Diário da Manhã

Economia

Professor aponta economia fraca este ano

Autor: Caetano Bortolini Barreto

Julcemar Zilli aposta que uma estabilidade virá nos próximos anos antes de alguma melhora no quadro

A economia brasileira tem sido assunto constante em jornais e discursos políticos nos últimos anos, já que estamos ainda vivendo uma recessão que vem afetando a vida de muita gente. O PIB – Produto Interno Bruto, que é o fator que soma o valor de tudo que é produzido no país, segue em queda constante, sendo que a redução em 2016, se comparada a 2015, foi de 3,6%. Mas para o professor e economista Julcemar Zilli, pode existir um sinal animador nesse número. Zilli salientou que esse percentual e alguns outros fatores econômicos vem tendo uma redução mais amena nos últimos anos, e isso pode ser sinal de uma futura estabilidade econômica. “Hoje, mesmo com esse cenário negativo, a gente já vê algumas indicações positivas, que são incipientes, pequenas e leves, mas ao menos indicam que a economia está deixando de diminuir”, afirmou em entrevista à rádio Diário.

Porém Zilli foi afirmativo em dizer que esta é uma das maiores recessões do país, principalmente porque vem se arrastando desde 2014, fechando dois anos sem resolução. “Isso nos coloca na segunda maior recessão do país, perdendo apenas para os reflexos da grande recessão de 1929-1930, que levou vários países a arcarem com problemas sérios”, enfatizou. Mas lembrou que a inflação, por exemplo, tem diminuído de ritmo. Em 2015, a inflação esteve na casa de 10,4%, já a de 2016 esteve em 6,8% ao ano. “Isso significa que os preços pararam de aumentar, ou ao menos pararam de aumentar tanto”, comenta o professor Zilli. E os preços menores abrem espaço para o governo trabalhar com algumas políticas que podem acelerar o cenário econômico, como uma possível queda na taxa de juros.

Quanto à situação do Rio Grande do Sul, Julcemar explica que duas realidades que têm norteado o desenvolvimento estadual. Uma delas, o agronegócio, vai muito bem, e tem conseguido manter o Estado de forma significativa, e hoje eventos como a Expodireto tem sido uma demonstração de que o volume de negócios realizados no setor ainda é grande. “Os empresários do meio rural estão investindo pesadamente, e isso gera riqueza para o Estado. Mesmo a maioria dos os setores em crise, o agronegócio consegue manter bons indicadores”, complementa. Já a ponta fraca do Estado tem sido a gestão pública, especialmente o plano de gastos do governo Sartori, que parcela os salários dos servidores em uma tentativa de cortar despesas e manter os cofres no positivo. “Isso gera uma insegurança na saúde, na educação e na segurança pública, e seus servidores estão muito descontentes, repassando para a população, o que acaba elevando o custo de vida no Estado”.

Julcemar Zilli encerra afirmando que essa conta que está sendo paga data de 2015, mas tudo caminha para uma estabilidade. “Vamos parar de diminuir, vamos estabilizar, e então a partir do novo período eleitoral de 2018, dependendo de quem assumir e quais seu planos para a economia, então é que teremos alterações de importância”, concluiu.

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