Diário da Manhã

Região

Lideranças repudiam possibilidade de instalação de pedágio em Carazinho

Autor: Sérgio Augusto Cornélio

Presidente do Poder Legislativo tenta mobilizar a sociedade civil organizada, para impedir instalação de uma nova praça, que seria construída na divisa de Carazinho com Victor Graeff

Por enquanto a informação ainda é extraoficial, segundo o vereador De Loreno, presidente do Poder Legislativo de Carazinho, mas não está descartada a possibilidade de ser retirada a instalação da praça de pedágio em Tio Hugo, a qual mudaria para Carazinho, na divisa com o município de Victor Graeff, dentro do novo modelo de concessão de rodovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Também deverá ter um sétimo pedágio no Rio Grande do Sul, pois o pessoal de Santa Catarina se mobilizou, retirou de lá e jogou mais um para o nosso Estado”, revela. “Então, ao invés de seis, nós vamos ter sete novas praças de pedágio e nenhuma em Santa Catarina. Agora aumenta a nossa mobilização, pois não queremos novamente um pedágio em Carazinho”, desabafa.

O parlamentar destaca que o deputado Juliano Roso tem a sua mesma posição, no sentido de deixar para os próximos governos federal e estadual que forem eleitos em 2018, discutirem qual o modelo mais adequado a ser implantado. “Por que essa pressa? A ANTT está só nos enrolando, para colocar goela abaixo um pedágio no nosso pátio, em Carazinho, o que seria pior ainda”, questiona. Além da audiência pública que será realizada no dia 12 de maio, a partir das 18h, no campus da UPF, ainda no dia 8 de maio, conforme De Loreno, deverá acontecer uma reunião na Associação Comercial e Industrial de Carazinho (ACIC), para mobilizar todas as entidades e lideranças da sociedade civil organizada, buscando também apoio político, inclusive do chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Márcio Biolchi e o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que serão convidados a participar.  “A minha posição é no sentido de que não saia esse pedágio e se necessário a gente vai ingressar com uma ação popular coletiva. Até foi sugerida a participação da Associação Gaúcha dos Municípios para trancarmos todo esse processo que, por enquanto, se mostra apenas um modelo arrecadatório, com nenhuma vantagem em contrapartida para os municípios e usuários. Criaram essa comissão para passar uma falsa imagem, mas não estão ouvindo os municípios. A situação deve ficar bem complicada. Por enquanto, a coisa é boa apenas para a empresa que vai ganhar a licitação”, critica o presidente do Legislativo de Carazinho.

Município não pode ficar isolado, por causa de pedágio

O empresário Cassiano Scheibe Vailatti, diretor comercial da Carazinho Veículos Ltda e membro da diretoria da ACIC, afirma que a entidade não é contrária ao pedagiamento “e sim, ao modelo que está sendo proposto com preços de tarifas incompatíveis, distante daquilo que a gente considera como ideal. Também somos contrários ao início das obras muito tarde. A ACIC entende que o pedágio é uma coisa importante, mas tem que ter critérios, como um custo acessível para quem vai e volta, alguns serviços também devem ser prestados e, principalmente, deve ter a contrapartida de nos entregarem as estradas em boas condições, com terceiras pistas, trechos duplicados e não, depois de três, quatro ou 12 anos de concessão, como se chegou a ventilar inicialmente. Precisamos de uma contrapartida mais rápida”, ressalta.

Em relação à possibilidade de se ter mais uma praça de pedágio próxima a Carazinho, Vailatti explica que “a ACIC também entende de que não podemos ficar isolados, ilhados, como estivemos no último modelo dos pedágios. Não pode acontecer de que para o lado que sairmos, termos que nos deparar com um pedágio para pagar. Isso prejudica a cidade, que acaba ficando isolada e as pessoas começam a fazer desvios”, alerta o empresário, enfatizando que isso prejudica o desenvolvimento do município, “pois as pessoas deixam de abastecer seus veículos em Carazinho, deixam de vir nos restaurantes daqui, deixam de consumir no nosso comércio e vão fazer esse trajeto por outro lado. Eu não vejo com bons olhos mais um pedágio na nossa área ou próximo. Deve existir uma maior distância entre as praças de pedágio e com um modelo adequado de preços e investimentos”, argumenta Vailatti. 

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