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Sindicato Rural de Carazinho quer dar continuidade ao projeto das águas termais

Autor: Sérgio Augusto Cornélio
Sindicato Rural de Carazinho quer dar continuidade ao projeto das águas termais
Foto: Alessandro Tavares/DM

Entidade está disponibilizando área às margens da BR-285, junto à estrutura já existente do Parque Vali Albrecht, com aproveitamento do manancial do Aquífero Guarani

A direção do Sindicato Rural de Carazinho (SR), aguarda somente a conclusão de algumas licenças, para novamente reunir-se com a administração municipal e a Câmara de Vereadores, para tentar firmar uma parceria que viabilize o projeto de implantação das águas termais no Parque de Exposições Vali Albrecht, localizado às margens da BR 285, entre Carazinho e Sarandi, com aproveitamento do manancial do Aquífero Guarani. O presidente da entidade, Leomar Tombini, lembra que ainda no final da administração anterior, foram incluídos R$ 300 mil no orçamento do Município para fazer a perfuração e trazer a água para superfície. “Encerrada a parte das licenças,  vamos fazer um novo contato com eles, para tentar retomar essa ideia”, revela o sindicalista, ressaltando que possivelmente é necessário um montante maior, que pode ser obtido também com apoio da iniciativa privada. “Tudo pode ser negociado. Eu vejo como um bom investimento para o futuro. As pessoas normalmente querem resultados imediatos. Eu sei que antigamente a Prefeitura gastava mais de R$ 300 mil em uma Seara da Canção e o que isso deixou para Carazinho? E nunca ninguém reclamou, todo mundo achou bom. Agora, queremos fazer um investimento que daqui a cinco anos vai estar razoável, em 10 anos vai estar ótimo e daqui a 20 anos vai estar excelente. Ninguém questiona isso?”, compara Tombini.

O presidente do SR de Carazinho argumenta que a implantação do projeto das águas termais vai agregar economicamente, contribuindo para o desenvolvimento de Carazinho. “É um projeto viável. O Estado está cheio de poços sendo perfurados para a exploração de águas termais. Há comentários que em um futuro próximo estarão inviabilizando essa possibilidade de retirar águas do Aquífero Guarani. Então, entendemos pela necessidade de agilizar um pouco essa tramitação”, justifica. A diretoria da entidade entende que já existe um Parque dotado de pavilhões, com asfalto, água, energia elétrica e toda infraestrutura necessária que poderia agregar as águas temais, facilitando a exploração do turismo, que traria benefícios para a economia de Carazinho, em todas as áreas. Além disso, o Parque está situado às margens da BR-285, rodovia federal de grande movimento, por onde circulam milhares de pessoas, diariamente. “Tendo águas termais, estaremos trazendo turistas para a cidade, que poderão utilizar os hotéis, restaurantes, o comércio e prestação de serviços, de uma forma geral. São valores que o turista vai deixar na cidade, que podem ser maiores que os gerados pela indústria”, observa.

Sindicato rural disponibiliza a área para o investimento

Tombini cita como exemplo de investimento bem sucedido, o Município de Machadinho. “A cidade tem quatro mil habitantes e passam 80 mil turistas por ano, para desfrutar da estrutura das águas termais. Aí, é só fazer um cálculo de quanto cada turista deixa em hotel, restaurantes, postos de combustíveis, e no comércio em geral, para ver o volume de dinheiro que circula em uma cidade com esse tipo de negócio”, ressalta. O sindicalista destaca que há municípios menores que Carazinho que estão investindo em águas termais. “Toda cidade turística a educação do povo é diferente, até mesmo as faixas de segurança são respeitadas no trânsito, a área de gastronomia é espetacular, com variedade de comidas. A gente percebe que muda uma cidade, gera novos empregos e retorno para os municípios”, enumera.

O Sindicato Rural oferece ao Município de Carazinho área com o tamanho necessário para fazer o investimento, seja, 2, 3 ou 4 hectares, no Parque de Exposições, a poucos metros de distância do Rio da Várzea.  “Nós temos 20 hectares, com pavilhões, pista de tiro de laço. Vamos usar uma área que não é utilizada hoje, para agregar toda essa estrutura em um local só. Imaginem, por exemplo, fazer uma feira e já ter as águas termais junto. Qualquer evento que o Município ou outras entidades queiram fazer no Parque, pode ser utilizada a estrutura das águas termais. Mas só vamos repassar a área se o Município disser que tem interesse em perfurar o poço e desenvolver o projeto em parceria”, conclui o líder sindical.

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