Diário da Manhã

Educação

Yacamin completa 10 anos em agosto

Autor: Redação Carazinho
Yacamin completa 10 anos em agosto
Arquivo DM

Com cerca de 3 mil jovens atendidos durante o período o Programa Yacamin está completando neste mês de agosto uma década de atuação. Para comemorar os 10 anos de atividades do projeto  iniciado no ano de 2007 o Programa volta a celebrar ao final deste mês um termo de cooperação com o Ministério Público Estadual do Rio Grande  do Sul. “O Yacamin nasceu em 2007 numa provocação do Ministério Público. Foi criado como um programa de prevenção ao uso de drogas. Na época a ideia era de trabalharmos aos finais de semana com sete unidades. Não era um programa para trabalhar com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e sim para crianças e  adolescentes em situação de vulnerabilidade para questão de dependência química, coisa que todas as crianças e adolescentes da cidade estão em risco. Mas por um filtro natural, acabamos trabalhando apenas com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, conta a diretora do Programa Yacamin, Vera Sukau. Ela relembra que quando criada, a proposta era de se trabalhar com as crianças e adolescentes aos finais de semana, por fim, hoje o programa já não  trabalha mais aos finais de semana, e sim nos demais dias. O Programa mantém em atendimento 200 crianças e adolescentes e conta com um quadro de 9 colaboradores que são remunerados e outros três voluntários fixos. “Estamos com 200 crianças e adolescentes e com uma modalidade diferente de atendimento neste ano. Atendemos na sede no período da tarde com oficinas de esporte, informática, grupos terapêuticos, psicólogos, artes e música. Estamos trabalhando muito nas ações  de rua. Desde que nos mudamos para a Rua Itararé no “Bigode do Prefeito” estamos tendo  dificuldades para que as crianças venham até a nossa sede, por isto optamos por atender nos bairros. Nas segundas-feiras pela parte da manhã temos atendido no Bairro São Jorge, nas quartas-feiras no São Lucas, nas quintas-feiras na Ouro Preto e na sexta-feira no Bairro Brandina. Nos sábados a tarde voltamos ao Bairro São Lucas”, comenta Vera.

 

“Luta infrata”

A diretora pondera que nos dez anos de atuação do Programa, nota-se que na cidade o problema da drogadição ampliou-se muito e os esforços que tem sido feitos na prevenção as drogas têm sido  pequenos diante do avanço do consumo e a dependência química. “ É uma coisa que me angustia. O Yacamim surgiu como um programa de prevenção ao uso de drogas, porém tivemos que mudar um pouco o nosso foco no decorrer dos dez anos e temos de dizer que o Yacamin trabalha é na minimização dos impactos das drogas, porque as drogas vencem a toda e qualquer atividade. É uma luta ingrata. O que temos conseguido com os atendimentos é manter neles este olhar de que as drogas são prejudicais e de que eles podem ser felizes e avançar na vida sem a dependência  química e que  eles têm potencial para alcançar esta questão da visibilidade  que todo indivíduo  procura. Isto nós temos conseguido, mas é uma batalha  frustrante”, desabafa Vera.

A professora comenta que independentemente da classe social, o consumo de entorpecentes e o impacto disto têm sido cada vez mais presentes entre as famílias e seus membros, e revela dentre o público atendido pelo programa é comum ouvir relatos de crianças que é normal a presença das  drogas no seu núcleo familiar. “Para que as pessoas tenham uma ideia, nós atendemo jovens que nos   dizem 'Olha na nossa casa tem maconha com nas outras casas tem feijão'. A droga está em cima do balcão, em cima da geladeira. Para muitos deles é uma coisa natural. É uma luta inglória. O sucesso  para a gente é perceber que um indivíduo não está entrando no mundo das drogas. É isso que nos  motiva”,  diz  Vera.

Com certa de 3 mil mil jovens atendidos durante os 10 anos, alguns deles já adultos, a diretora diz que não se arriscaria a afirmar para quantos as ações do Yacamim foram  motivo para a não dependência química. “Sempre digo que afirmar isto é bem difícil, pois não temos como dizer que  eles não entraram no crime ou não entraram nas drogas por causa da  atuação do Yacamin.  O que tentamos é fazer a nossa parte. O que posso dizer é que deste grupo de jovens que já atendemos  durante este período, não chega a 30 o número que se envolveram  em crimes graves. Pequenos  furtos são questões que por vezes ocorrem, mas crimes maiores não. E é por isto que tenho dito que  o que temos feito é a minimização deste impacto que as drogas causam, pois a gente sabe que as drogas levam à criminalidade. Acredito que nisto é que temos atuado bem, pelo menos é isto que nos move”, declara Vera.

 

Vulnerabilidade social

A diretora  ressalta em Carazinho tem muitas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e que são atendidos não só pelo Yacamim, mas também por outros programas, mas segundo ela, mesmo assim ainda há muitas crianças fora deste tipo de atendimento. E para a maioria das instituições que fazem trabalhos do gênero uma situação é comum, a falta de  recursos financeiros para ampliação das atividades.

Vera destaca que muito do que a cidade vive hoje sob o aspecto dos altos índices de criminalidade, é também reflexo da falta de prevenção ao uso de drogas. “Vejo que as pessoas não se deram conta da importância da prevenção. As pessoas querem saber na maioria das vezes é minimizar os impactos depois que as coisas acontecem, como prisão, por exemplo. A prevenção  é o método mais eficaz para se ter resultados. Carazinho poderia estar melhor no que diz respeito à criminalidade se    tivesse mais prevenção, pois todos sabem que droga é fator que leva à criminalidade”, constata.

 

Comemoração

Para comemorar os 10 anos, o Programa lançou no último fim de semana uma gincana que se estende até o final  do mês de outubro com tarefas que tem como metas por exemplo a divulgação  do  programa e homenagens a pessoas e empresas que contribuíram com as atividades. No dia 24 de   agosto, dia em que o Programa assinará o termo com Ministério Público serão realizado junto ao  auditório do SESC, homenagens aqueles que durante a última década auxiliaram o Programa. Os   moldes do termo serão apresentados no dia do evento.

 

O que diz uma estrela

Os jovens atendidos pelo Yacamin são considerados estrelas que fazem parte de uma  constelação. Isso porque Yacamim, na língua tupi guarani significa “pai de todas as estrelas”.  Hoje com 21, Pâmela Marins participou das atividades do Yacamin por cerca de 5 anos entre  seus 13 e 18 anos. Hoje ela é operadora de caixa de supermercado e tem uma irmã de 13 anos que articipa do Programa. “O Yacamim mudou minha vida. Não só por manter minha mente no sentido de que não se deve fazer o uso de bebidas alcoólicas ou drogas, mas porque me fez perceber meu potencial. Não seria a pessoa que sou hoje se não fossem as atividades do Yacamim e a professora Vera me   mostrarem uma série de possibilidades e o potencial que tenho enquanto indivíduo para alcançá-las”, diz Pâmela.   

Comentários

Galerias de Fotos

Anuncie Aqui

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
VCP - PFB Azul 08:45:00 Passo Fundo segunda a sábado
VCP - PFB Azul 17:40:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 23:15:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 20:35:00 Passo Fundo sábados
PFB - VCP Azul 06:00:00 Campinas - SP todos os dias
PFB - VCP Azul 10:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos domingos
PFB - VCP Azul 19:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos sábados
FLN - PFB Azul 16:15:00 Passo Fundo Segundas, sextas e domingos
PFB - FLN Azul 18:20:00 Florianópolis Segundas, sextas e domingos

Baixe o Aplicativo do Jornal

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027