Diário da Manhã

Saúde

Falta de vitamina D: como resolver?

Autor: Daniele Freitas
Falta de vitamina D: como resolver?
Foto: Divulgação

Principal fonte de produção dessa vitamina, a exposição solar não é recomendada por dermatologistas

No organismo, ela é responsável por fortalecer os ossos, influenciar consideravelmente o sistema imunológico, proporcionar uma gravidez segura e proteger o coração. São tantos os benefícios que a vitamina D, também conhecida como vitamina do sol, nem parece ser o centro de uma contradição entre especialistas. Atualmente, cerca de 80% da população têm deficiência ou insuficiência dessa substância. A sua principal fonte de produção se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese da vitamina D. Contudo, os dermatologistas alertam: a longo prazo, o dano cumulativo pode culminar em um câncer de pele.

A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o corpo humano e sua ausência pode trazer uma série de complicações ao organismo. Como a falta dessa vitamina não manifesta sintomas, o diagnóstico só é feito com a realização de um exame de sangue, a partir de uma solicitação médica. “A deficiência é diagnosticada quando o exame indica até 20 ng/mL, já a insuficiência existe no índice entre 21 e 29 ng/mL. Acima de 30 e até 100 ng/mL, consideramos que o paciente tem vitamina D em quantidade suficiente no organismo”, explica a nutricionista Aline Calcing.

Com um número tão alto de pessoas que não possuem o nível adequado da substância, é preciso destacar quais são as maneiras de “adquirir” a vitamina D: a primeira delas é através do sol e a segunda é por meio da alimentação. “O ideal seria consegui-la das duas maneiras, porque aqui, no Rio Grande do Sul, a nossa exposição solar é baixa, até por termos a recomendação de que não devemos nos expor ao sol para evitar os danos da luz solar ao corpo. Só que a vitamina D não é resultado de uma exposição muito prolongada. Os estudos dizem que a exposição de cerca de 15 a 20 minutos diários é suficiente”, orienta.

Em relação à alimentação, há alguns alimentos que são fontes de vitamina D e podem auxiliar a manter a suficiência da substância no corpo humano. Segundo a nutricionista, o principal deles é o óleo de fígado de bacalhau, que não é muito consumido na região. Outras dicas são: a gema do ovo, as ostras, o atum enlatado, a sardinha, o salmão, o bife de fígado e os cogumelos. Os suplementos de vitamina D também podem ser utilizados em casos de constatação de carência da substância ou no tratamento de algumas doenças. No entanto, é importante ressaltar que os suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o consumo dessas doses extras.

Contraponto

Ao se expor ao sol para obter a vitamina, é importante não passar o filtro solar. Para se ter uma ideia, o protetor fator 8 inibe a retenção de vitamina D em 95% e um fator maior do que isso praticamente zera a produção da substância. As janelas também atrapalham a absorção da vitamina D. Isto porque os raios ultravioletas do tipo B (UVB), capazes de ativar a síntese da vitamina D, não conseguem atravessar os vidros.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, no entanto, alerta que qualquer exposição solar sem uso de proteção pode trazer prejuízos à saúde. De acordo com o dermatologista, Dr. Rodrigo Mendonça, a maneira mais indicada para tentar suprir a carência de vitamina D é através de medicação ou de cuidados na alimentação. “Este é um tema bem contraditório. Como nós estamos em uma região em que muitas pessoas trabalham ao ar livre, com a agricultura, e são pessoas de pele clara, ou seja, já existe um fotodano muito grande, pedimos que elas se previnam e usem protetor solar diariamente. Para absorver a vitamina D, precisamos do sol das 10 horas, do meio-dia, sem o uso do filtro solar. Só que esse sol é também o sol que provoca o câncer de pele”, pondera.

O impasse entre especialistas reside justamente nesse fato: exposição solar.  Mesmo que por um período curto, como o recomendado pela nutricionista, o dano cumulativo (ao longo dos anos) causado pelo sol pode ser maléfico. “No consultório, o que eu oriento é usar o protetor diariamente e evitar exposição solar. Temos que pensar no risco-benefício. A deficiência da vitamina D pode trazer uma série de problemas, como a osteoporose, mas, ao mesmo tempo, há o risco de desenvolver um câncer de pele, que é muito frequente na nossa região. Há vários debates sobre isso, mas não um consenso”, ressalta o dermatologista.

Benefícios

A vitamina D é fundamental para o fortalecimento do tecido ósseo, isso porque o cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes. A substância também participa do controle das contrações do músculo cardíaco, necessárias para bombear o sangue para o corpo. Ainda, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneo e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial, a renina.

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que pessoas com níveis adequados de vitamina D são mais resistentes à contaminação por vírus e bactérias do que quem tem deficiência do nutriente – e se recuperam mais depressa quando ficam doentes. Assim como outras vitaminas, a D tem, entre suas funções, a capacidade de estimular o sistema imunológico. Com isso, além de a pessoa raramente ser infectada pela gripe, essa potência ampliada da imunidade também é capaz de proteger o corpo de muitas outras doenças.

Prejuízos

A deficiência da vitamina D está relacionada a diversos fatores, como o aumento de doenças respiratórias e infecções, fraqueza muscular e até mesmo depressão. Pessoas com deficiência dessa vitamina chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta, o que pode trazer consequências como raquitismo, deformidade nos ossos e osteoporose, entre outros.

A deficiência dessa substância também pode levar à intolerância à glicose, alterações na secreção de insulina e, assim, o desenvolvimento de diabete tipo 2. As chances de desenvolver doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, derrame e infarto também são maiores em pessoas com falta de vitamina D, assim como a incidência de pressão alta e artrite.

Outro grupo que deve estar atento ao nível de vitamina D no organismo é o das gestantes. No primeiro trimestre, a falta dela pode levar a abortos. Em casos de abortos múltiplos no início da gravidez, pode ser que o sistema imunológico da mãe esteja rejeitando a implantação do embrião. Como a vitamina D age no sistema imunológico, ela pode corrigir este problema. Além disso, no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia, doença na qual a gestante desenvolve a hipertensão.

“É importante ressaltar que os suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o consumo dessas doses extras”.

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