Diário da Manhã

Política

Sindicatos mandam recado a Brasília

Autor: Rodolfo Sgorla da Silva
Sindicatos mandam recado a Brasília
Fotos DM/Rodolfo Sgorla da Silva

Entidades são contrárias à Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer

A Praça Albino Hillbrand e parte da Avenida Flores da Cunha estiveram lotadas de manifestantes na manhã desta quarta-feira (15). Entidades, em sua maioria sindicatos, protestaram contra a Reforma na Previdência.

A proposta do governo de Michel Temer tem desagradado às instituições que representam os trabalhadores. “Querem deixar o trabalhador sem aposentadoria e dar-lhe apenas um atestado de óbito por ter de trabalhar até o fim da vida. As Reformas Trabalhista e Previdenciária vão deformar o direito e a vida do trabalhador, e isso nós não queremos”, ressalta Ivomar de Andrade, o Tomate, presidente do Sindicato dos Comerciários de Carazinho e Região e um dos líderes da manifestação desta quarta-feira.

Também participaram da mobilização realizada em Carazinho o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Cpers, Sindicato dos Bancários, Sindicato da Construção e Mobiliário (STICM), subseção de Carazinho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sindicato dos Metalúrgicos, Sindimáquinas, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e representantes da Polícia Civil.

Políticos
Políticos dos municípios de Não-Me-Toque, Saldanha Marinho e Coqueiros do Sul também estavam na manifestação. “O trabalhador não poder ser penalizado por questões da Previdência. O Legislativo de Não-Me-Toque é contra essa reforma”, revela Marina Fatima Trennepohl Crestani, a Neca, vereadora em Não-Me-Toque.

Foi neste momento da manifestação que Tomate cobrou a presença do prefeito de Carazinho, Milton Schmitz, no protesto, o que não aconteceu. Ivomar de Andrade também exigiu no microfone que vereadores da cidade estivessem no ato.

Alguns foram até a Praça, sendo que o presidente do Legislativo carazinhense, Estevão De Loreno, falou para o público, afirmando ser parceiro para ir a Brasília protestar contra a Reforma da Previdência.

Lideranças
O presidente da Federação dos Trabalhadores do Comércio no estado, Rogério Reis, também participou do ato. “Precisamos fazer uma mobilização grande e não deixar passar essa proposta. Além disso, temos de valorizar a dupla jornada realizada pela mulher em seu local de trabalho e em casa”, frisa.

Taylor Agostini, presidente da OAB subseção Carazinho, pontua que “a exigência da idade mínima de 65 anos para se aposentar é um retrocesso. Vivemos uma crise ética e política sem precedentes e essa reforma foi apresentada sem ser discutida com a sociedade. Eu faço uma pergunta, por que o governo federal não cobra os devedores da Previdência?”, alega.

Motivos da discordância
Além da idade mínima de 65 anos para se aposentar, para homens e mulheres, os manifestantes são contra outros pontos da reforma, como o tempo mínimo de 49 anos de contribuição para obter a aposentadoria integral e a precarização da aposentadoria do trabalhador rural.

Os manifestantes também apontam que é uma mentira a afirmação do governo federal de que a Previdência está quebrada. De acordo com eles, em 2015, ela teve um lucro de R$ 11,2 bilhões. Após as lideranças falarem para o público na Praça, a manifestação teve continuidade com uma caminhada para um local simbólico quando o assunto é Previdência, a sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Avenida Pátria.

 

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