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Trabalhadores paralisam contra a reforma da previdência

Autor: Redação Diário da Manhã
Trabalhadores paralisam contra a reforma da previdência
Foto: Paula Taísa Steffenon/DM

Movimentos sociais e sindicatos se mobilizaram durante todo dia, e empresas de ônibus paralisaram durante o dia

A quarta-feira (15) foi marcada por vários atos contra as medidas do governo federal em todo o território nacional, em especial a reforma da previdência. Em Passo Fundo, desde as primeiras horas da manhã, integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais se mobilizaram nos portões das empresas responsáveis pelo transporte coletivo. Os ônibus da Coleurb e Codepas não saíram das garagens.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos de Passo Fundo (Sindiurb), Miguel dos Santos Silva, afirmou que em assembleia realizada nessa manhã, mais da metade da categoria decidiu aderir à mobilização nacional, e o transporte público não circulou durante todo o horário comercial, só voltando à normalidade no final da tarde. Miguel afirmou que “foi uma situação anormal, não veio ordem do sindicato, foi uma manifestação espontânea dos trabalhadores, uma mobilização nacional por tudo que está acontecendo no país”.

O movimento também teve a adesão dos bancários. De acordo com o diretor do Sindicato dos bancários, Nelson Fazenda, algumas agências bancárias públicas paralisaram o atendimento pela manhã. Os bancos privados funcionaram normalmente. Fazenda citou que haviam vários motivos para as manifestações, inclusive as privatizações propostas pelo governo estadual. “Uma parte da categoria está mobilizada nessa luta, que é uma luta de todos os brasileiros”, enfatizou.

O Conselho Municipal dos Professores (CMP) está entre as entidades que se manifestaram pela paralisação. Após a convocação do sindicato, cerca de 90% das escolas decidiram paralisar e compor as atividades organizadas na cidade durante o dia. A dirigente do CMP Sindicato, Regina Costa dos Santos, explica que a necessidade da categoria se somar à paralisação nacional se deve ao fato de serem diretamente atingidos pela reforma previdenciária sugerida pelo governo de Michel Temer.

Além disso, ao longo do dia ocorreram vários atos na Praça do Teixeirinha, no centro da cidade. Durante a manhã ocorreu um ato público, seguido por uma caminhada pela Avenida Brasil até o Banco do Brasil, posteriormente se dirigindo ao Banrisul e retornando à Praça do Teixeirinha. À tarde, o CPERS se uniu aos professores da rede estadual e realizou uma aula pública, em que houveram manifestações a outras reformas do governo federal, como a reforma trabalhista, a terceirização do trabalho e, principalmente, o novo ensino médio, que as lideranças do sindicato dos professores afirmaram que foi “imposta sem nenhum debate com a categoria”. Também durante a tarde vários sindicatos de servidores públicos se uniram ao protesto, como funcionários da justiça e da segurança pública, e trechos da Avenida Brasil tiveram o trânsito interrompido. O fluxo só voltou à normalidade após às 18h, mesmo horário em que o transporte público voltou a funcionar.

Reforma da previdência

Várias propostas do governo federal foram consideradas prejudiciais ao cidadão por vários sindicatos e organizações, porém a que reúne mais desafetos é a reforma da previdência. Dentre os principais pontos da reforma proposto pelo governo, estão a idade mínima de 65 para requerer aposentadoria integral, tanto para homens quanto para mulheres, e o aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos, afetando todos os trabalhadores ativos. O governo, porém,  propôs uma regra de transição para que não haja prejuízo para quem está perto de se aposentar.

Campanha duvidosa

Na tarde dessa quarta-feira (15), uma liminar da 1ª Vara Federal da Justiça de Porto Alegre anunciou uma liminar que suspende os anúncios da medida em toda e qualquer mídia. A ação civil responde a um pedido de vários sindicatos que alegam que o governo utiliza de propaganda enganosa, além de não repercutir mensagem que se enquadre como divulgação do governo. A juíza Marciane Bonzanini entendeu que a campanha não possui caráter educativo, informativo ou de orientação social, e restringe-se apenas a divulgar as visões dos membros de um partido político. A Advocacia-Geral da União vai recorrer da decisão. 

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