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Produtores estão otimistas com a safra do pinhão

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Produtores estão otimistas com a safra do pinhão
Foto: Liliana Crivello/DM

Fruto da araucária já pode ser encontrado em alguns estabelecimentos

O pinhão, alimento que é símbolo dos dias frios do sul do Brasil, já está chegando ao público pelas prateleiras de fruteiras e feiras. Embora o ano de 2016 tenha registrado uma produção fraca, os novos indicadores dão indício de que o fruto da araucária terá uma safra melhor este ano. É o que atesta Ilvandro Barreto, engenheiro agrônomo da Emater de Passo Fundo. “A expectativa para este ano em relação à produção de pinhão é maior do que nos últimos quatro anos, em que passamos com a safra em baixa”, afirmou.

Barreto revelou que as árvores estão dando sinais de uma boa produção, e que promete melhorar. “A tendência é que para o ano que vem haja uma safra completa, porque já é possível ver a inflorescência feminina, que no caso é a pinha, que já se desenvolvendo para 2018”, garantiu Barreto, que também enfatizou que o Estado terá uma oferta satisfatória à demanda. “Neste ano, a produção gaúcha promete ser maior que no ano passado, havendo menor necessidade de comprar dos estados de Santa Catarina e Paraná”. O Rio Grande do Sul é o estado que mais consome o fruto, porém é o que menos produz. “A maior produção fica concentrada no Paraná”, explica Barreto.

A legislação vigente quanto à safra das araucárias só permite a colheita e a comercialização do pinhão após o dia 15 de abril. Barreto explana que isso ocorre pois “as primeiras debulhas, oriundas da maturação das araucárias precoces, são responsáveis por fornecer pinhões à fauna, já que araucária tem um papel ecológico muito importante, pois seu fruto alimenta diversos tipos de animais silvestres, tanto mamíferos quanto pássaros”. Diferente de outras frutas, a produção do pinhão é totalmente extrativista, pois não existe um cultivo de árvores com essa finalidade. Por essa razão, a planta precisa descansar no período da entressafra, para que possa recuperar o seu metabolismo e manter uma produção satisfatória, já que não ocorre adubação nem adequação das araucárias.

Muitas pessoas se queixaram quanto à qualidade do pinhão no ano de 2016, alegando que, além de escasso e caro, ele estava com uma má aparência. Barreto concorda, e explica que uma das razões foi o clima. Segundo ele, no período de floração da araucária, que ocorre entre agosto e setembro, se houver incidência de muita chuva e ventos, a polinização da árvore fica comprometida. “Nessas condições, o pólen não alcança os estróbilos das araucárias femininas, não ocorrendo a fecundação e, em consequência disso, não haverá formação de pinhão”, informou. O pinhão que estava disponível em 2016, por essa razão, tinha maior incidência de frutos deformados, pois os problemas na formação resultaram num fruto constituído de maneira inadequada. Barreto completa: “No ano passado tiveram muitos pinhões que não conseguiram completar seu ciclo de maturação, e um menor número de pinhões por pinha.” Outros fatores são as aves migratórias, principalmente os papagaios, que vem de outras regiões procurando por alimento, o que também influencia na produção.

Quanto ao preço, Barreto afirma que pode ser semelhante ao cobrado no ano anterior. “Imaginamos que o pinhão vai estar custando por volta de R$ 5 por quilo”, especulou. Mas podem haver diferenças, principalmente durante os meses de inverno, em que os valores tendem a aumentar. No ano de 2016, o quilo chegou a custar R$ 12. Mas Barreto acredita que o quadro pode melhorar. “Houve uma diminuição significativa das florestas de araucária, principalmente nos últimos 50 anos, mas em função da legislação, temos uma preocupação maior com a preservação dessas árvores”.

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