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Grupo separatista espera mobilizar um milhão de pessoas

Autor: Édson Coltz

Consulta popular quer saber a opinião dos moradores do Sul sobre a formação de um novo país. Ao mesmo tempo, há a coleta de assinaturas  para um plebiscito consultivo oficial

Cases atuais pelo mundo, como a mobilização pela independência da Catalunha da Espanha e da Escócia em relação ao Reino Unido, são tomados como exemplo e reforçam o engajamento daqueles que defendem a emancipação dos três estados do Sul do Brasil. O movimento  “O Sul é o Meu País” voltou a ganhar destaque ainda no ano passado quando já promoveu uma consulta informal, mas pretende dar mais ênfase à pauta a partir de agora, neste sábado e no próximo ano, instigando à população a se manifestar sobre essa bandeira.

Para este sábado, o grupo espera envolver um milhão de moradores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina durante o Plebisul – Consulta Popular, quando poderá ser feita a escolha na cédula pelo “Sim” ou “Não” quanto a unificação desses três estados em uma única nação, desvinculada política e administrativamente do restante do Brasil. Junto com a Consulta – que não é legalmente reconhecida- os participantes vão ser convidados a assinar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) pedindo um plebiscito consultivo oficial na região em 2018. “Essa ação [o projeto popular] terá peso legal e vai nos dar legitimidade e legalidade dentro do processo democrático de rediscussão do pacto federativo  atual, que consideramos uma farsa", afirma Celso Deucher, ex-presidente do Movimento O Sul é o Meu País e um dos fundadores da entidade.

Serão três mil urnas espalhadas por 963 municípios da região, conforme os organizadores, levando as ruas cerca de 25 mil ativistas voluntários responsáveis pelas unidades coletoras de votos, incluindo em Passo Fundo. Em entrevista à Rádio Diário AM570, o coordenador da Micro Região de Passo Fundo do Movimento, Diego Brugnera, ressaltou que a intenção é, ao garantir ampla participação popular, buscar o apoio de instituições internacionais que acompanham processos separatistas. “Essa votação que estamos fazendo, neste sábado, será uma segunda frente de trabalho. A partir dela, vamos ingressar em órgãos internacionais, junto a ONU, para que com a intervenção dessa consigamos fazer a votação oficial depois”. Segundo ele, dez pontos da cidade terão urnas, entre elas na esquina entre a Av.Brasil e Bento Gonçalves, junto a Praça Tochetto, à antiga Prefeitura, em frente ao Clube Comercial, entre outros locais. “Qualquer pessoa que for de outra cidade, também pode votar, basta ser maior de 16 anos e ter o Título Eleitoral”.

Em resumo, a emancipação política e administrativa dos três estados do Sul é motivada por diversos aspectos, entre eles, a relação econômica aplicada pela União. Para o Movimento, os dados demonstram que o retorno de investimentos à região Sul é injusto se comparado ao valor de tributos enviado à Brasília.

Projeto popular

A expectativa do Movimento é colher três milhões de assinaturas neste Projeto de Lei de Iniciativa Popular, sendo que dessas, cerca de um milhão devem ser captadas durante o Plebisul, neste sábado, e as demais, nas ações que a entidade já tem programadas até maio de 2018, quando o projeto dará entrada nas Assembleias Legislativas dos três estados. "Estamos focados em validar legalmente a luta emancipacionista do Sul e de forma pacifica e ordeira vamos entrar com este Projeto de Lei nas assembleias Legislativas, confiando que nossos deputados do Sul vão se sensibilizar com estas assinaturas", ressalta Procório Pereira, presidente da Comissão Organizadora do Plebisul (COP).

É legal?

O objetivo do Sul é Meus País se depara, porém, com a Constituição Federal que, logo em seu  artigo primeiro, estabelece que é “indissolúvel” a união dos Estados e municípios. O Movimento reconhece essa definição e pondera também que este Plebisul não possui nenhuma validade legal, pois não se trata de um plebiscito legal e aprovado pelo Congresso. Apesar disso, reitera que trata-se de uma consulta popular para aferir a opinião dos cidadãos do Sul sobre o tema, direito garantido pela Constituição federal e pelas leis internacionais através dos diversos pactos e resoluções das Nações Unidas (assinados pelo Brasil), visto que estamos expressando democraticamente a nossa opinião em relação a este assunto. “A legislação garante ao cidadão a manifestação ideológica. Não estamos infringindo nenhuma lei”, relata Brugnera.

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