Diário da Manhã

Cultura

Patrimônio cultural sob riscos

Autor: Matheus Moraes
Patrimônio cultural sob riscos
Foto: Arquivo/DM

Preocupação com a rede elétrica do MAVRS e MHR leva Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) a protocolar denúncia no Ministério Público

A fiação elétrica do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) e do Museu Histórico Regional (MHR) é sinônimo de preocupação por parte de integrantes do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), que teme pela conservação do acervo histórico-cultural dos locais. O motivo de tamanha apreensão, de acordo com o GESP, se deve a situação da parte elétrica, que tem fios desencapados, sem isolamento, em contato com madeira e expostos em condições que representam risco aos materiais do local e aos funcionários dos museus.

Um documento foi encaminhado pela entidade ao Ministério Público (MP) para agilizar o processo de recuperação da fiação elétrica dos museus. De acordo com o diretor do GESP, Paulo Fernando Cornélio, a situação despertou atenção do grupo após uma visita técnica há dez dias. “Tivemos uma surpresa. Vimos uma fiação elétrica bem exposta, ficamos preocupados. Nos preocupa pela questão do acervo, principalmente, que pode realmente acontecer um acidente e se perder todo o material histórico, além da questão dos próprios funcionários, pelo perigo que representa”, afirma. O GESP demonstra preocupação com o acervo de materiais antigos, como fotografias, roupas, máquinas fotográficas, quadros de artistas, entre outras raridades que os museus dispõem.

A manutenção dos museus é de responsabilidade da Prefeitura de Passo Fundo, que realizou uma recuperação externa em 2016. Segundo Cornélio, a revitalização ocorreu por meio da abertura de um inquérito civil, o qual também prevê recuperações na parte interna. Ele alega que um dos itens que ainda não foi cumprido é justamente o da fiação elétrica. “Existe uma determinação do MP há muito tempo para que se faça a recuperação a troca de toda fiação elétrica mais atualizada”, declara. O diretor do GESP comenta, ainda, que alguns materiais, como fotografias e documentos, necessitam da utilização do ar condicionado para preservação. E, com isso, é necessário o uso de energia constante em determinadas salas. “Tem material que precisa estar em tal temperatura para se manter conservado. Todo espaço físico do museu tem salas especiais para isso”, acrescenta Cornélio.

Em contato com a Secretaria de Planejamento do município, a reportagem do Jornal Diário da Manhã foi informada de que um projeto está em desenvolvimento para recuperação e atualização da rede elétrica dos museus. Elaborado por um engenheiro elétrico da Secretaria de Transportes e Serviços Gerais, assim que ele for finalizado, um orçamento será realizado para qualificar a fiação dos prédios. Segundo a Seplan, a situação não é encarada como um problema, em razão de que os prédios são antigos e históricos, ou seja, precisa de atualização constante.

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