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Prejuízos causados pelas enchentes já estão sendo contabilizados

Autor: Rodolfo Sgorla da Silva
Prejuízos causados pelas enchentes já estão sendo contabilizados
Foto Divulgação/Emater

Conforme especialistas, em muitas áreas o solo ainda está úmido, o que impede o plantio nas lavouras. Em maio e junho, choveu mais de um terço do esperado para o ano. O gado emagreceu e comprometeu a qualidade das pastagens

Tudo o que o campo precisa agora é que a previsão do tempo para esta semana se confirme. De acordo com a meteorologia, somente no próximo final de semana é que a chuva deverá voltar a atingir a região.

Com clima seco desde o último sábado, a sequência de dias secos é fundamental para que os produtores rurais possam entrar com o maquinário nas lavouras. “No começo desta semana já se vê maquinário nas lavouras, porém, somente em lugares bem altos. Em pontos de baixada a situação é de aguaceiro ainda. Há pontos de baixo relevo que o produtor vai precisar esperar quase 10 dias para poder voltar a trabalhar”, relata Élio Bernardi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Carazinho.

As condições nas lavouras devem começar a melhorar a partir hoje(13). “A partir desta terça é que deveremos ter condições de umidade mais favoráveis no campo. Em locais baixos, o solo ainda está muito molhado. Acredito que até sábado a situação deva estar normalizada nas propriedades de Carazinho”, acrescenta Ana Vian, extensionista da Emater.

O solo ainda úmido nas áreas rurais de Carazinho é apenas um dos reflexos da alta precipitação registrada nas últimas semanas, que pode ser comprovada através dos números. A média anual de chuva no município é de 1.500 milímetros (mm). Quase um terço desse índice foi registrado somente no mês de maio, quando Carazinho, conforme a Emater, teve 465 mm de chuva.

Somando esse número com o que choveu no começo deste mês, o município atinge 560 mm. “É uma chuva fora do normal. Não há terraço que aguente tanta água. Todos os projetos que fazemos na Emater partem de dados calculados nos últimos 30 anos. Choveu tanto em maio que o índice registrado neste ano extrapola os dados registrados nas últimas três décadas”, revela a extensionista da Emater.

Com tanta chuva, a erosão é um problema que afeta muitas propriedades em Carazinho. “Os danos não são como em décadas anteriores, mas todas as propriedades sofrem com a erosão. Agora é preciso esperar o solo normalizar e iniciar a recuperação dos nutrientes perdidos, o que gera custos para o produtor”, analisa Bernardi.

Trigo
Conforme a Emater, Carazinho teve até agora o plantio de apenas 2% de toda a área estimada para o trigo. “Nessas lavouras, vai ser necessária a recuperação da adubação perdida com as chuvas. O produtor precisa esperar o excesso de umidade passar para fazer o plantio”, pontua o presidente do STR de Carazinho. Conforme a Emater, a janela ideal para o plantio do cereal encerra-se no próximo dia 20 de julho.

A cevada e a aveia são outras culturas com plantio atrasado em Carazinho. “A aveia que foi semeada antes dessa sequência de chuvas precisará de replantio. Durante esses 21 dias de chuva, a cultura perdeu seu poder de germinação”, explica a extensionista da Emater.

Produção de leite
Segundo Bernardi, em muitas propriedades a produção de silagem de milho foi prejudicada pelo excesso de chuvas. “O alimento destinado ao gado leiteiro acabou não ficando na qualidade esperada. Muitos produtores estão comprando ração para o gado leiteiro e isso também aumenta os custos”, aponta o presidente do STR.

O sindicalista vai além. “Muito gado leiteiro está emagrecendo, alguns ficando doentes. Além desse problema da silagem, há a falta de pastagem por causa do excesso de umidade. A produção de leite está tendo um prejuízo significativo”, revela Bernardi.

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