Diário da Manhã

Política

Eleições e reformas na pauta política

Autor: Édson Coltz
Eleições e reformas na pauta política
Foto: Divulgação

Durante agenda em Passo Fundo, o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alceu Moreira, reuniu lideranças partidárias e comentou sobre o próximo pleito

Um ano e meio pode parecer muito tempo a alguns, mas não para os articuladores partidários que já se envolvem com o próximo pleito eleitoral, marcado para outubro de 2018. Já a partir de agora, dificilmente uma reunião entre políticos não acarretará em discussões referentes ao tema, mesmo que com uma análise mais superficial do panorama a ser levado em conta para a escolha dos nomes a serem lançados como candidatos. O PDT, por exemplo, entre outros motivos, citou a intenção de ter candidatura própria ao Governo do Estado para deixar a base de Sartori. Para representantes do próprio partido do governador, o tema também já deve ser colocado em pauta.

Em passagem por Passo Fundo, nessa terça-feira (18), o novo presidente do PMDB Gaúcho, deputado federal Alceu Moreira, participou de café da manhã com lideranças locais da sigla e, em conversa com a imprensa, comentou sobre as primeiras articulações e também sobre as reformas propostas tanto pelo governo estadual, quanto federal, ambos comandados por peemedebistas. Questionado se ainda era cedo para falar de eleições, foi taxativo: “para as candidaturas proporcionais é tarde e temos que, até o final do ano, defini-las todas, porque os deputados não se elegem só em Passo Fundo, precisam andar”, registrou.

Inicialmente, afirmou, é preciso debater e elaborar o posicionamento da sigla, o que deverá ocorrer em fóruns regionais. “O primeiro papel do partido é que temos que sair do espaço de conforto de achar que é possível construir uma luta partidária como canal de solução para a sociedade gaúcha fazendo discurso de confronto, contra alguém”. “Queremos criar um discurso de Centro, que se baseia no seguinte princípio: como se vai fazer política com o uso do capital com responsabilidade social, como se faz um projeto político de Centro em que nem o Estado regule tudo e nem o mercado regule tudo? O PMDB tem base e fundamentação ideológica para poder fazer esse processo [de debate], mas esse discurso  deve ser construído por frases, em fóruns de debate, com muita participação”, afirmou.

Entre os nomes que, em sua visão, poderiam concorrer a cargos eletivos no ano que vem, aqui daqui região, citou o atual vice-prefeito de Passo Fundo, João Pedro Nunes, além de deputados com mandato, por exemplo. “Temos figuras marcantes, como é o caso de Caio Rocha que está em Brasília, desempenha função importante no próprio Ministério [de Desenvolvimento Social e Agrário] do ministro Osmar Terra, pode ser candidato a deputado estadual ou federal. O próprio João Pedro pode ser deputado estadual ou federal, o [Gilberto] Capoani é um deputado estadual, o [Vilmar] Zanchin é outro; o prefeito de Tapejara [Vilmar Merotto]. Tem a Ana [Oliveira] em Erechim, que perdeu a eleição por doze votos, que é uma figura marcante. A região, a partir do PMDB, terá representação política muito qualificada, competitiva, e seguramente terá cadeiras na Câmara Federal e Assembleia Legislativa”, projetou  Alceu Moreira.

Reformas

Enquanto o deputado cumpria agenda em Passo Fundo, em Brasília era adiada a leitura do relatório referente a Reforma da Previdência em Comissão Especial na Câmara, que deverá propor alterações importantes na PEC apresentada pelo Executivo. Moreira prevê dificuldades para a aprovação, já que são necessários 308 votos, mas defende a necessidade de se implementar mudanças no sistema de aposentadoria.  “Para nós da base do governo, fica claro o seguinte: ou se aprova a PEC da previdência e se viabiliza definitivamente a economia competitiva num país mais moderno, ou não se aprova e acaba dando razão para o discurso do atraso, que era o que estava no governo anterior”, resumiu.

Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o projeto de reforma da Previdência trará uma diferenciação na idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. “Não há definição ainda, na medida em que o relatório será apresentado amanhã [19], mas a visão do relator é algo que se situa ao redor de 62 anos para as mulheres; 65 anos para os homens”, afirmou. A mudança deve constar do substitutivo elaborado pelo relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), ao texto original enviado pelo governo. Pela proposta original do Executivo, as mulheres teriam acesso ao benefício da aposentadoria a partir dos 65 anos, mesma idade dos homens. A equiparação gerou reação de vários setores e motivou intensa negociação entre o governo e os parlamentares.

Quanto as modificações na legislação trabalhista, Alceu Moreira compreende que será mais fácil sua aprovação, por depender de 257 votos. “Veio de um consenso mínimo. Certamente, o grande contencioso que terá nesse debate é o fim da contribuição sindical obrigatória, ao que somos favoráveis. Achamos que o sindicato deve se construir pela adesão espontânea dos associados e não por um processo compulsório que criou no país 16 mil sindicatos”, opinou. “O Brasil precisa aprender neste momento, com a crise, a buscar definitivamente a sua modernização sem perder direitos fundamentais da sociedade, mas tirando qualquer tipo de protecionismo que atrapalha a oportunidade de emprego futuro”, finalizou o deputado gaúcho.

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