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Aumenta o “Não” contra o modelo de pedágios

Autor: Redação Diário da Manhã
Aumenta o “Não” contra o modelo de pedágios
Foto: Marcelo Marcos Kieling/ DM

Lideranças de diversos municípios da região participaram de audiência pública da ANTT em Lajeado e amanhã estarão em Soledade reivindicando mudanças na minuta

Nem o mau tempo registrado hoje (16) foi suficiente para impedir que um grande público lotasse o auditório da Univates, em Lajeado, para participar da terceira audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o novo modelo de pedágio que deverá ser adotado. Estiveram presentes representantes políticos, entidades e da sociedade civil organizada de 34 municípios, que são contrários ao modelo de concessão das rodovias que está sendo proposto, especialmente a BR-386, no trecho que liga Carazinho a Porto Alegre. Nesta sexta-feira, acontece a quarta audiência pública sobre o tema, desta vez no município de Soledade.

O prefeito de Carazinho, Milton Schmitz destaca que os reclames dos meios político e empresarial da região estão surtindo efeito. “É importante essa mobilização, temos que nos levantar. No último contrato feito há 20 anos, Carazinho ficou sitiado por pedágios, alheio ao desenvolvimento regional, estadual e nacional. Estamos protestando porque não queremos este modelo. Até podemos ser parceiros em alguma modelagem, mas muito mais clara no tocante a investimentos. Esse modelo somos veemente contra e com quem estou conversando, a posição é unânime, inclusive de entidades”, enfatiza “Estamos aqui com muita força para dizer não a esse modelo que está sendo proposto pelo governo federal. Daqui a pouco a arrecadação da BR-386 pode estar migrando para outras regiões e não será investida onde estará sendo cobrado pedágio. A sociedade está carente de infraestrutura, mas não podemos admitir a construção de uma infraestrutura que vai começar daqui a 12, 15 anos”, critica.

“Esse modelo de concessão que eles querem implantar é um problema, demonstra ser inviável. Hoje teremos a quarta audiência pública em Soledade e estamos tentando uma em Carazinho. Da maneira como está sendo colocado, nenhum município abrangido pela BR-386 quer esse modelo de concessão de pedágios”, completa o vice-prefeito de Carazinho, Fernando Sant'Anna de Moraes. “Nós gostaríamos que a União assumisse as melhorias nas rodovias. Os valores devem ser recalculados. O diálogo é essencial e, qualquer projeto. Felizmente algumas posições já estão sendo revistas, e esse é um bom sinal. Se tivermos que admitir os pedágios, que seja revisto o número de praças e os valores a serem cobrados”, sugere.

Modelo proposto não traz benefício para as comunidades

O prefeito de Coqueiros do Sul, Valoir Chapuis também é contrário ao modelo sugerido pela ANTT. “Ele é inviável para as empresas que usam a BR-386. Minha opinião de início é contra. Temos impostos arrecadados especificamente para manutenção de estradas, mas devido a situação financeira do Estado e da União, esses valores acabam não sendo investido nas rodovias. Esse modelo não traz benefício nenhum para as comunidades. Fazer a duplicação em curto prazo seria um beneficio. Aí, concordaríamos pagar, mas não nesse valores. Queremos um modelo justo!”, ressalta.

O ex-prefeito de Victgor Graeff, Flávio Lammel também lembrou que a região esteve sitiada por pedágios durante muitos anos e não compactua com o modelo que está sendo proposto. “O processo de discussão nas audiências públicas é importante para fazermos algumas proposições, também em relação aquilo que achamos correto em relação aos pedágios. Essa proposta de fazer a duplicação a partir do 12° ano é um absurdo. Se não puderem fazer a duplicação antes de cobrar o pedágio, a nossa proposta é de que, então, se defina um prazo de conclusão de dois ou três anos para a duplicação estar pronta”, argumenta Lammel, acrescentando que a duplicação da BR-386 não vá somente até Tio Hugo, mas que ela se estenda até Carazinho. “É importante que mais lideranças se mobilizem, já nesta sexta-feira em Soledade. Não podemos admitir que se cobre pedágio antes da duplicação e que ela vá só até Tio Hugo. Vou fazer veementemente essa defesa, Nós da classe política temos que nos unir. Não sou contra pedágio, ele tem sua função, mas não dessa forma. A BR-386 é uma rodovia importante para nós, queremos que esteja em boas condições e possa atender bem a toda região”, conclui Lammel.

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