Diário da Manhã

Meio Ambiente

Infestação do mosquito da dengue preocupa em Carazinho

Autor: Rodolfo Sgorla da Silva
Infestação do mosquito da dengue preocupa em Carazinho
Foto: Rodolfo Sgorla da Silva/DM

Agentes de combate ao Aedes aegypti realizaram um levantamento nesta semana

Na segunda, terça e quarta-feira desta semana, agentes de saúde e de endemias realizaram em Carazinho mais uma etapa do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).

Neste trabalho, imóveis são visitados pelos agentes, que analisam a existência de locais com água parada e coletam amostras para fazer o levantamento. Todas as regiões da cidade foram analisadas. “Os agentes trabalharam com muita dedicação e conseguimos ainda na quarta-feira fechar o levantamento. Foram visitados 1.286 imóveis de todos os bairros de Carazinho”, explica Maria Emília Diehl, supervisora dos trabalhos de campo no combate à dengue.

O resultado oficial do índice de infestação sairá após a análise de tudo que foi coletado, o que leva alguns dias. O último LIRAa realizado na cidade apontou índice de 0,5, o que é considerado nível baixo.

Porém, a situação mudou. “Mesmo sem o resultado oficial, vislumbramos um quadro bem preocupante na cidade, de alta infestação do mosquito. Acredito que os números vão nos apontar um nível médio de infestação”, revela Maria Emília.

O último levantamento feito aconteceu num período de clima seco e temperaturas baixas, o que assegurou a situação confortável em termos de infestação. “Agora, temos o contrário, muita chuva e calor, condições propícias para acelerar o ciclo do mosquito. Infelizmente a população não está colaborando e temos muito acúmulo de água parada, o que ocasiona a formação de focos”, complementa.

Risco

Carazinho não tem casos de dengue neste ano, nem de Zika vírus e febre Chikungunya, doenças que também são transmitidas pelo Aedes aegypti. Quatro casos suspeitos de dengue foram notificados, porém, acabaram não se confirmando.

Mesmo assim, “a situação é preocupante porque se vier uma pessoa doente para cá, com o alto índice de infestação de mosquito que temos na cidade, é fácil de haver uma proliferação da dengue para o restante da população”, explica Maria Emília.

Após o LIRAa, os trabalhos rotineiros de combate ao mosquito terão continuidade em Carazinho e vão acontecer no bairro Operário.

Dengue no RS

De acordo com o último informativo divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), o Rio Grande do Sul tem 630 casos suspeitos de dengue. Até agora, são seis casos confirmados, todos importados. Foram descartados 469 casos suspeitos e 152 situações aguardam confirmação laboratorial. Na região, foram notificados 31 casos suspeitos, mas nenhum deles acabou se confirmando.

Neste ano, a SES teve notificações de 129 casos suspeitos de febre Chikungunya, com a confirmação de um deles em Porto Alegre. A capital gaúcha também registra o único caso de Zika vírus no estado de um total de 52 notificações.

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