Diário da Manhã

Saúde

Asma: sem cura, mas com tratamento

Autor: Daniele Freitas
Asma: sem cura, mas com tratamento
Foto: Divulgação

Evitar o contato com “gatilhos”, usar diariamente a medicação controladora e consultar periodicamente o médico são alguns cuidados essenciais para o controle da doença

Falta de ar ou dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito ou peito pesado, chiado no peito e tosse são os principais sintomas da asma: doença inflamatória crônica das vias aéreas ou brônquios, que são os tubos que levam o ar para dentro dos pulmões. Ela é responsável por mais de 100 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com dados do Ministério da Saúde. Ao todo 6,4 milhões de pessoas acima dos 18 anos sofrem com o problema no Brasil, sendo que as mulheres são as mais acometidas pela enfermidade - cerca de 3,9 milhões delas afirmaram ter diagnóstico da doença.

Quarta principal causa de internações, como aponta a Sociedade Brasileira de Pneumologia, a asma não possui cura. Entretanto, hoje, existem tratamentos que são capazes de amenizar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil. Em uma década, o número de internações por asma caiu 49% no País.

Os especialistas ainda desconhecem a causa exata da asma, mas acredita-se que a doença seja causada por um conjunto de fatores genéticos, como história familiar de alergias respiratórias, e ambientais. A asma varia muito de pessoa para pessoa e até em um mesmo indivíduo. Os sintomas característicos da doença podem piorar à noite ou de madrugada, e com a prática de atividades físicas. Há épocas em que eles podem desaparecer; em outras, a manifestação piora muito, fazendo com que o asmático necessite de atendimento de emergência e até mesmo internação. A intensidade das crises também pode variar, sendo umas mais fortes que as outras.

Com o propósito de orientar a população sobre essa doença, o Dia Nacional de Combate à Asma é celebrado em 21 de junho. A maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a de pessoas da mesma idade que são saudáveis e não têm asma. Além disso, a grande maioria dos pacientes precisa se privar de nada. Para tanto, basta apenas seguir algumas regras, como evitar o contato com “gatilhos” da doença, usar diariamente a medicação controladora e consultar periodicamente o médico. É o que faz a estudante de Letras, Yasmin Seibel, que foi diagnosticada com a doença aos dois anos da idade. “As crises não são mais tão sérias quanto na infância, mas ainda as tenho, raramente. Tenho alguns cuidados, como ter sempre uma bombinha por perto, não ter animais de estimação dentro de casa e arejar sempre que possível o ambiente em que eu estou”, conta.

Diagnóstico

Inicialmente, o médico questiona o que o paciente sente e tenta entender como os seus sintomas podem fazer parte da doença, ou seja, se a pessoa possui falta de ar, chiados no peito,  cansaço, tosse, produção de muco (secreção), dificuldade para fazer suas tarefas e/ou exercícios habituais. É importante considerar o horário em que esses sintomas ocorrem, porque, geralmente, nos asmáticos, existe uma piora durante a madrugada e ao acordar.

A partir disso, o especialista deverá solicitar uma prova de função respiratória ou espirometria: nesse exame, o paciente soprará em um computador, que transformará a quantidade de ar em números. Esses números dirão se a pessoa tem ou não asma. Há a possibilidade de o médico solicitar outros exames de função pulmonar. O diagnóstico de asma não é feito por radiografia do tórax e nem pelo exame físico do pulmão, embora muitas vezes o médico possa auscultar os chiados e verificar a falta de ar.

Tratamento

Por ser uma doença que varia de acordo com o paciente, o tratamento da asma deve ser individualizado, isto é, o que serve para um asmático pode não ser o melhor tratamento para o outro. Ou, ainda, um mesmo tratamento pode ter sua dose modificada conforme a necessidade. A maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: medicação chamada controladora ou de manutenção, que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma, e a medicação de alívio ou de resgate, que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma.

As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios. As principais medicações controladoras são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. As medicações controladoras diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da  capacidade respiratória. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

Gatilhos da asma

Se o asmático for exposto a determinados fatores, a doença pode piorar, acentuando os sintomas ou a inflamação nos brônquios.

- Ácaros: organismos microscópicos que se alimentam de descamação da pele humana, de pêlos de animais e também do mofo. Os ácaros habitam locais onde há acúmulo de poeira como: colchões e travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes, papéis e até animais de pêlo. Os ácaros e seus excrementos pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

- Fungos: micro-organismos que crescem a uma temperatura  acima  de 37ºC e umidade acima de 50%. Eles são encontrados  no fim do verão e no outono, estações em que predominam ventos quentes. Casas escuras, úmidas e mal ventiladas são ideais para o crescimento dos fungos. Dentro das casas, os fungos podem crescer no sistema de ar-condicionado, paredes de banheiros e fendas de superfícies. Também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

- Pólens: são gatilhos comuns (flores, gramas, árvores) que predominam fora de casa sendo carregados pelo vento. A polinização se dá  após uma chuva prolongada, seguida de um clima seco sendo comum na primavera. Os pólens também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

- Animais de estimação: os pelos de animais podem piorar a asma, mas o grau e a frequência da exposição é que determinarão os sintomas. Além dos pelos, a descamação da pele do animal, a saliva, a urina e outros tipos de excreções podem ser gatilhos da asma. Eles podem ficar no ambiente por até seis meses após a retirada do animal.

- Infecções virais: algumas são capazes de causar sintomas de asma ou de piorá-la, principalmente o vírus da gripe e do resfriado comum.

– Fumaça de cigarro: é prejudicial aos asmáticos, mesmo se o paciente não fumar. Asmáticos filhos de pais fumantes estão sujeitos a piora dos sintomas e da própria gravidade da asma. A fumaça do cigarro, além de intensificar os sintomas, também pode aumentar a inflamação dos brônquios.

– Poluição ambiental: a exposição à poluição do ambiente em geral e poluição do ambiente de trabalho também pode piorar a asma.

– Exposição ao ar frio: ar muito frio e seco pode desencadear sintomas de asma por irritar os brônquios do asmático. Contudo, esse ar tem que ser muito frio, como o que ocorre no inverno.

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