Diário da Manhã

Saúde

Doença silenciosa e letal

Autor: Redação Diário da Manhã
Doença silenciosa e letal
Foto: Divulgação

No Rio Grande do Sul, quase 300 mulheres morreram em decorrência desse tipo de câncer em 2014

O câncer de ovário é o sétimo mais incidente nas mulheres na região Sul do Brasil e o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. No Brasil, esse tipo de câncer, conforme os últimos dados do DataSUS, matou cerca de 3,3 mil mulheres em 2014. No Rio Grande do Sul foram registradas quase 300 mortes. O câncer de ovário costuma surgir de forma silenciosa. O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, lembrado no dia 08 de maio, alerta a população e profissionais de saúde sobre a importância desta doença.

Dos cânceres ginecológicos, o câncer de ovário é dos mais incidentes e letais. Esse tipo de tumor representa cerca de 30% de todos os cânceres ginecológicos. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), anualmente são esperados seis mil novos casos. “O câncer de ovário, por ter sintomas inespecíficos e não ter uma estratégia eficaz de rastreamento, se torna mais letal, pois os diagnósticos se dão em fases mais avançadas da doença. Um estudo recente apresentado no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em 2016 dá os primeiros passos numa estratégia para identificação mais precoce, mas não sabemos ainda se terá impacto na mortalidade pela doença”, salienta o oncologista clínico do CTCAN, Dr. Alvaro Machado.

Sintomas costumam aparecer tardiamente

Geralmente, as mulheres são diagnosticadas pelo seu ginecologista nos exames rotineiros ou porque apresentam algum sintoma entre as consultas. De acordo com o oncologista do CTCAN, os sintomas costumam aparecer tardiamente. Entre os sintomas mais comuns estão: acúmulo de líquido no abdome (ascite), sensação de peso no baixo ventre, flatulência, má digestão e aumento da frequência das micções, alterações menstruais e sangramento vaginal, perda de apetite, cansaço, anemia e massa palpável na pelve.

O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética (para avaliar a extensão da enfermidade) e o marcador tumoral CA 125. O oncologista ressalta ainda que, nos casos de acúmulo de líquido intra-abdominal, a punção desse líquido e a análise podem identificar células neoplásicas, confirmando o diagnóstico. “O tipo de tumor e suas características moleculares são importantíssimos na definição da estratégia terapêutica”, pontua.

Causas

Um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de ovário está relacionado ao histórico familiar. “Aproximadamente 5% a 10% dos casos de câncer de ovário estão associados a mutações genéticas, mais comumente genes BRCA1, BRCA2, TP53 e síndrome de Lynch II (síndromes hereditárias)”, comenta o oncologista. O risco é maior nas mulheres que têm parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de ovário ou de mama. “Quanto mais jovem este parente teve o diagnóstico, maior o risco”, observa.

A obesidade é outro fator. Ela pode aumentar em 50% o risco, comparado a mulheres não obesas. Além disso, a reposição hormonal na menopausa também aumenta o risco. Já os anticoncepcionais e gestações são fatores protetores.

Tratamento

A remoção cirúrgica seguida de quimioterapia são os tratamentos atuais para combater o câncer de ovário. “A base de tudo é a cirurgia com remoção de toda a doença possível. Dependendo de outros fatores, definimos se será adicionada quimioterapia, qual tipo de quimioterapia, tempo de tratamento, hormonoterapia, terapia biológica, terapia alvo. Todo este arsenal pode ser utilizado de forma criteriosa para benefício da paciente”, enfatiza o médico.

Comentários

Galerias de Fotos

Anuncie Aqui

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
AD-5167 Azul / Trip 06:55:00 Campinas Sextas
AD-5165 Azul / Trip 07:00:00 Campinas segunda a quinta e sábado
AD-5139 Azul / Trip 12:40:00 Campinas domingos às sextas

Baixe o Aplicativo do Jornal

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027