Diário da Manhã

Polícia

PRF de Sarandi já apreendeu quase 13kg de crack este ano

Autor: Redação Carazinho
PRF de Sarandi já apreendeu quase 13kg de crack este ano
Arquivo DM

De acordo com o levantamento sobre consumo de drogas feito pela ONU, lançado em junho deste ano, pelo menos 190 mil pessoas morreram em 2015 por causas diretamente relacionadas com entorpecentes. Um dos destaques do relatório também aponta a situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas. Porém, não é preciso ir tão longe para notar a gravidade da situação. O chefe substituto da 14ª delegacia de Sarandi, Carlos Rezende, afirmou que no ano passado foram apreendidas quase três toneladas de maconha e que a situação continua crítica. “Tentamos trabalhar a parte da conscientização, mas é um cenário preocupante. O consumo de drogas abastece o mercado do narcotráfico e isso alimenta grande parte da criminalidade do Brasil, pois um crime leva ao outro”, explicou Rezende.

De acordo com chefe substituto, a PRF realiza apreensões de entorpecentes com frequência e, até o momento, já foram confiscados 1081 quilos e 90 gramas de maconha, dois quilos 357 gramas de cocaína, quase 13 quilos de crack, 15 comprimidos de LSD e cinco gramas de anfetamina. “Pode-se notar que o crack é a maior droga apreendida até agora e esses são os números do que conseguimos pegar, mas sabemos que muito mais passou por aqui, pela região, sem que fosse apreendido. Portanto, é uma situação crítica”, afirmou Rezende, que acredita que o tráfico de drogas acarreta muitos prejuízos, tanto na vida daquele que comete o delito, quanto do restante da sociedade. “Para um criminoso virar traficante, ele tem que praticar outros delitos para ter estrutura e poder trabalhar no tráfico. Armas, assaltos, roubos de carro, tudo isso alimenta o crime”, complementou o chefe. Como medida de prevenção, a PRF usa suas palestras sobre segurança no trânsito também para falar sobre o problema do narcotráfico, buscando recursos na educação para conscientizar as pessoas. “É preciso uma campanha forte de educação e repressão, essas duas frentes precisam ser trabalhadas juntas, pois somente reprimir não adianta. A drogadição é um problema social, que começa pela família, passa pela escola e sociedade, portanto, o esforço precisa ser conjunto para que haja fiscalização”, ressaltou Rezende, que acredita na mudança, mesmo que lenta. “Há 40 anos era comum fumar, mas hoje, depois de um grande trabalho de campanhas educativas, isso diminuiu, as pessoas começaram a ficar mais conscientes. Temos que fazer um esforço e dificultar a vida do criminoso, dificultar o lucro”, avaliou o policial.

 

CETRAT

Mesmo com o trabalho feito pela polícia, jovens e adultos seguem consumindo entorpecentes, gerando transtornos na sociedade. Buscando fornecer ajuda à essas pessoas, foi criado o Centro de Tratamento e Apoio a Dependentes Químicos de Carazinho (CETRAT),  que tem como objetivo o tratamento, recuperação e reinserção social de dependentes químicos, homens, maiores de 18 anos. Lá os internados recebem acompanhamento psicológico e de assistentes sociais, que desenvolvem atividades para o fortalecimento de vínculos com a família, entrevistas psicosociais e oficinas de recreação que possam colaborar com a recuperação do paciente. De acordo com o presidente da entidade, Edilson Oliveira, a dependência geralmente é por mais de uma droga, fazendo com que se cruzem. “Os principais vícios que chegam até nós são em maconha, cocaína e crack, porém o uso predominante é de crack. O usuário geralmente tem vícios cruzados, como em crack e cocaína ou maconha e álcool, entre outros”, explicou Oliveira, que afirma que o nível de reincidência é grande, superando os 75% dos pacientes. “São poucas as pessoas que conseguem passar pelo processo de tratamento sem recair, cerca de 25%. O nosso tempo de internação é de 12 meses e o fator primordial para que o cidadão consiga resistir até o fim, se chama família”, comentou o presidente.

De acordo com Oliveira, a relação com a família é crucial para que a pessoa saia ou permaneça no universo das drogas, por isso, o CETRAT também realiza reuniões de grupo familiar, para ajudar no fortalecimento dessa relação. “Essas pessoas estão em situações muito difíceis, em um processo de destruição, por isso acredito que devemos olhar para eles e ajudar. Não sabemos o dia de amanhã, queremos continuar contribuindo e ajudando”, afirmou o presidente, que pensa que o processo de conscientização na comunidade é muito importante. “Esse é um problema social, temos que contribuir como sociedade e entender que essa é uma questão maior do que pensamos. Todos somos semelhantes, por isso acredito que é preciso olhar para o outro e ajudar”, finalizou Oliveira.

 

 

 

 

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