidades onde participamos junto com o General  Mourão das  carreatas notamos que  as pessoas têm a esperança estampada no rosto, dos trabalhadores e dos empresários. Esta esperança tem que nos mover.

Diário: Qual será a tônica da campanha no segundo turno?

Heinze: Campanha e mais campanha para arrumar votos  para consolidar o segundo turno. É muito empenho. A frente parlamentar da agricultura já abriu solidariedade  ao Bolsonaro, as entidade assim têm feito, os partidos têm feito suas manifestações e estarei envolvido nesta questão.

Diário: Considerando a hipótese de  Bolsonaro ser eleito, dada a sua experiência no Agro e a relação que mantém com o presidenciável, se o convite surgir, há a possibilidade do senhor assumir o  Ministério da Agricultura ?

Heinze: Não estou preocupado com isso agora. A minha preocupação agora é eleger Bolsonaro presidente. Depois se eu puder colaborar, eu colaboro.  O importante agora é se empenhar para eleger Bolsonaro presidente.

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