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Vice-prefeito de Carazinho vai a Brasília para audiência dos pedágios

Autor: Redação Diário da Manhã
Vice-prefeito de Carazinho vai a Brasília para audiência dos pedágios
Foto/Divulgação

Fernando Sant'Anna levará carta assinada por diversas lideranças, reivindicando um modelo diferente ao apresentado na audiência pública realizada em Porto Alegre

Na última quinta-feira (16), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu uma audiência pública em Porto Alegre, para receber sugestões ao Programa de Exploração da Rodovia e Estudos de Viabilidade para a concessão de vários trechos no RS. A comitiva carazinhense contou com a presença do vice-prefeito, Fernando Sant’Anna de Moraes; o presidente da Câmara de Vereadores, Estevão De Loreno e a diretora de Planejamento da Associação Comercial e Industrial de Carazinho (ACIC), Mari Zanella Taietti.

Na oportunidade, a ANTT divulgou a estimativa de valores que serão cobrados nos pedágios existentes em rodovias federais gaúchas, a partir do novo plano de concessão, que prevê a exploração por 30 anos dos trechos. Como contrapartida, as empresas deverão desenvolver recuperação, conservação, manutenção, implantação de melhorias e ampliação de capacidade nos trechos. As mudanças envolvem as rodovias BR 101, BR 290 (Freeway), BR 386 e BR 448. O plano prevê investimentos de R$ 7,90 bilhões e R$ 5,31 bilhões em custos operacionais (os valores deverão variar, pois são referentes a 2015). A estimativa das tarifas para o pedágio é a tarifa teto da licitação, estipulado em R$ 11,32.

Sobre a audiência, a diretora de Planejamento da ACIC disse que é necessário continuar as discussões. “O encontro contou com 240 participantes no auditório e aproximadamente 100 assistiram no telão externo. Muitos municípios enviaram caravanas. Precisamos nos reunir com as demais entidades e o Executivo para definirmos uma linha para a audiência em Brasília, caso ela ocorra mesmo, pois o plano apresentado durante o encontro nos preocupou especialmente na questão dos valores elevados do pedágio e da manutenção das estradas, que deve iniciar após 11 ou 12 anos do início da concessão”, aponta Mari.  Ela também relatou que o plano recebeu críticas de diversos segmentos da sociedade civil organizada, que assim como a comitiva carazinhense, a maioria quer e demonstrou durante este encontro, que haja pedágios, porém, com valores menores e a manutenção imediata das estradas. “Nas audiências públicas, moradores das cidades diretamente afetadas podem contribuir e sugerir mudanças nas regras de concessão. As mudanças, conforme a ANTT, serão levadas em conta para a nova licitação”, esclarece.

Municípios querem maior discussão do assunto

A audiência pública em Brasília acontecerá na sede da ANTT, nesta quinta-feira (23), das 14h às 18h. Na oportunidade Carazinho está representado pelo vice-prefeito Fernando Sant'Anna de Moraes. “Somos favoráveis ao pedagiamento, mas a proposta que eles colocaram em Porto Alegre é inviável para qualquer município. Parecia cartas marcadas, citaram uma empresa francesa que seria modelo, até um diretor francês estava presente. A duplicação seria feita na BR-386 a partir do 12o ou 14o ano da concessão. Depois disso, calculamos que seriam necessários mais 7 a 10 anos para terminar as obras, tudo isso em um período de concessão de 30 anos, para os 219 km a serem duplicados”, critica. O vice-prefeito ao se manifestar solicitou que a duplicação não se estenda somente até o Trevo da Bandeira, mas que prossiga mais três quilômetros, passando pelo Distrito Industrial Carlos Augusto Fritz, até o Trevo Leonel Brizola (Trevo do Baixinho), no acesso Norte a Carazinho. Sant'Anna enfatiza que alguns gastos com novas ambulâncias e guinchos poderiam ser reduzidos, se aproveitada a estrutura dos municípios. Essa terceirização poderia contribuir também para um valor mais baixo no pedágio, cujo teto máximo é considerado elevado pela maioria dos municípios. “Vamos a Brasília com esse documento, solicitando que não se leve adiante o processo de licitação, antes de ter mais discussão, com audiências públicas nos municípios. Vai ter em Soledade e também queremos agendar uma para Carazinho, pois não queremos permitir esse modelo”, enfatiza Sant'Anna, ressaltando que o Município também pedirá o apoio de todos os deputados da bancada gaúcha na Câmara Federal. “Queremos de uma definição quanto ao valor mais baixo do teto máximo do pedágio e não esperar até 14 anos para o início das obras, pois precisamos com urgência dessa duplicação”, argumenta o vice-prefeito.

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